Diablo III: Eternal Collection (Switch)


Diablo é uma série bastante famosa, um RPG de perspetiva isométrica que nos lança há 22 anos em masmorras atrás de masmorras, que aos poucos nos leva aos infernos sempre que descemos um novo andar. Diablo III chega agora à Switch 6 anos depois do seu lançamento original no PC, mas com base na versão feita para consolas lançada no ano seguinte, mas desta vez temos a possibilidade de andar facilmente com o jogo para todo o lado e jogar com amigos em qualquer momento. Nesta Eternal Collection temos todos os DLCs à disposição como a classe de Necromante, e também direito a um carinho especial com a roupa de Ganondorf exclusiva na Switch, tal como o uso dos amiibo que invocam demónios especiais que largam equipamento que dão sempre alguma ajuda.


A história possivelmente já conhecem, uma descida aos infernos quando este quer invadir o mundo, semear o caos e lançar todos os seus demónios para todo o lado. Após escolher um herói entre as 7 classes disponíveis, estamos logo preparados para enfrentar hordas de inimigos durante as próximas dezenas de horas, ou centenas caso (como eu) participem em Bounties ou Challenge Rifts, ideais para conseguir imenso loot e experiência. Antes de começar de novo a aventura lembrei-me das horas que gastei no PC, da narrativa e das imensas masmorras que percorri a jogar com amigos e como 4 pessoas facilmente transformavam os inimigos em poças de sangue, até chegarem os bosses que nos davam mais luta.

No lançamento da versão para consolas pensei que seria uma boa aposta, que podia jogar em co-op no sofá mas pensei sempre que tendo o jogo para PC que não ia fazer muita diferença, mesmo tendo uma boa adaptação (e mesmo tendo gostado de jogar o primeiro Diablo na PlayStation). Com o anúncio para a Switch o meu interesse subiu bastante não só devido ao factor portabilidade, como também enriquecia o catálogo de RPGs cooperativos na Switch, um género que ainda está em falta na consola. Quer esteja cada um na sua consola ou partilhando todos o mesmo ecrã, até 4 jogadores podem partir em aventura aos infernos e caso optem pela dificuldade Master, gritar que vão morrer porque um bicho qualquer vos está a matar. É um jogo fácil, muito fácil se jogarem Normal ou Hard, o que me levou a recomeçar o jogo em Expert para sentir desafio. Claro que podem sempre aventurar-se em Hardcore, que ao morrer ficam sem a personagem para sempre, mas não quis arriscar até esse ponto.


Ver o jogo a correr na Switch quer na TV como em modo portátil dá gosto, a adaptação encontra-se muito bem conseguida com visuais bastante polidos e a correr sempre em 60 frames fluídos, e só comparando lado a lado com a versão PC é que notei diferença entre detalhes nos cenários. Até agora não senti um único frame drop mesmo quando estava rodeado por dezenas de monstros que explodiam consecutivamente, ou talvez estivesse distraído pela situação. Mesmo a jogar online a 4 jogadores não tive quebras de fluidez, fora uma ou outra rara situação de lag que duraram apenas alguns segundos. Saltando para o modo portátil nota-se uma redução no detalhe muito devido à resolução inferior, mas ainda assim o jogo corre perfeitamente e sem quaisquer problemas. É de notar que há mesmo muita informação no ecrã e houve um bom trabalho a apresentar tudo, principalmente nos vários menus de equipamento ou habilidades do personagem, mas em algumas situações o tamanho do texto é muito pequeno.

A grande diversão do jogo está em explorar as imensas masmorras, igrejas, castelos, florestas, criptas, etc, em que uma pequena porta ou capelinha se transformam num verdadeiro hall gigantesco e habitado pelas mais vis criaturas. É bastante bom obliterar hordas atrás de hordas de demónios que vêm desalmadamente na nossa direção com o propósito de nos matar sem piedade, tudo sempre muito bem acompanhado por uma boa história e sequências ilustradas que vão apresentando um mundo cada vez mais aterrador. Para combater temos todo um conjunto de habilidades que vamos aprendendo aos poucos e que vão ganhando características especiais que podemos alterar. Em exclusivo nas consolas temos também a possibilidade de nos evadir dos ataques dos inimigos ao fazer uma cambalhota em qualquer direção, extremamente útil para nos desviarmos dos ataques de inimigos. Quase que por instinto me encontrei a desviar de ataques, contra atacar com um feitiço, matar o inimigo e repetir o processo para muitos outros que me rodeavam.



Tudo isto é ainda mais interessante quanto jogamos em equipa, pois a dificuldade ajusta-se de acordo com os níveis dos participantes. É que a qualquer momento podemos dar uma pausa na aventura principal, entrar numas partidas rápidas de desafios online, subir imensos níveis e apanhar equipamento bastante mais forte, para depois voltar à aventura principal cuja dificuldade se ajusta ao nosso personagem, mantendo-se o desafio do início ao fim sem quaisquer problemas. Esta nova versão na Switch acompanha também o estilo de jogo por Seasons (encontramos-nos de momento na temporada 15) e todos os desafios e recompensas que as acompanham.


É muito bom ter finalmente Diablo III a correr na Switch e também disponível em português (do Brasil), poder andar com a consola para o café e partir para uma missão em poucos minutos e ter alguém a juntar-se depois à nossa demanda facilmente, ou até mesmo jogar online se for possível. Esta é uma aventura obrigatória para os fãs de RPGs mais clássicos, que podem partilhar com mais 3 amigos e tornarem-se lendários!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Ecoplay.
Diablo III: Eternal Collection (Switch) Diablo III: Eternal Collection (Switch) Reviewed by Nuno Mendes on 15 novembro Rating: 5

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