Prelude Dark Pain: primeiras impressões
Primeiras impressões por André Ramos
Prelude Dark Pain é o novo e primeiro projeto da QUICKFIREGAMES, publicado pela Firesquid — uma publisher que já conta com vários jogos indie no seu catálogo, especialmente no género de estratégia. Tive oportunidade de experimentar o demo, que está agora disponível para todos vós, e que me deixou inicialmente um sabor agridoce. No entanto, no final do meu tempo com esta pequena amostra, fiquei bastante mais entusiasmado com aquilo que poderá aí vir!
Tomamos o papel de Soren, acompanhado pelos seus companheiros, enquanto tentam manter acesa a chama da liberdade no mundo de Statera, aterrorizado por aquilo que é denominado como Dark Pain — ainda sem grande contexto sobre o que isso realmente é. O jogo segue o rumo de um RPG tático por turnos em grelha, mesmo ao estilo de muitos RPGs e JRPGs que o precederam (Final Fantasy Tactics, Fire Emblem, etc.) — um gênero ao qual, confesso, nunca prestei muita atenção.
Uma estética gritty e dark é o que vos espera — algo reminiscente de Darkest Dungeon — acompanhada por uma narrativa apresentada num estilo comic-ish. Eu diria que é uma espécie de Witcher Thronebreaker meets Sonic and the Secret Rings / Sonic and the Black Knight. Todo o jogo é desenhado “à la pata” (como eu gosto de dizer): personagens, cinemáticas, cenários, entre outros elementos… E nota-se claramente o cuidado que a QUICKFIREGAMES colocou em cada detalhe minucioso! Segundo o estúdio, o jogo também terá uma vertente de town management, talvez inspirada em sucessos como Cult Of The Lamb, mas essa componente não estava disponível na demo. Fico à espera do jogo completo para perceber melhor o que daí virá.
A música surpreendeu-me pela positiva! Kumi Tanioka e Isaac Montes esmeraram-se. Desde melodias simples a composições mais complexas, tudo ajudou a tornar a minha experiência mais interessante. Quem me conhece, sabe que sou nerd musical e audiófilo completo — adoro fazer nitpick e desconstruir sonoridades. Mais uma vez, Prelude Dark Pain bebe do cálice de The Witcher, Final Fantasy, Elder Scrolls e até, diria eu, um pouco de Hollow Knight. Claro que existe algum looping bastante notório, mas isso não tira o mérito às partes que estão realmente bem escritas. Desejo o maior sucesso a estes dois elementos da equipa!
Foi-nos dito que existirão mais de 20 personagens jogáveis, cada uma com duas skill trees com 25 habilidades distintas cada. Isso não me parece fácil de equilibrar e fico genuinamente curioso para ver as combinações que será possível criar. As personagens estarão divididas em oito classes, entre elas DPS, suportes e assassins. Podemos ainda enviar cada herói em missões para recolher recursos e ajudar a gerir o nosso povoamento. Fiquei particularmente curioso com a mecânica de branching storylines. No final da campanha disponível na demo, podemos tomar uma decisão que, supostamente, afetará o resto da narrativa. Terão essas escolhas realmente impacto? Ou serão apenas uma ilusão de escolha — como acontece em certos jogos onde escolhemos uma opção de diálogo, mas o protagonista acaba por dizer praticamente a mesma coisa independentemente da seleção (estou a olhar para ti, Zenless Zone Zero!).
Após terminar esta introdução ao jogo confesso que fiquei numa de “gostei… mas nada de UAU!”. Em contrapartida, desbloqueamos um modo de batalha onde podemos experimentar cinco personagens bastante mais evoluídas. E posso dizer que acabei essa batalha com muito mais gosto e entusiasmo! As diferentes combinações estratégicas que podemos usar parecem realmente influenciar o quão fáceis ou difíceis os encontros serão. Alguns pontos que espero que sejam abordados prendem-se com a ausência de voice acting nas cinemáticas. Ter cutscenes a decorrer com legendas brancas em baixo tiram um pouco da imersão e da emoção dos momentos. Caso não esteja nos planos incluir voice over, talvez resultasse melhor utilizar caixas de diálogo ao estilo de banda desenhada, em vez de simples legendas.
Por último, testei tanto comando como rato e teclado e não fiquei particularmente fã dos controlos em comando. Na minha ótica, parecem um pouco clunky e unresponsive. Ainda assim, são detalhes mínimos e talvez esteja a fazer algum nitpicking da minha parte.
Prelude Dark Pain está atualmente apontado para lançamento no Q3 2026.








