Code Vein II


Joguei o primeiro Code Vein através do Gamepass e isso fez-me comprar o jogo físico para mais tarde voltar a rejogar, embora já o tenha terminado, gostei mesmo do jogo. É um souls like mais fácil, mas o grafismo ao estilo anime, as boas e interessantes mecânicas foram o suficiente para me agarrar ao jogo. Assim que soube da sequela eu tinha mesmo de jogar, queria reviver tudo aquilo que vivi no primeiro, mas à espera de um produto superior. No entanto, não posso considerar que esteja melhor, mas por outro lado, também não deixei de gostar de Code Vein II.



É um misto de emoções, Code Vein II podia ser soberbo devido ao sucesso do seu antecessor que bastava aprimorar certos aspetos, e teríamos algo incrível de certeza absoluta. Mas, a sequela seguiu outras direções e infelizmente não esperem por algo que supere o primeiro título. O “II” neste jogo é apenas um número, pois não segue a narrativa e, por isso, é algo desconectado do original com certas mecânicas semelhantes. Pelo menos o grafismo foi mantido, e é um dos aspetos mais apelativos deste capítulo.

A narrativa não é nada de extraordinária, confesso que geralmente o meu foco é mesmo o desafio e, se por alguma razão gostam de algo com um enredo relevante, não será em Code Vein II que o vão encontrar. Resumidamente iremos estar a jogar em duas dimensões diferentes, o presente pós-apocalíptico e o passado, ao qual teremos de viajar para alterar o futuro. Para quem jogou o primeiro jogo, um dos detalhes que foram mantidos neste e bem, foram as visões que o nosso protagonista tem de personagens-chave. Na minha opinião é igualmente um detalhe muito interessante e que dá outra relevância à forma como a história é visualizada. Posto isto de lado posso acrescentar as cutscenes anime e o próprio grafismo que visualmente são bonitos e detalhados, as personagens e o seu design, bem ao estilo nipónico e bastante característico.


Falando nas personagens, em Code Vein II temos de criar o nosso protagonista, com todo um conteúdo de personalização ao dispor! Todas as personagens restantes têm um design apelativo, mas não é algo que estivesse em falta no anterio. Creio que seria importante manter personagens minimamente memoráveis, pelo menos visualmente.

Uma das diferenças neste título é de ser um mundo aberto, ao contrário do seu antecessor. Gosto do formato, mas não esperem encontrar algo tão fascinante como Elden Ring, por exemplo. Os cenários não são de “cortar a respiração”, bastante simples até e nada que seja impressionante, algo vazio diria, o que poderia estar bem mais trabalhado e detalhado para um mundo aberto. Assim sendo, pelo menos desbloqueamos um motociclo após umas horas de jogo que nos permite navegar este mundo aberto.

Já falei algumas vezes nos bonitos visuais do jogo, especialmente nas personagens, no entanto, é necessário frisar que tanto ao nível de renderização de texturas como da própria performance do jogo deixam um bocado a desejar. Todas as cutscenes contam com momentos em que há uma renderização de texturas lenta, o que não me incomoda, mas, por outro lado não acho que seja algo que fique bem num jogo de 2026. Pior é a performance do jogo, não que seja horrível, longe disso, mas as quebras vão surgindo aqui e ali, como é evidente. No mundo aberto acontece com maior frequência e em espaços fechados geralmente não existem quebras, mas é algo que não esperava ver num jogo tão recente e conter estas quebras constantes durante o período de jogo.


Vamos ao mais importante, a jogabilidade. É relativamente parecida ao seu antecessor, é um souls like, não é um jogo fácil, mas consegue ser menos doloroso que um Elden Ring ou qualquer outro jogo da From Software, sendo um bom jogo para iniciantes de jogos do género. Há mecânicas semelhantes, a stamina ao qual devemos sempre dar grande importância e à evolução e subida de nível do nosso protagonista. Os combates são divertidos e, como sempre, é necessário conhecer o padrão do inimigo e explorar bem os seus ataques. Iremos estar sempre acompanhados de uma personagem que dará apoio no combate e isso irá facilitar imenso nas lutas contra os bosses. Esta personagem pode lutar em separado ou fortalecer-nos caso decidamos fazer uma “fusão”. Honestamente prefiro manter a personagem a lutar ao meu lado, caso perdemos a nossa vida, esta sacrifica-se para nos ressuscitar na hora e termos, por assim dizer, uma segunda chance.

Há todo um tipo de variedade de armas para usar, poderes especiais e ataques poderosos, no que diz respeito ao combate o jogador estará bem servido. Tudo depende da forma como preferem jogar, armas mais poderosas, mas lentas ofensivamente, armas mais velozes, mas que provocam menos danos.


Code Vein II não deixa de ser um bom jogo, mas certamente não estará na categoria de melhores do ano. É um jogo que cresceu comigo enquanto jogava, cada vez que avançava mais gozo dava jogar porque, evidentemente desbloqueava mais armas e opções de combate como parceiros para a jornada. No entanto, no género é um jogo mais fácil, diria que não deixa de ser um jogo para aqueles que gostariam de entrar num universo de souls like. Já o dizia acerca do primeiro jogo e mantenho o mesmo quanto à sua sequela.


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para Xbox Series X|S, gentilmente cedido pela playnxt.



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