Primeiras Impressões de Eiyuden Chronicle: Hundred Heroes


Uma das séries que mais me marcou como fã de videojogos foi Suikoden, clássico da Konami onde recrutamos umas 108 personagens, construímos a nossa base e derrotamos impérios que colocam em causa a paz da região. Série esta que se tornou bastante mais popular quando... já não estavam a ser lançados jogos. Não sei porquê, mas é a vida! Foi em 2020 que os criadores de Suikoden lançaram uma campanha Kickstarter para Eiyuden Chronicle, um sucessor espiritual do clássico RPG que se tornou um dos maiores sucesso da plataforma, ficando apenas atrás de Shenmue III e Bloodstained.


Como fã, ansioso por um novo Suikoden, fui a correr suportar a campanha. Entretanto, o tempo passa e já lá vão 4 anos, estou agora prestes a receber a minha cópia daqui por umas semanas. Uma das recompensas da campanha foi o acesso à versão beta do jogo, uma pequena demonstração que conta os primeiros momentos da aventura. Com cerca de 4 horas muito bem passadas até terminar esta demo, vi o arranque da história de Nowa e um leque de personagens que o irão acompanhar ao longo do jogo. Mas a grande dúvida quando o começava era se, afinal, ia ser um novo Suikoden, mesmo que sem esse nome mantém a mesma premissa. Algum desse sentimento já havia sido trazido através de Eiyuden Chronicle: Rising, mesmo sendo um jogo de ação do género metroidvania.

Respondendo assim rapidamente, este é um novo Suikoden! Certo, há muita coisa diferente, não é bem como se fosse um novo jogo da série, mas a sensação está lá. O jogo parece assentar-se bem numa história de conflito que se vai espalhar na região, com política e figuras que exploram a área cinzenta do que é bom ou mau, algo que Suikoden explora muito bem. Vi aparecer as primeiras labaredas de um conflito que se irá alastrar para o resto do jogo, com muita coisa que parece ser uma referência quase direta a Suikoden II, o que para os fãs é muito bem-vindo.


Visualmente leva-nos também aos dois primeiros jogos da série, com muito foco em sprites detalhados, mas desta vez sobre fundos tridimensionais que se enquadram bem no espírito do jogo, enquanto tenta apelar um pouco ao fenómeno HD-2D. Dito isto, honestamente... até senti falta dos fundos 2D? Talvez seja a nostalgia a ser mais forte, mas não vi a atenção ao detalhe enquanto explorava cidades, masmorras ou outros cenários. Também muitas vezes as personagens pareciam estáticas no meio de uma sequência, o que me fez pensar porque é que estava tudo parado. São coisas que até podem ser desta versão de demonstração, ou que talvez vão crescer em mim assim que jogar a versão final.

Algo importante a referir é o nosso pequeno grupo, membros da Watch: os protetores lá do sítio, basicamente. Sei bem que este é o ponto de partida para se tornar num extenso exército onde recrutamos mais de 100 personagens, dos mais variados locais e posições face aos eventos do jogo. Entre aqueles que conseguimos nestas primeiras horas de jogo o destaque vai para Nowa, o nosso protagonista, Lian e Garr, estes dois que parece que nos vão acompanhar durante a aventura como se fossem os nossos guardiões, algo bastante familiar para os fãs de Suikoden. Senti, no entanto, que Nowa falava... demasiado, o que até me deixou com saudades dos protagonistas silenciosos da série, ignorando Suikoden Tierkreis cujo protagonista fala (e não é pouco).


Outra coisa "à antiga" que o jogo traz são as random battles, prática quase que inexistente nos dias de hoje entre RPGs, mas bastante presentes na série Suikoden. Atenção que não estamos constantemente a ser interrompidos e magicamente transportados para uma arena (bastante fixe, por sua vez) onde a nossa equipa de 6 personagens enfrenta os mais variados inimigos. Temos ataques especiais, magias e outras habilidades que nos lembram das Runes de Suikoden, tal como os ataques combinados que unem personagens. A essência de Suikoden está muito, mas muito bem representada, deixando-me extremamente curioso por ver o que nos espera no resto do jogo, com combates mais desafiantes. Pois, um dos pontos que mais gostei nestes combates foram algumas mecânicas especiais: num dos combates tínhamos de ativar uma armadilha do lado esquerdo ou direito da arena, algo até bastante simples, mas que trouxe algo de diferente aos combates. De resto, a exploração foi como se estivesse a jogar o primeiro Suikoden, fazendo-me viajar no tempo e sentir a saudade de quando joguei cada um dos jogos pela primeira vez. De fora estão algumas coisas que sabemos que vão estar no jogo, como batalhas estratégicas com soldados, mini jogos e a construção de uma base.


Esta versão beta serviu mesmo para nos mostrar um pouco do que Eiyuden Chronicle: Hundred Heroes traz para os dias de hoje, deixar-nos com vontade de jogar mais e aguardar impacientemente pelo dia 23 de abril! Quero jogar mais e estou a contar os dias até ao lançamento, Suikoden parece estar de regresso com nova cara, dentro de um universo completamente novo com muito potencial!

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