Denshattack! – Primeiras impressões


Uma das surpresas do ano passado que me marcou logo no primeiro segundo! Jogo este que parece uma mixórdia de diferentes títulos e até estilos de jogo, que abraça o caos de uma maneira tão gritante que pessoalmente me diz "este jogo é para ti". Tive agora a oportunidade de experimentar Denshattack! para umas primeiras impressões, de uma versão de demonstração que já está disponível! Um título indie do Undercoders, estúdio em Barcelona, Espanha.

Sendo uma demo é natural que seja curta, mas ainda deu para me dedicar um bom par de horas até mentalizar-me que, o que quero na realidade, é jogar o jogo completo por um motivo que não estava à espera: a história. Denshattack! é sobre uma jovem rapariga que num minuto está a entregar comida através do seu comboio, como no seguinte vê-se num universo digno de Kill la Kill ou até mesmo Scott Pilgrim, com rivais a derrotar de uma espécie de organização com bastante influência, ou que espalha o medo, ou um pouco de ambos?


Estamos num mundo pós-apocalítico em que o próprio jogo goza com tudo o que é filmes ou séries de animação do género logo nos primeiros minutos, saltando de imediato para a ação em carris (e não só) na nossa carruagem de comboio. Emi é a piloto, que num dia normal de entrega de ramen encontra Fernando que lhe fala do incrível mundo de Denshattack! atraíndo-a de imediato para o mundo de usar o seu veículo como uma autêntica prancha de skate. Sejam os carris, paredes, rails ou até mesmo uma roda gigante, tudo são coisas para podermos usar os nossos truques e pontuar de acordo.

Isto acompanhando os movimentos base, porque o nosso comboio é capaz de tudo! Da velocidade absurda nos carris, andar a saltar entre carris paralelos como se fosse o jogo do Hugo (da década de 90) para evitar a "morte", saltar para evitar espetar-nos contra uma parede de rochas, aproveitar os saltos para fazer os mais variados truques ou aproveitar as paredes que surgem pelo caminho, ou até mesmo simples drifts para fazer bem as curvas. Os controlos são simples, a jogabilidade é muito de reação e improviso, onde tudo é feito ao milissegundo.


O que não esperava é que o jogo fosse um fighter, isto é, que os inputs ou movimentos para fazer os vários truques fossem uma espécie e Street Fighter onde rodamos o joystick em quartos ou meias luas, movemos entre direções opostas, etc. Enquanto que num Tony Hawk fazemos movimentos direcionais acompanhados de um botão, aqui temos mesmo de efetuar "truques" frenéticos enquanto estamos no ar, e acreditem, atrapalhei-me todo até lhe conseguir dar o jeito. Em certo modo lembrou-me das combinações que tínhamos ao fazer graffiti em Jet Set Radio, jogo que inspira muito este, mas aí tinha mais que tempo. Aqui? Temos segundos para sacar uma meia dúzia de movimentos com o nosso comboio.

E, caraças, se não foi viciante. Embora a demo só mostre os primeiríssimos capítulos da aventura, tinha à disposição um nível que funciona como uma espécie de parque de skate, para pontuar radicalmente em tudo o que era coisa, de forma a perder o medo e habituar-me bem aos controlos. Houve ali um desafio, uma pontuação a obter apenas para bragging right e pouco mais, mas foi uma zona perfeita para me habituar bem aos movimentos, os diferentes truques e os timings para os usar.


Resta agora esperar pela primavera, para o lançamento de Denshattack! no PC, PS5 e Xbox Series X|S, uma espera longa, pois quero muito jogar na sua totalidade! Até ver, corresponde bem às espetativas que tinha do jogo, parece mesmo aquele título viciante que me vai agarrar constantemente ao longo dos tempos, mas… só o jogo completo o dirá!

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