Cloudpunk


Cloudpunk dos estúdios Ion Lands, é apresentado como um jogo futurista onde o objetivo é fazer entregas. Pode parecer um pouco estranho num primeiro olhar, mas este título apresenta algo um pouco mais fundo do que apenas isso.

O foco principal são as conexões entre pessoas, locais e máquinas. Sim, porque num mundo futurista de Cloudpunk existe de tudo um pouco, pessoas, androids e uma mistura de ambos.

A protagonista da trama, Rania, é uma imigrante na futurista cidade de Nivalis. Tudo começa com a sua primeira noite de trabalho na Cloudpunk, uma empresa de correio/entregas que entrega praticamente de tudo, para qualquer pessoa, em qualquer lugar, desde os subúrbios da cidade até à alta sociedade que vive nos locais mais a cima. Ao longo do seu caminho, a protagonista terá várias intervenções e encontros com os vários membros da sociedade de Nivalis, o que faz com que aos poucos se aperceba dos “podres” desta mega cidade.

Embora Cloudpunk possua um elenco bastante extensivo e eclético de personagens, o que realmente salta à vista é a sua mega cidade ao estilo voxel. Vibrante, cheia de cor e adornada pelos seus cartazes néon e estradas delimitadas por feixes de luz que mais parecem cortinas de nevoeiro. De facto, esta delimitação não faz de todo jus à palavra, na medida em que o jogador terá abertura total para explorar tudo ao seu redor.


Existem dois tipos de locomoção pela cidade, o de conduzir o HOVA (carro) e a possibilidade de deslocar a personagem a pé, desde que se encontre um local próprio para estacionar a viatura. Realmente a maior parte da jogabilidade gira em torna da condução do HOVA. Parece ser bastante simples, mas navegar com tráfego intenso em espaços apertados pode não ser o mais aconselhável para alguns jogadores. O HOVA poderá sofrer alterações, como novos feixes de luz enquanto se desloca, melhorias em termos mecânicos, entre outros. Também é necessário colocar combustível e reparar danos causados na deslocação. Estes pontos podem ser encontrados em diversos locais espalhados pela cidade.

A liberdade de condução apresentada faz com que a exploração de Nivalis seja super gratificante. É possível subir e descer, virar, fazer inversão de marcha ao redor de cada área para ficar a conhecer o que esta oferece. Para ajudar o jogador a não se perder existe um minimapa, que cataloga todos os pontos principais onde é necessário deslocar-se para concluir a missão, bem como missões secundárias ou até mesmo items que podem ajudar o jogador a alcançar alguns locais inacessíveis, como por exemplo locais mais elevados que são apenas acessíveis com elevadores que se encontram avariados e necessitam de certas peças para a sua reparação. Todo este método de chegar a certas localizações jogam com elementos de puzzle que se podem tornam bastante interessantes numa combinação de géneros de jogo. 

Embora não haja qualquer tipo de combate ou confronto em Cloudpunk, existe violência. É principalmente no sentido social, como autoridades corruptas ou donos de empresas que exploram a mente dos menos abastados. O próprio jogador terá de fazer escolhas entre as entregas que necessita de realizar. Não existem escolhas más, existe a escolha do jogador para as diversas situações, que podem ou não penalizar num futuro próximo e que terá de acompanhar Rania até ao final da sua aventura.


De facto é um título com uma narrativa bastante interessante embora com uma jogabilidade um pouco repetitiva. É um título indicado para qualquer jogador interessado em narrativas cyberpunk. Mesmo para os jogadores menos interessados nesta narrativo acaba por ser um título bastante apelativo pelo seu estilo de jogo descontraído e com um mundo vibrante e cheio de vida.
Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para PC via Steam, gentilmente cedido pela ION Lands.
Cloudpunk Cloudpunk Reviewed by Pedro Almeida on 29 abril Rating: 5

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