Evento Nintendo Preview: Pokémon Pokopia


Uma das surpresas da ida a Frankfurt, aos headquarters da Nintendo foi experimentar pela primeira vez o Pokémon Pokopia. Sim, tivemos outros jogos para experimentar, mas houve uma longa sessão dedicada ao próximo jogo da franquia que está prestes a celebrar três décadas de vida! Num espaço dedicado e bem equipado, longe da atenção dos restantes jogos, exploramos o início desta nova aventura e uma sessão em conjunto, com outros jogadores.

Sem poder fotografar o espaço, que também além das Nintendo Switch 2 tinha um conjunto de peluches de Ditto espalhados por lá, o foco era mesmo este novo título que explora um estilo de jogo distinto daquilo que a série trouxe, esta que já explorou uma carrada de tipos de jogos diferentes, do pinball aos jogos de luta, da estratégia aos pseudo Tetris. Em Pokémon Pokopia o espírito é bem mais calmo, pacato, mas com todo um mundo para meter as mãos à obra!


Na primeira de duas sessões de demonstração criei a minha personagem, um curioso Ditto que se transformou num humano (ou uma tentativa de), onde podemos fazer além de mudar as cores, roupa e mochila, saltando de imediato para aquilo o início de uma aventura. Tudo na ilha está um caos, destruído e inabitado, onde temos apenas o Professor Tangrowth que nos vai colocando à prova através de um conjunto de tarefas, como limpar um pouco o local e explorar.

É durante esta exploração que vamos encontrando outros Pokémon que “magicamente” surgem na ilha, aparecendo através de pequenos amontoados de relva como se fossem as Wild Pokémon battles de outrora na série, mas aqui sem passar ao combate e ficando apenas com uma tranquila e pacata conversa. Bulbasaur, Charmander e Squirtle é o trio que serve de ponto de partida para estes encontros, ao mesmo tempo que nos ensinam habilidades para transformar completamente a região, bloco a bloco.


Tendo sido viciado no primeiro Dragon Quest Builders foi uma espécie de regresso a casa: há aqui muitos piscar de olhos a essa série, o que não é de estranhar, pois a Omega Force, que desenvolveu Dragon Quest Builders 2, está responsável por Pokémon Pokopia. Do modo como construímos itens à própria maneira como decoramos tudo, o ciclo constante à Minecraft de colher matéria-prima para a transformar numa grande diversidade de objetos e cenário, está tudo no mesmo estilo de jogo, muito mais do que um Animal Crossing ou Harvest Moon.

Sendo o nosso Ditto capaz de fazer tudo, aos poucos ia respondendo aos pedidos do Professor Tangrowth, conhecendo novas personagens, sendo esta uma mecânica bem curiosa! Para encontrar determinados Pokémon temos de criar habitats específicos para eles, como criar relva junto a rochas, na sombra de árvores, ao lado da água, junto a elementos citadinos, etc. O jogo indica-nos os habitats específicos para encontrar estes Pokémon, e quando dei por ela estava a fazer várias coisas em simultâneo até porque tinha de esperar alguns minutos até um Pokémon aparecer nos habitats que havia construído.


Muitas eram as missões que me despejavam no colo para fazer, obter pontos para adquirir itens ou acessórios que comprava através de uma loja, coisas que traçam um objetivo a cumprir para avançar no jogo sem nunca nos deixar ao abandono, ou pelo menos assim o é no início da aventura. Quando dei por mim completamente absorvido no jogo… o tempo terminou, já havia passado um bom pedaço de tempo sem dar por ela, e surgia agora a altura de experimentar a segunda parte desta apresentação: o modo multijogador cooperativo!

Em conjunto com outros jogadores tínhamos traçado um objetivo claro: reconstruir um Pokémon Center, isto que exigia uma boa quantidade de itens para tal, juntamente com mão de obra bem específica e difícil de obter. Aqui já tínhamos alguns poderes adicionais, como transformar num Lapras para navegar água fora ou um Dragonite para voar a baixa altitude, necessários para poder explorar uma ilha ao lado, esta que se apresentava como uma vila bem decorada e equipada, que até podíamos apanhar tudo o que tínhamos para lá.


Que fique já claro que não, não conseguimos cumprir o objetivo de reconstruir o Pokémon Center, e a ver ninguém no evento o conseguiu, devido a tudo o que era pedido e a tudo o que precisávamos de fazer para ir buscar os Pokémon necessários. Dei por mim a criar uma ponte que ligava ambas as ilhas, até porque tinha de trazer alguns Pokémon para ajudarem na construção, isto enquanto em equipa construímos habitats para atrair diferentes Pokémon, também eles necessários. Foi uma sessão com algum foco e caos, bastante tranquilo até porque muito era partilhado entre os jogadores, enquanto íamos explorando as novas habilidades não presentes na sessão anterior, e ver a outra ilha e… andar a roubar itens. Tudo válido, até porque não íamos ficar com a sessão gravada, por isso saímos inocentes desse "pequeno" crime.

Tanto em conjunto como sozinhos, este apresentou-se como um jogo que facilmente me vai drenar umas boas dezenas, senão centenas de horas de vida, pois temos uma bela sandbox disponível para as mais diversas criações. Desconhecendo ainda o potencial que o jogo tem para nós, das mais pacatas e remotas localidades, a vastas metrópoles habitadas por dezenas de Pokémon.

Terminei o meu primeiro contacto com Pokémon Pokopia muito satisfeito, bem curioso com o que virá dali e ainda mais entusiasmado por ver as criações dos muitos jogadores mundo fora, porque se há algo que aprendi quando dão liberdade para este género de construção, há sempre coisas que me vão surpreender! Resta agora esperar pelo lançamento do jogo já a 5 de março, uma espera que não vai ser longa até, mas fico bem ansioso até lá!

Latest in Sports