Watch Dogs: Legion


Watch Dogs, um sandbox bem ao estilo de GTA que prometia mecânicas novas, estreou-se precisamente nos tempos finais da geração anterior, com direito a versões da geração "atual". E por isso mesmo, é interessante ver uma das suas sequelas chegar no fim de ciclo desta geração, já com versões melhoradas para a Xbox Series X|S e PlayStation 5 a aguardar o lançamento das novas plataformas.

Watch Dogs : Legion implementa novidades em relação aos seus antecessores, expandido de forma notável o seu conteúdo. Mas será o suficiente para o tornar num jogo mesmo impressionante?

Ao contrário daquilo que foi o primeiro título, em Legion o jogador terá múltiplas personagens ao seu dispor para controlar, não sendo assim focado na narrativa em volta de uma só personagem. Um conceito interessante, tal como sucedeu em GTA V, embora ligeiramente diferente.

Tudo começa com uma personagem que é praticamente utilizada para um tutorial dos comandos básicos do jogo. Este faz parte da organização de hackers DedSec (grupo que iremos controlar ao longo do jogo) que tem como objetivo desarmar múltiplas bombas plantadas em locais específicos da gigante cidade de Londres. As bombas foram plantadas por uma organização hacker misteriosa conhecida apenas por Zero Day, com objetivo de tramar DedSec e culpabilizar o grupo pela plantação de tais bombas que rebentam em grande escala e matam centenas de cidadãos. Com isto, a DedSec é rotulada de terroristas, e para se defender o grupo vai em busca da identidade do autor deste ato cruel.


Para complicar, a cidade de Londres é ocupada por uma força militar de nome Albion, que tem controlo sobre a população, que vive num autêntico regime de fascista. Assim sendo, visto que o grupo perdeu uma grande parte dos seus membros devido às explosões em redor da cidade e à força militar Albion, DedSec terá de recomeçar do 0 para ganhar poder e derrubar Albion e o seu rival hacker Zero Day pelos acontecimentos ocorridos naquela noite fatídica.

Falando na cidade de Londres, esta é apresentada com um mapa enorme e para aqueles que já tiveram a oportunidade de visitar a cidade, todos os pequenos detalhes estão presentes e pode-se afirmar que a Ubisoft fez um trabalho genial, o London Eye, Big Ben e o próprio Bukingham Palace estão representados de forma realista, as próprias ruas e estradas estão detalhados embora se tenha de referir que este jogo ocorre num futuro não muito distante, tendo veículos com um toque mais futurista, os Táxis têm publicidade em movimento na traseira, existem ecrãs com anúncios publicitários nas ruas, drones a sobrevoar toda a cidade, um controlo sobre tudo e todos na cidade de Londres.

Nem tudo é novo, o facto de se poder hackear ctvs, pilares de proibição de passagem de veículos e portões são alguns dos exemplos que já no primeiro jogo era possível realizar e as mecânicas giram um pouco à volta do mesmo, embora alguns dos aparelhos que desejamos hacker tenham de ser resolvidos antes com um puzzle ou ativar uma caixa difusora para no final, ser possível através do smartphone hackear e ganhar o acesso a determinada porta. Com o próprio toque num botão, o jogador realiza uma ação e pode até criar armadilhas em dispositivos, ou simplesmente distrair um guarda, fazendo o smartphone deste vibrar.

 



Já as armas são várias e de fácil manejo embora algumas personagens sejam especialistas em armas específicas. O jogador pode cobrir-se enquanto lhe disparam, derrubar inimigos no modo stealth e até utilizar gadgets. Um gadget precioso que irá ajudar na progressão tem a forma de uma aranha que poderá ter acesso a salas as quais se encontram fechadas, mas, através de ventilações ou pequenos buracos, esta aranha robô poderá infiltrar-se e chegar ao objetivo pretendido. Ela também pode ser usada para derrubar inimigos em casos mais caóticos.

Realizar todas as missões da campanha principal leva por volta de 25h a completar, no entanto podem e devem realizar secundárias para recrutar mais cidadãos para a Ded Sec, eles vão aliar-se caso se realize um pedido dos mesmos, após o objetivo concluído, a personagem irá entrar em contacto para avisar que podem contar com ele na Ded Sec. De salientar que a campanha tem um modo Perma death, isto significa que tal como sucede em Fire Emblem, podem jogar num modo em que se a personagem que controlam por alguma razão morre, esta nunca mais poderá ser utilizada, ou seja, uma morte permanente, assim sendo, quando têm amor por uma personagem, tenham o maior cuidado possível para que não a percam num tiroteio louco nas ruas de Londres ou podem dizer adeus a essa personagem e a todo o equipamento ou upgrade que outrora tinham realizado. Se acham que isso dificultará em demasia a campanha, podem sempre retirar este modo e jogar tranquilamente sem um perma death.

A maior parte das missões exige o jogador dirigir-se a um edifício ou um terreno que esteja ocupado pela fação inimiga, apresentado no mapa com um perímetro fechado a vermelho como acontece em tantos outros jogos sendo a zona de acesso restrita a qual o jogador deve infiltrar e recuperar um objeto ou realizar um hack para obter a informação pretendida, ou seja, nada de novo. E com isto, depois da novidade, rapidamente este ser torna bastante repetitivo.



Watch Dogs Legion é bastante bom no geral, com muitas atividades para realizar, uma banda sonora com artistas famosos nas rádios, imensos cidadãos para recrutar, cada uma com os seus atributos. Uma cidade preenchida, mas que sofre um pouco de bugs existentes. Além disso já começa ser notável que se trata de um jogo pensado na nova geração, levando as atuais a alguns soluços, como neste caso aconteceu na Xbox One. Ainda assim, continua a ser uma boa experiência e com muito para fazer até Dezembro, quando receberá um novo modo de jogo online.


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Xbox One, gentilmente cedido pela Ubisoft.

Watch Dogs: Legion Watch Dogs: Legion Reviewed by Patrício Santos on 09:00 Rating: 5

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