High On Life 2


O primeiro High on Life foi um dos jogos mais creativos e únicos que joguei! Foi uma surpresa bombástica, adorei o jogo e, assim que soube da sua sequela, sabia que estava na hora de mais um capítulo hilariante. O melhor de tudo, é que superou as minhas expectativas.


Eu esperava um jogo bom, pelo menos tal como o original, no entanto, High on Life 2 é mais divertido, com uma nova jogabilidade inclusive, a possibilidade de andar de Skateboard em vez de correr, que implica ser rápido e até fazer grinds quase em tudo, até saltar sobre plataformas que se encontram mais altas para o salto comum. É a verdadeira novidade em High on Life 2, mas isso não significa que o jogo só tem apenas uma mecânica nova em relação ao jogo anterior.

Para dar contexto a tudo, High on Life termina com a derrota do Cartel G3 no qual nós, o protagonista, torna-se no Caçador de Prémios mais famoso de sempre, tão famoso que começamos High on Life 2 com entrevistas, pedidos de autógrafos. Somos basicamente uma super estrela famosa e reconhecida por toda a galáxia, até que certos eventos ocorrem e temos a fama na lama. Surgem também várias personagens que outrora participaram no jogo original como a Liz, irmã do protagonista e o seu comparsa alienígena como algumas das armas falantes que estiveram na jornada anterior. Neste capítulo existe uma maléfica farmacêutica que usas seres humanos como recursos e o objetivo é destruir tudo e todos associados a esta empresa como aqueles que se opuserem no nosso trajeto.


Existem os puzzles básicos e missões secundárias tal como no primeiro, mas a inclusão do já referido skateboard e também de novas armas alienígenas falantes dão uma outra vivacidade a High on Life 2 que fará valer a pena o regresso a este universo cómico e hilariante de ficção científica. Acima disso são as piadas, estão de volta e continuam hilariantes, tanto que eu parava o jogo para me rir! Claro que o humor negro não é para todos, na volta há quem não ache qualquer piada de todo, por outro lado, quem ama este tipo de humor vai sentir-se feliz com um sorriso rasgado!

Um aspeto fantástico são as armas, o original já o era, afinal de contas foi a grande surpresa e High on Life 2 não é exceção, com cada arma tem não só a sua personalidade como as suas características especificas. Se uma arma lança espetos e pode ser usada como sniper, outra lança mortars e tem uns tiros menos eficazes. Cada uma contém um modo de tiro especial pelo qual deve ser recarregado aguardando que a barra aumente ou então dar de beber uns refrigerantes às armas. Claro sem esquecer, que todas as armas têm o seu humor, a faca é meia psicopata e quer matar tudo e todos, já outra arma será menos agressiva e apela à calma. As personalidades variam e por vezes o jogador terá diálogos com personagens no qual cada uma destas armas terá a sua resposta, mais agressiva ou mais ponderante, tudo isto depende da forma como o jogador quer abordar os NPCs.

Há cutscenes e momentos do jogo que são simplesmente soberbos, únicos e memoráveis! É aquele tipo de jogo que hoje joguei e daqui a dez anos irei de certeza absoluta lembrar-me do quão impactante foi o momento X ou Y. É marcante e isso, importante até nos videojogos hoje em dia, isto porque cada vez mais o mercado está saturado e é preciso realmente marcar a diferença para ser especial, para que nos lembremos do jogo num futuro distante. Na minha opinião, High on Life 2 supera o sucesso do primeiro e melhor ainda, consegue “tatuar” o jogador com toda esta jornada hilariante do início ao fim.


Sobre aquilo que já tínhamos do primeiro, os upgrades são efetuados da mesma forma, comprando na loja que agora encontra-se na nossa própria base. Progredimos ao falar com as personagens, sempre que chegamos duma missão e passamos para a próxima, escolhendo a próxima cabeça a prémio, embora aqui a nossa seja bastante valiosa. Ainda na base, há também um salão de arcade onde podemos jogar beat ’em ups e outros jogos colecionando os jogos específicos para funcionarem nas cabines que lá se encontram.

Tem alguns aspetos que podiam estar melhor, mas não interfere em nada no jogo propriamente dito. O grafismo é engraçado até porque é meio cartoonesco, por outro lado, é notável que podia ser melhor. Em batalhas, não sempre, há restos de inimigos que pairam no ar, creio que podem resolver estes bugs pequenos com updates. Como disse, nada disto interfere no jogo em si, mas acontece. Fora estes dois aspetos, honestamente, não creio que se possa apontar muitos mais defeitos num jogo que entrega uma boa jogabilidade, uma narrativa decente, personagens fabulosas e humor de topo, tal como a sua banda sonora.

Por fim, é sem a menor dúvida um dos jogos mais divertidos este ano, a narrativa desenvolve-se com uma excelente fluidez e o humor é mesmo do melhor que podem encontrar num videojogo que até tinha, honestamente, saudades de jogar algo e rir-me à brava com as piadas!



Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para Xbox Series X|S, gentilmente cedido pela acesores.

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