Splatoon Raiders: primeiras impressões


A série Splatoon está prestes a receber o seu primeiro spin-off, um jogo que abandona os combates entre equipas, focando-se num estilo de jogo pensado numa campanha para um jogador. Para ter um breve cheirinho do que nos espera neste novo título, passei um bom bocado com o jogo, para descobrir, afinal, como será esta nova aventura!

Splatoon Raiders tem lançamento marcado para 23 de julho, um jogo de campanha onde embarcamos numa nova aventura por mares desconhecidos, enfrentando os terríveis Salmonids. Acompanhando-nos temos o trio Deep Cut, de Splatoon 3 e, aparentemente, querem mesmo que eles sejam a estrela do momento (isto, até surgir um quarto jogo?). A nossa personagem é um mecânico, um verdadeiro engenhocas capaz de tirar partido de tudo o que nos rodeia para sobreviver. E, aqui, sobreviver é chave!


Bem, calma, isto não é um survival, mas sim uma aventura focada na campanha a solo, em muito semelhante aos capítulos que tivemos nos DLCs nos dois títulos anteriores. No que pude experimentar, a ilha tinha umas quantas missões para testar, todas elas com desafios diferentes e hordas de inimigos à minha espera! Isto tudo depois de um breve tutorial, que me guiou pelos básicos do jogo, que embora muito familiar para quem já conheça bem Splatoon, o jogo conseguiu ser bastante diferente, pelo menos na amostra que vi.

Sendo esta a estreia da série na Nintendo Switch 2 houve um par de coisas curiosas. O jogo está visualmente semelhante ao que já conhecemos, embora mais detalhado, polido e sempre fluído, ou pelo menos assim o pareceu. As cutscenes são mais vivas, ou vá, finalmente temos algo mais a sério ao nível de história, com os Deep Cut a serem o centro das atenções. O que me deixou mais curioso, que não pude experimentar, é se o modo de rato do Joy-Con 2 estará presente no jogo, pois a sessão foi apenas feita com o Pro Controller da consola, e aqui posso dizer que o jogo controla-se extremamente bem com o comando, em muito semelhante ao resto da série.


Em destaque na jogabilidade surgem os Gadgets, um trio de engenhocas que pude experimentar e explorar um pouco, em que cada vinha com um duo de habilidades distintas, em muito semelhante às armas especiais que conhecemos da série principal, que podemos (e devemos) usar sempre que possível, ou pelo menos nos momentos certos, isto se não estiver em cooldown. A grande variedade de armas disponíveis também marcam presença, por isso a probabilidade de terem a vossa arma disponível logo no início é bastante grande.

Há também um grande leque de habilidades especiais, também estas que me recordaram daquilo que já conhecia da série, que se resume a mais dano provocado pelas armas, o recharge mais rápido, sendo que ainda há habilidades específicas para cada uma das engenhocas. Em pouco tempo consegui melhorar tudo o que era equipamento, desde as minhas armas de eleição, os poderes dos Gadgets, quantas habilidades podia equipa, e ainda pude ver alguns dos fatos disponíveis. Também os Deep Cut nos ajudam na campanha, a bordo de um robô que também podemos usar como plataforma! Cada personagem conta com um ataque especial, com efeitos devastadores, deixando-me curioso se este trio serão as únicas personagens que marcam presença.


Os níveis em apresentaram um bom desafio, longe de ser impossível, mas havia sempre a referência do nível aconselhado para cada missão, o que nem precisei de um grind, por assim dizer, até porque na sessão não havia propriamente muito tempo. As missões resumiam-se a apanhar um tesouro, mas era o percurso até cada que mostrava uma boa variedade, entre níveis normais aos que lutamos contra o tempo, que se esgotar somos imediatamente transportados de novo para o hub principal: uma base que tem tudo o que precisamos para a aventura. Houve espaço para enfrentar bosses, e aqui sim, dei de caras com uma boa dose de desafio, que me obrigou a repetir alguns níveis mais que uma vez, até me sagrar vitoriosos.


A sessão contou ainda com uma breve partida entre jogadores, pois Splatoon Raiders permite-nos jogar cooperativamente, o que honestamente até foi demasiado fácil para os desafios que surgiam. Digo isto, apesar de ter sido humilhado em grupo numa missão que nos destruiu em poucos minutos. Quer sozinho como em grupo, a sensação com que fiquei no fim da sessão é de querer mais, de saltar já para o jogo e explorar tudo o que ele oferece! O jogo está bem pensado para uma campanha de um jogador, ou pelo menos assim o parece, com várias coisas para subir de nível, equipamento para melhorar, muitos itens e tesouros para farmar, o que é "terrível" para mim, vejo-me facilmente a investir umas boas dezenas de horas no jogo.

Resta agora esperar por Splatoon Raiders, uma grande estreia na Nintendo Switch 2 que me deixa bem curioso por ver se isto é o Splatoon para um jogador que há tanto peço, explorando não só a história do bizarro mundo distópico da série, desenvolvendo um pouco as personagens carismáticas que já são bem conhecidas!

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