Solo: Islands of Heart


Os jogos transmitem todo o tipo de sentimentos. Raiva, angústia, ódio, amor... tudo isto completa esta arte tal como o cinema o faz há anos. Em Solo: Islands of Heart, os jogadores vão encontrar uma experiência dirigida a eles próprios, o que os pode deixar em lágrimas pois todas as questões serão pessoais.

Toda a nossa vida tem altos e baixos, o amor faz certamente parte dela. Sejam hétero ou homossexuais, todos os seres humanos experienciam o amor de todas as formas possíveis e imaginárias, na felicidade, na perda... O amor é sem a menor dúvida o sentimento mais presente e forte na vida das pessoas. Em Solo: Islands of Heart, a aventura começa com o preenchimento de informações básicas dos acontecimentos da sua vida do jogador em torno desta palavra. Antes de tudo terá de selecionar o género, entretanto a atração, seja por mulheres ou homens e no final, talvez o que mais me tocou por ser solteiro, o nome da pessoa amada. Assim sendo, esta parte não completei ao dar começo nesta viagem.


Assim se inicia uma aventura que tudo tinha para ser algo de belo, mas que começa a aborrecer o jogador após uma hora de jogo. Tudo começa numa ilha em que se vagueia e fica a conhecer os botões básicos da jogabilidade, mas o próprio jogo em si é todo ele bastante básico. Após esta pequena introdução, o jogador embarca numa pequena caravela para visitar a ilha que se encontra mais perto. Vai passar o tempo todo nestas ilhas, viajando assim de arquipélago em arquipélago que por si significa os capítulos que o jogo tem para oferecer.

O nosso protagonista vai encontrar vários Totem’s que têm de ser iluminados por pequenos faróis. Todos estes faróis encontram-se afastados, pelo que será necessário ativar um farol que se encontre numa plataforma afastada para o iluminar. O objetivo é que tudo fique em linha recta, no entanto, encontram-se sempre afastados e em plataformas diferentes.

Ao aproximar-se dos Totem’s iluminados, irá obter-se uma pergunta, a qual conta com 3 respostas. Isto é o ponto fulcral do jogo, é o que torna o jogo interessante. As perguntas são simplesmente fortes, reais, vão fazer o jogador pensar e comover-se. É único, é o ponto mais forte do jogo e é o que fará o jogador querer progredir.


O resto do jogo pode simplesmente ser fatal, pois as questões são a vida do jogo e, depois disso, este jogo apresenta puzzles que começam com um grau de dificuldade fácil e que começa a dificultar a vida, no entanto isto só vai deixar o jogador frustrado. A frustração nem é uma questão de serem difíceis, mas sim da forma como se realizam, não têm lógica. A maior parte do jogo é concentrado nestes puzzles, pois o seu objetivo no fundo é apelar ao “coração” do jogador, mas isto quebra imenso o ritmo e é super aborrecido.

Embora estes puzzles exijam que o jogador utilize uma ferramenta que consegue levitar os caixotes necessários para a sua realização, a frustração das câmaras também é surreal. A jogabilidade não é nada boa e, mesmo o jogo sendo básico, existem quebras de frame e os visuais não são muito bonitos. Um ponto engraçado é a câmara para tirar selfies e a guitarra para tocar músicas para os animais que vagueiam nas ilhas permitam mudar as cores do cenário, numa de dar que estamos tristes ou felizes, deixando as cores cinzentas apoderarem-se das ilhas ou então invocar a chuva que escurece o ambiente.

Estes animais apenas passeiam pelas ilhas tristes ou frustrados, para alguns é necessário dar de comer umas bananas para que fiquem felizes, para outros é possível juntar um casal que se encontra separado por uma ponte quebrada, a qual o jogador terá de alguma forma arranjar a ponte para que eles se juntem e, o que o jogador tem a ganhar com isso? Um sorriso. O jogo nada traz de especial e esse vazio é sentido ao longo de toda a aventura.


Emoção existe, ou é isso que o jogo queria transmitir mas, o jogo é realmente fraco no seu todo. Apenas no que diz respeito às questões relacionadas com a nossa vida amorosa consegue fazer sentido e pode ajudar a incentivar completar o jogo até ao final. Infelizmente cada ilha é desinspirada e custa jogar, mesmo quando as questões são tão especiais que podem deixar homens de barba rija a chorar. Como se costuma dizer, os melhores conselhos da vida amorosa são dos amigos, não adianta perder muito tempo com Solo: Islands of Heart.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Merge Games.
Solo: Islands of Heart Solo: Islands of Heart Reviewed by Patrício Santos on 07 agosto Rating: 5

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