Mina the Hollower - Nintendo Switch 2 Edition


Mina the Hollower
, além de ser dos jogos que mais aguardei nos últimos tempos, é atualmente o meu jogo favorito do ano! A nova aposta da Yacht Club Games, que surpreendeu o mundo com Shovel Knight, e agora traz-nos uma aventura mais ao estilo The Legend of Zelda, mas com uns quantos twists. Após mergulhar a fundo nele no PC, eis que chegou a altura de o jogar na Nintendo Switch 2!

Se há um pensamento que me acompanhou nas várias horas que o joguei no PC foi um apenas: "isto é jogo perfeito para jogar numa portátil", e sempre olhei para a Nintendo Switch 2 como a plataforma onde sabia ir dedicar mais horas ao jogo. O estilo de aventura, onde consigo depositar longas horas, mas também a facilidade de colocar a consola em sleep, para voltar uns minutos depois. O próprio pick and play por ser uma consola portátil, aliviando parte da frustração que é desesperar por locais seguros no jogo ajuda, apesar que esta nem é uma aventura que peca pela falta de save points.


Há também um extra, Mina the Hollower não só fica perfeito no ecrã de uma portátil, como facilmente (e atendendo a natureza da Nintendo Switch 2), podia também jogar na TV e ter o melhor dos dois mundos, muito pelo conforto. É um jogo ao estilo retro, a simular os clássicos da Game Boy Color, agora com mais detalhe e resolução, mas é um jogo extremamente leve e bem conseguido, que não é choque algum afirmar que corre a 120 frames por segundo. Mas é muito pela direção artística do jogo que encaixa perfeitamente no ecrã de uma consola portátil.

Porque é isto, não há muito a dizer sobre a sua performance na nova consola da Nintendo porque corre conforme esperado, e tal e qual o resto das plataformas, sem sombra de dúvidas. É também um jogo que pede para ser jogado de headphones ligados em qualquer canto da casa, ou na rua, pois a banda sonora de Jake Kaufman facilmente fica no ouvido, e gravada na memória. Curiosamente, uma das melhores experiências que tive com o jogo foi jogado à noite, com luz ténue em modo portátil e de som nos ouvidos enquanto chovia torrencialmente (e fora de época) lá fora. Sei bem que isto não é nada do jogo criado pelo jogo em si, mas foi um certo sentimento nostálgico que foi apenas possível por estar a jogar Mina the Hollower em formato portátil.


Tudo o que possa dizer sobre o jogo já o havia dito na minha outra análise (que podem ler através deste link): este é, para mim, um jogo fantástico, com uma jogabilidade que me agarrou, muito desafiante e que me faz querer saber o que se passa a seguir, levando-me a explorar os cantos todos do mapa, algo que fiz com maior atenção agora na Nintendo Switch 2, por já o ter jogado previamente. Não é um jogo que acaba assim que vemos os créditos, há muito mais a explorar através de New Game +, desafios que nos são colocados e até mesmo um sistema de achievements, que embora não esteja refletido de modo algum nesta consola, o jogo sabe-nos informar quando é que conseguimos o quê.

Um jogo de aventura em ponto pequeno, mas com um mapa e escala de exploração que rivaliza com muitos jogos no género, que procuram cenários mais realistas. Entre inúmeros segredos, enigmas e quests que recebemos das personagens que nos surgem pelo caminho, Mina tem todo um mundo de coisas a descobrir, enquanto enfrentamos tudo o que é desafio. Mas, muito do brilho do jogo, que me fascinou, foi o modo como o mundo é construído: do mapa não linear, sendo um open-world tal como o primeiro jogo de Zelda o foi, embora que por vezes esta liberdade me tenha dado algumas dores de cabeça, por sentir que determinados inimigos eram mais difíceis do que deviam, levando-me por vezes a adiar a minha estadia em certas partes do mapa, para abraçar outros caminhos mais tranquilos.


Porque se há algo que esta espécie de fusão entre The Legend of Zelda, Bloodborne e Castlevania trouxe foi mais desafio! Sim, é um soulslike ao estilo retro, onde o risco de perder os pontos de experiência (neste caso, ossos) é elevado, embora podemos facilmente farmar novamente os pontos perdidos. Não deixa de ser frustrante, ainda assim, e muitas são as vezes que temia fazer asneiras, sabendo que a morte ia-me custar um level up. Mas, se há algo que aprendi com as minhas mortes é que elas eram resultado de distração ou mesmo falta de jeito meu, pois os controlos do jogo são precisos, medidos quase ao pixel, resultando numa jogabilidade que me agarrou!

E é este vício que me faz querer jogar mais, ver as diferenças de uma segunda volta ao jogo, de uma terceira, com coisas diferentes e alguns truques na bagagem, que transitam do nosso save anterior. E, aqui, a natureza portátil da consola para jogar Mina the Hollower é mais convidativa. Até porque acreditem, há mesmo vários New Game + até podermos dizer que o acabamos a 100 % o jogo, mas as vezes consequentes são mais fáceis de explorar. Algo que vou fazendo aos poucos, ao longo do ano, até ficar totalmente satisfeito e com a sensação de missão cumprida.


Na Nintendo Switch 2 é, também, o sítio onde estão os fãs de The Legend of Zelda, que deviam olhar para este jogo como obrigatório, até porque bebe muito da série criada por Shigeru Miyamoto, Takashi Tezuka e mais tarde Eiji Aonuma. Que aos fãs digo: joguem Mina the Hollower, principalmente se são fãs dos jogos mais tradicionais da série, onde vão apreciar a simplicidade que muitos puzzles exploram, aliadas à destreza de cada um experimentar entre diferentes armas, ou habilidades, para desvendar novos caminhos ou derrotar determinados inimigos. Essa essência de quebra-cabeças está bem presente neste jogo, sendo muito mais que óbvias referências à série da Nintendo.


Concluindo, a Nintendo Switch 2 é mesmo a minha consola de eleição daquele que é o meu jogo favorito do ano, Mina the Hollower - Nintendo Switch 2 Edition encaixa perfeitamente aqui, sendo que ser uma "Nintendo Switch 2 Edition" é mais embelezamento pelo jogo correr a 120 frames por segundo, mas é igualmente incrível na primeira Nintendo Switch!


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch 2, gentilmente cedido pela Yacht Club Games.

Latest in Sports