Romeo is a Dead Man
Do criador mais alucinante na indústria, Suda51 chega com um novo jogo de derreter mentes com Romeo is a Dead Man. Tinha visto o trailer num evento qualquer e recordo-me de ter gostado daquilo que tinha visto, mas confesso que o tempo passou e nem sabia da sua data de lançamento! Eis que me chegou às mãos Romeo is a Dead man e já nem sabia o que esperar, queria jogar, embora tenha sido desiludido com Hotel Barcelona, projeto relativamente recente do mesmo criador que podem ler aqui a minha opinião do jogo. Mas felizmente, este projeto totalmente criado por Suda51, superou as minhas expectativas!
Não sei se posso dizer que é o jogo mais louco e bizarro do ano, até porque recentemente estive com High on Life 2, entre um ou outro a escolha é bastante complicada. Neste jogo sentia-me presente numa festa de Psy a ingerir todo o tipo de alucinogénios. É bem possível que muitos podem não apreciar o quão absurdo este jogo consegue ser, com níveis que nem eu tinha imaginação para tal, que habitualmente não encontramos.
Jogamos na pele de um agente do FBI com o nome Romeo Stargazer, este que acaba por ser atacado por um demónio e está prestes a perder a sua vida em segundos, do qual surge o avô através de um portal dimensional e literalmente espeta uma agulha no olho direito, que torna o nosso protagonista numa espécie de morto-vivo, mas, mais morto que vivo. O avô acaba por ser transferido para as costas do seu casaco e será ele quem guia o protagonista, enquanto narra tudo ao estilo de banda desenhada norte-americana. Romeo torna-se um agente de patrulha espacial temporal e irá viajar por entre as décadas de 60 e 80, entre outras em busca do seu inimigo outrora amor, Julieta. Podem já imaginar alguma da loucura do jogo.
O jogo é um hack and slash, muito parecido aos projetos de Suda51 como No More Heroes ou Lollipop Chainsaw. Vão ter ao vosso dispor vários tipos de espadas e armas de fogo: no início terão de jogar com uma só espada e pistola, conforme vão progredindo vão colecionar cristais que servem como moeda para comprar novas espadas e armas de fogo. Rapidamente vão conseguir desbloquear todas as armas, em que o pior é depois realizar os upgrades às mesmas, com a espada a servir para derrotar os inimigos mais comuns, já a pistola servirá mais propriamente para derrotar inimigos com pontos fracos expostos. Para um ataque especial vão ter de derrotar uma quantidade de inimigos e encher um cubo até ao limite para utilizarem um ataque especial que derrota os inimigos quase fracos instantaneamente e provocará imenso dano aos inimigos mais fortes!
Nem tudo se passa no mundo real, pois há certos edifícios com portas trancadas que têm de ser destrancadas por outros meios e aí entramos num submundo espacial com semelhanças à saga de filmes Matrix, onde o objetivo é alcançar esses locais fechados no mundo real para termos acesso, quando lá regressarmos. Creio que apesar da ideia ser boa, com o passar do tempo torna-se um tanto cansativo e até capaz de nos trocar e baralhas as vistas de tanto verde e traços quadrados no qual acaba por vezes ficar meio perdido sem saber por onde ir exatamente visto que tudo parecia igual.
Sempre que terminamos uma missão, regressamos à nave mãe, onde temos acesso a todo o tipo de habilidades e briefing da próxima missão. A piada do regresso à nave é o facto de o grafismo e a própria jogabilidade mudarem completamente, sempre que nos encontramos na nave espacial, o jogo vira um 2D pixelizado e alguns dos diálogos que temos com certas personagens viram um anime, em que já não me lembrava de ver tanta mistura de estilos e grafismo num só jogo! Os ingredientes que apanhamos nos níveis podem ser usados para cozinhar com a nossa mãe e ter alimentos para restaurar a saúde.
A irmã que se encontra noutra secção da nave, ensina-nos a semear sementes de zombies que eliminamos para fazer ressuscitar zombies que servirão de auxílio nas nossas lutas, que podem ser uma mais-valia especialmente nos bosses. Por último, temos um computador que servirá para comprar ou vender itens de apoio ao jogador. Todos com a sua apresentação, todos com as suas características e importância, torna esta nave espacial numa nave, deveras especial. Por fim, até a própria nave pode ser controlada por nós embora de forma muito básica e simples para viajar pela galáxia e entrar nos níveis pretendidos, isto porque também vão ter objetivos secundários para explorar.
Contamos com uma banda sonora potente, que eleva o jogo, dá aquela adrenalina e num jogo destes era mesmo preciso algo assim. O grafismo é bom e a performance está praticamente sempre estável, tive umas pequenas quebras em missões secundárias por estranho que pareça, mas fora isso, o jogo corre impecável. De referir também que embora o jogador nunca morra, conta na mesma com uma barra de saúde e que sempre que esta chegar ao fim, são presenteados com uma imagem macabra da cara do Romeo a desfazer-se e, de seguida, uma roleta para escolher um bónus para a próxima partida. Podem obter um bónus de ataque superior, obtenção de mais sangue para o ataque especial por cada inimigo derrotado ou até uma ressurreição para dar continuidade no sítio exato onde acabaram por perder.
Romeo é um homem morto, mas muito vivaço, o jogo é alucinante e uma autêntica experiência refrescante, divertido e bizarro, parece uma lavagem cerebral, é certamente um jogo a ter em conta se conseguirem aguentar toda a estranheza e mistério que este título está envolvido, por isso “Romeo, no, Dead Man”, é um agente e peras!
Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 5, gentilmente cedido pela Renaissance PR via PressEngine.
Contamos com uma banda sonora potente, que eleva o jogo, dá aquela adrenalina e num jogo destes era mesmo preciso algo assim. O grafismo é bom e a performance está praticamente sempre estável, tive umas pequenas quebras em missões secundárias por estranho que pareça, mas fora isso, o jogo corre impecável. De referir também que embora o jogador nunca morra, conta na mesma com uma barra de saúde e que sempre que esta chegar ao fim, são presenteados com uma imagem macabra da cara do Romeo a desfazer-se e, de seguida, uma roleta para escolher um bónus para a próxima partida. Podem obter um bónus de ataque superior, obtenção de mais sangue para o ataque especial por cada inimigo derrotado ou até uma ressurreição para dar continuidade no sítio exato onde acabaram por perder.
Romeo é um homem morto, mas muito vivaço, o jogo é alucinante e uma autêntica experiência refrescante, divertido e bizarro, parece uma lavagem cerebral, é certamente um jogo a ter em conta se conseguirem aguentar toda a estranheza e mistério que este título está envolvido, por isso “Romeo, no, Dead Man”, é um agente e peras!
Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 5, gentilmente cedido pela Renaissance PR via PressEngine.






