The Skylia Prophecy


The Skylia Prophecy é um jogo que quis beber da fonte de Castlevania em muitos aspetos mas que, infelizmente, não corresponde às expectativas, com uma grande quantidade de problemas na sua versão de lançamento. Mas vamos por partes.


O menu inicial de tem uma música a roçar a imitação de um dos temas mais famosos da série Castlevania, para que o jogador sinta que estará perante algo que foi inspirado nessa série de culto. Ao escolher o nível de dificuldade e passarmos ao jogo propriamente dito, percebemos que afinal, o jogo é um tanto diferente na jogabilidade, o grafismo 16 bit está razoável mas que ainda assim, pode ser que estejamos perante algo bom. Afinal, há vários títulos do género que se tornaram bastante apelativos.

Infelizmente, ao fim de pouco tempo já se percebe que esta tentativa de criar um Castlevania à moda antiga não está à altura das expectativas. Jogamos com a personagem Mirenia, luta com um escudo e usa uma barreira mágica para se defender de ataques que baixos. Começa aqui, o desastre, quando os ataques não têm qualquer nexo e passarei a explicar como tudo funciona. O jogador pode atacar com o escudo apenas saltando ou estando de pé, se baixar (que pode baixar) não pode usar o escudo, no entanto existem inimigos rasos que têm de ser eliminados de alguma forma, após perder umas 5 vezes é que percebi que teria de usar um botão em específico em que a personagem forma um escudo e que é a única forma de eliminar esses inimigos, no entanto podemo-nos baixar com a personagem, para quê perguntam vocês e muito bem, a resposta é, para nada.



Pouco depois existe um barril de TNT que precisa de ser rebentado, não temos qualquer arco ou algo do género para atirar, se usarmos o escudo rebentamos juntamente com a dinamite, a única forma talvez seria usar a barreira mágica mas será que a personagem não explode? Por magia, é a solução mas há um senão rídiculo: se estamos muito afastados, não acerta, mas se estivermos demasiado perto, o barril explode juntamente com a nossa personagem. Ou seja, é necessário ter um espaço calculado ao píxel para utilizar a barreira mágica para que não sejamos apenas pó, o que rapidamente se torna frustrante.

Conforme se “aprende” a jogar, vamos conhecendo a primeira vila, com personagens que nos dão dicas e contam algumas histórias sobre o mundo que foi engolido pela malvadez. Seguindo o caminho, chegamos a uma floresta com poucos inimigos que na verdade, muitos deles nem sequer se dão ao trabalho de atacar, incompreensível. No entanto os bosses já têm tendência em atacar mas, o padrão é praticamente sempre o mesmo e não exigem muito do jogador. Assim que tive um encontro com um boss numa dungeon, ao sair, reparei exatamente no próximo objetivo mas que nada de valeu pois infelizmente, tive de reiniciar o jogo por completo pois não tinha como avançar no enredo e isso sim, é extremamente negativo.

Basicamente enquanto eliminamos inimigos e progredimos, recebemos créditos, com esse dinheiro podemos e devemos visitar lojas em vilas para comprar poções de restauro da saúde ou da mana (magia). O problema foi, após gastar a mana toda e não ter como restaurar mana nem sequer eliminando inimigos pois eles já tinham sido destruídos e após a derrota eles não ressuscitam, fiquei sem mana e não pude progredir no jogo, o qual me exigia mana para destruir um barril de TNT que se encontrava do outro lado dos destroços. Isto é extremamente frustrante num videojogo nos dias de hoje, acabando por ser pior que os clássicos mais difíceis da altura.


Sem um tutorial que ajude a entender como eliminar inimigos, com vários bugs e até problemas que não podem ser corrigidos a não ser que reiniciemos o modo história do começo, é realmente muito mau. The Skylia Prophecy é um projeto que, claramente, não teve o tempo nem o cuidado de desenvolvimento que seria necessário para oferecer, no mínimo, uma boa experiência.

Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela PressEngine.

The Skylia Prophecy The Skylia Prophecy Reviewed by Patrício Santos on 14:00 Rating: 5

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