Resident Evil 7 biohazard Gold Edition (Nintendo Switch 2)
Sendo esta uma semana particularmente especial para os fãs daquele que é das séries mais famosas de sempre, a mais icónica no mundo dos survival horror, muito por causa do lançamento de Resident Evil Requiem, a Capcom aproveitou o lance e trouxe também Resident Evil 7 biohazard na sua forma Gold Edition, trazendo consigo tudo o que foram atualizações de conteúdos adicionais lançados posteriormente, que aprofundou muito o jogo, a par de “minigames” curiosos que aliviam bem a tensão do jogo. É a versão definitiva, que chega agora às consolas Nintendo de forma nativa e, também, que explora o potencial do RE Engine, motor de jogo que é o ADN do mesmo.
É um jogo tenso, bem tenso, onde nunca estamos seguros nem quando consultamos o mapa para procurar o caminho para tentar escapar do horror que a casa (e não só) nos traz. Fora os sítios onde podemos guardar itens e gravar, onde podemos respirar um pouco. Apesar de ser uma experiência verdadeira de survival horror, que recomendo vivamente, senti que fugia muito ao que a série havia-me habituado, o que fez com que não gostasse tanto do jogo como ele merecia. Ainda assim, prefiro de longe este estilo de jogo quando comparado com os jogos mais focados na ação, como os dois capítulos que o precedem, que não pareciam pertencer à série por outros motivos.
Foi um jogo que adorei explorar no PlayStation VR, que apesar dos compromissos visuais trouxe-me uma experiência única que recomendo vivamente. Mas, como se porta ele na Nintendo Switch 2? De forma muito resumida extremamente bem, impressionante até, seja ligado à TV ou em modo portátil, estando em tudo idêntico às restantes edições, visualmente detalhado e sempre fluído, onde podem apontar para os típicos 60 frames por segundo, em ambos os modos de jogar. Se houve um ou outro soluço na fluidez foram escassos momentos, sem quaisquer impactos na minha experiência de jogo.
E, sim, continua tão grotesco e gore como me lembro, e que me lembro de adorar! Tem um certo quê de filme de terror Série B onde tudo é exagerado, onde os cenários parecem ganhar vida do quão nojentos, viscosos e brilhantes estão, nas explosões de carne e sangue muitas vezes acompanhadas por fogo e outros efeitos. Mesmo as vezes em que Ethan ficava com partes do corpo cortadas, laceradas, como vemos logo no início quando tem um encontro demasiado próximo com uma motosserra, em que a nossa fiel pistola parecia ser pouca defesa. Nada foi aqui comprometido, e podem encontrar uma experiência tal e qual horrenda como a que conheciam, noutras plataformas.
E, acreditem, era um jogo que pensei que não fosse jogar tanto em modo portátil por estar habituado aos típicos compromissos visuais que surgem neste modo, que me levam a optar por jogar na TV, mas aqui o jogo apresenta-se igual seja em modo escolherem para jogar. Talvez a única coisa que aponte é que jogar algo na primeira pessoa, onde era constantemente perseguido por Jack Baker, não seja tão confortável de experienciar em modo portátil, pois na TV com um comando nas mãos era melhor. Isso e também este é um jogo que merece um grande ecrã, para verem o quão detalhado ele se apresenta na Nintendo Switch 2, e fica mais fácil reparar em tudo o que são itens escondidos pelo cenário.
Certo que se trata de um jogo com quase uma década, lançado para a última geração, mas ver o grande trabalho de otimização aqui presente mostrou-me que a Capcom tem aqui um excelente motor para trazer mais dos seus jogos, com um RE Engine que parece ter encontrado uma boa casa na Nintendo Switch 2. Aqui mostram potencial para ambos Resident Evil Requiem como Pragmata, ambos jogos novos que serão lançados para todas as plataformas em simultâneo, em que fiquei bastante impressionado com o que vi, quando os experimentei recentemente.
(trailer de lançamento de Resident Evil 7 biohazard, em 2017)
Se porventura nunca jogaram Resident Evil 7 biohazard, talvez este seja o vosso ponto de partida para abraçarem o horror provocado por este jogo, com a flexibilidade de poderem alternar entre o modo TV e o modo portátil, de forma nativa, de que a Nintendo Switch 2 usufrui. À semelhança do que aconteceu com Resident Evil Village também na consola, não tenham receios de compromissos que possam existir no jogo: para medos, já temos as bizarras personagens que habitam na casa dos Baker!
Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch 2, gentilmente cedido pela Ecoplay.









