Vigil: The Longest Night



Vigil: The Longest Night é o título desenvolvido pelos estúdios da Glass Heart Games e publicado pela mão da Another Indie. Inspirado em títulos como o Salt and Sactuary, Vigil tenta misturar a ideia de dois subgéneros bastante populares, Metroidvania e Souls-like, para criar algo memorável. Será que consegue tocar nos pontos principais que fazem estes géneros serem os mais acarinhados pelo público?


Em Vigil, os jogadores assumem o papel de Leila, uma Vigilante recém-convertida, que retorna à vila de Maye para o aniversário da sua irmã. No seu caminho de regresso à vila encontra uma pessoa misteriosa com o sobrenome de Guardião da Lanterna, que lhe apresenta a história do Julgamento do Vigilante. Uma espécie de última tarefa que deve completar para terminar o ritual de conversão e a “Noite Mais Longa”.

 

Como se esta já não fosse uma tarefa difícil de completar, Leila vê toda a cidade de baixo de uma força misteriosa que está continuamente a espalhar o caos, fazendo com que monstros apareçam e consequentemente os habitantes desapareçam. Esta não é uma história que toca apenas aos outros, já que a sua irmã se encontra desaparecida. Cabe assim ao jogador, entre enigmas, locais secretos que terminam em objetos raros, e muita conversa com os NPCs, encontrar a sua irmã e acabar com a neblina que deixou toda a cidade em estado de caos.  

 


Não existe qualquer tipo de voice acting durante toda a interação com os NPCs, mas toda a envolvência que o cenário do jogo transparece é absolutamente “breathtaking”. Consegue transportar os jogadores para ambientes como o do Bloodborne, com cores escuras e muita escuridão à mistura. Todos os personagens animados são inspirados na arte de corte de papel chinês bastante interessante. Entre visual e música, a imersão do jogo é muito bem conseguida.

 

Todos os níveis apresentam atmosferas diferentes e são enormes. Também conta com uma componente de plataformas já que é possível saltar sobre plataformas, pontos com saliências mais escondidos que levam a itens, dinheiro ou locais secretos. Como é um Metroidvania é de facto importante manter os olhos bem abertos porque o jogo está repleto destes locais secretos e o próprio jogo por vezes força o jogador a verificar cada recanto. Dei por mim perdido pelo mapa e seguir um caminho que deu direitinho a um confronto contra o Boss gigantesco! Sente-se aquela sensação de recompensa após ter dado de caras com o tal bixo e após a batalha que culmina na recolha de materiais deixados pelo corpo do inimigo caído.

 

Falando em combates contra Boss, são super desafiadores. Cada um apresenta como é óbvio diferenças, desde o seu comportamento e tempos de ataque, a aspeto. Mas todos eles são igualmente assustadores, tanto pelo tamanho como pelo seu aspeto. É assim importante descobrir os pontos fracos e mudar constantemente de tática de ataque e quem sabe utilizar a mecânica de mudar rapidamente de armas, mesmo enquanto se desenrola toda esta ação.

 

 

O combate em si super fluído. O jogador tem ao seu dispor um total de quatro tipos de armas, as espadas, arcos, punhais (Daggers) e Alabardas (Halberds), uma arma de duas mãos que é lenta, mas que imprime muito dano. Leila pode equipar três armas diferentes ao mesmo tempo e o jogador poderá alternar entre elas com um simples toque de botão. Cada tipo de arma é único e têm as suas próprias ações especiais. As espadas permitem bloquear os ataques, e aplicar “finalizadores”. Os arcos ganham acesso a diferentes tipos de flechas, como flechas de fogo ou até envenenadas. Os punhais concedem a habilidade de romper a defesa do inimigo, são bastante rápidas mas imprimem menos dano do que as restantes armas. Por último, com as alabardas é possível carregar um ataque especial que irá causar ainda mais dano, mas faz com que o jogador fique completamente vulnerável ao ataque inimigo.

 

É ainda possível utilizar a habilidade de esquivar bastante presente em títulos do género. Outra mecânica também já bastante badalada e vista em títulos “souls-like” é a implementação da dita barra de “stamina”, que irá regular a periodicidade de utilização de ataques e da habilidade de esquivar. Neste caso e como opinião pessoal, faz sentido porque permite ao jogador delinear a sua própria estratégia de ataque. No lado oposto temos a possibilidade de equipar diversos equipamentos defensivos, como armaduras, botas até aos tão presentes artefactos.

 

Os jogadores podem ainda fazer ou modificar as suas armas e set de armadura, sendo possível melhorar o seu nível e encantar com vários efeitos. Para isso será necessário as “Shimmer Stones” e ouro, ambos encontrados ao longo da aventura. 


Para apimentar as coisas, Leila e cada tipo de arma apresenta uma árvore de habilidades específica que permite assim desbloquear vários movimentos e a sua precisão de ataque. Relativamente à árvore de habilidades de Leila são basicamente habilidades passivas que fazem com que aumente as suas estatísticas de ataque e de defesa. 

 


Vigil: The Longest Night é uma viagem tumultuosa através de uma estória com várias curvas e contracurvas, sobre uma vila amaldiçoada que apresenta uma mistura de aspetos de Metroidvania 2D e uma pitada de “Souls-like”. Existe realmente muito conteúdo, por vezes bastante confuso, mas todo o ambiente, visuais e fluidez de combate, não deixam qualquer um indiferente.  


Nota: analise efetuada com base em código final do jogo para o PC, gentilmente cedido pela Another Indie.

Vigil: The Longest Night Vigil: The Longest Night Reviewed by Pedro Almeida on 09:00 Rating: 5

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