West of Dead


West of Dead é um novo indie roguelike bem recheado de estilo, com uma personagem que até faz lembrar o Ghost Rider, que facilmente salta à vista no meio da concorrência. Mas será este um jogo verdadeiramente marcante?


Por entre salas escuras, com gráficos cell shading, o jogador deverá acender luzes, eliminar zombies e recolher loot em todas estas salas até passar para o próximo capítulo. Apesar do grande estilo, o jogo rapidamente escala a sua dificuldade, não sendo por isso para todos. Perder vezes sem conta, voltar a tentar até passar ao nível seguinte.

É um jogo que em termos de design poderia estar melhor e aprimorado. A jogabilidade tem os seus problemas, é muito difícil saber se vamos apenas disparar ou acertar com um ataque melee quando se está perto de um inimigo, além de o jogador se encostar a qualquer caixote automaticamente, o qual deveria de ter um botão para o modo de cobertura tal como acontece em jogos como Gears of War.
São poucos os botões e por isso mesmo, não seria mal pensado em usar uns quantos outros para enriquecer e facilitar a jogabilidade. Existe um botão para esquivar, dois para disparar e para usar armas especiais e por fim um para restaurar a saúde. Aconselha-se vivamente a jogar com um comando, mas confesso que ainda assim, para mirar, mesmo com a luz acesa em cada sala, pode tornar-se complicado devido às câmaras não ajudarem a ter uma boa perspectiva.


Sempre que ultrapassarem um mapa, o jogador encontrar-se-á num local onde poderá vender os pecados recolhidos ao eliminar inimigos e obter itens especiais. Além disso, durante os níveis, o jogador recolhe ferro, que serve para comprar armas ou outros itens através de uma loja que se encontra escondida em um dos inúmeros caminhos no mapa. Acaba por ser um pouco desnecessário visto que o jogador irá sempre encontrar armas de bom calibre pelos níveis e que podem ser substituídos, isto tudo de forma muito aleatória. As armas especiais não tão fáceis de encontrar mas ainda assim, não é impossível e podem ajudar imenso nas salas repletas de inimigos. Há também caixotes com 3 upgrades à escolha, saúde, poder e defesa, estes caixotes são fáceis de descobrir no mapa e o jogador terá sempre maneira de realizar um upgrade que irá ajudar notavelmente.


Sendo deste género, já seria de se esperar por um jogo que vai punir várias vezes e que embora não pareça um desafio, quando os inimigos de maior estatura surgirem, o jogador vai encontrar dificuldades e perder de imediato. O que se pode dizer com inequivocamente é um jogo para os amantes do género e não aconselhável a quem não tenha paciência de repetir níveis atrás de níveis, ainda por cima com o design de jogo que poderia estar melhor.

O nosso protagonista conta com a voz de um dos meus atores favoritos, Ron Perlman, é um prazer ouvir a sua voz a narrar o que se passa durante toda a ação ou referir que a saúde deve ser restaurada como tantos outros comentários. A música tem o seu estilo Western que apesar de boa, acaba por cansar por esta não ser diversificada o suficiente.


A voz de Ron Perlman ajuda a dar outro carisma ao personagem principal mas é preciso ter em conta os aspetos negativos do jogo. West of Dead acaba por desiludir quando comparado com outros jogos do género e, embora tenha uma bela apresentação, a jogabilidade não ajuda muito e o próprio design dos níveis repetitivos podem desencorajar os jogadores mais exigentes.

Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para PC via Steam, gentilmente cedido pela Raw Fury.
West of Dead West of Dead Reviewed by Patrício Santos on 11:10 Rating: 5

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