Wunderling


Com tanto jogo disponível hoje em dia acaba por ser difícil dar reconhecimento a todos, uns conseguem ser geniais, outros razoáveis e alguns conseguem ser uma surpresa que vale mesmo a pena jogar. É o caso de Wunderling, que pode parecer ser apenas "mais um", mas acaba por se tornar em algo que qualquer um acabará por querer jogar nível atrás de nível sem dar por ela do tempo passar.

Wunderling é um indie de uma equipa Sueca Retroid, que lançou o jogo no Steam e na Nintendo Switch. O engraçado nisto tudo é que jogámos com o vilão ao contrário daquilo que nos é normalmente transmitido nos videojogos onde o bem sempre impera. Mais engraçado ainda é o facto de controlarmos uma espécie de Goomba do universo Mario, um mero e simples lacaio que obtém inicialmente um poder básico, saltar. Assim que este tem a capacidade de saltar, tem no futuro a capacidade de realizar saltos duplos de parede em parede, usar um sprint e até de obter um item para voar em certos níveis.


A ideia é derrotar o “herói” que neste mundo de vegetais é uma cenoura, com estilo arrogante e que deseja salvar a princesa Pea. A feiticeira Kohlrabi pretende derrotar Carrot Man e para isso necessita da nossa ajuda, assim sendo, durante a jornada o jogador será auxiliado com novas habilidades, e no final de capítulo sim e capítulo não, transformamo-nos num boss diferente com o objetivo de derrotar o Carrot Man que conta com 3 vidas. Ao fim das 3 vidas, o que acontece? Como sabem, é Game Over, no entanto, para os curiosos, podem sempre jogar e descobrir por vocês mesmo.

É preciso referir que o jogo é também básico especialmente no início. O jogador apenas controla 2 botões, sendo um bom jogo para ser jogado em qualquer smartphone caso este surja num futuro próximo mas que de qualquer das formas, faz deste, um bom título para a Switch. O jogador não controla as direções do nosso “Goomba” pois isso é efetuado automaticamente, assim sendo, quando o “protagonista” que controlamos bate numa parede, ele automaticamente vira na direção oposta e vice versa. O que o jogador tem de controlar são os saltos e a velocidade. Estes são os comandos que é preciso ter em mente. Pode ser meio aborrecido inicialmente mas este torna-se rapidamente viciante e divertido.


O jogo conta com diversos puzzles e tudo isto acaba por ser um exercício mental bastante bom pois todos eles são no fundo simples mas que por vezes requer um pouco mais de esperteza para conseguir adquirir tesouros e girassóis que devem ser recuperados na maior parte das vezes, pois acabam por ser a magia que mantém o nosso “Goomba” vivo. Caso levem muito tempo a recuperar alguns dos girassóis, perdem e voltam ao checkpoint mais recente que por vezes se situa precisamente no início do nível. Nos tesouros vão encontrar itens especiais para personalizar o personagem desde acessórios e roupas para deixar o “Goomba” com um ar mais radical. A maior fonte de inspiração é sem dúvida o Super Mario, desde os famoso canudos verdes à própria história em si, é de facto uma bela homenagem.

De mencionar a arte do jogo que está bastante boa e com sprites muito fofinhos apresentado num 16 bits com muito humor. Outro ponto a favor é a sua banda sonora e esta pode ser escutada no Spotify. Para o género de jogo que é, fica no ouvido, mesmo não sendo excepcional.


Um jogo com um gameplay fácil de pegar para qualquer faixa etária, que desafia o jogador a revisitar os níveis para obter todos os tesouros e girassóis que se encontram espalhados pelos níveis, Wunderling é uma boa surpresa para os amantes de plataformas.

Nota: análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Novy PR.
Wunderling Wunderling Reviewed by Patrício Santos on 18 março Rating: 5

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