MLB The Show 26
Os anos passam e o sucesso mantém-se com os jogos MLB. É verdade que nunca foge muito daquilo que representa, um jogo de beisebol, mas pode estar melhor ou pior no que diz respeito às opções e modos de jogo e, por isso mesmo, tenho aqui mais um MLB The Show que analisei para aqueles que tanto gostam deste desporto famoso na América.
Começa a ser mais difícil entender aquilo que pode ser removido ou adicionado a um jogo que todos os anos tem estado completo, não só a nível gráfico ou nos próprios modos disponíveis, a jogabilidade e até mesmo a acessibilidade. Ideal para jogadores amadores ou pouco conhecedores deste desporto que não é praticado na Europa, mas que pode ser apreciado por qualquer pessoa com interesse em desporto competitivo.
O ponto positivo de MLB The Show 26 é que não muda praticamente em nada no que diz respeito à jogabilidade em si, os comandos são explícitos, há níveis de dificuldade para todos os gostos e essa acessibilidade é importante para que todos possam jogar com pouco ou muito conhecimento do desporto. É um facto, isto começa a tornar-se um pouco como os jogos de futebol, um lançamento anual de algo que não foge muito daquilo que é, nunca vai ter espaço para fazer grandes manobras a não ser que comece a envolver alguns modos de fantasia que fujam do realismo do beisebol. O outro detalhe que deve ser referido é que não há nenhum outro jogo que possa competir com MLB The Show neste momento, diria que a todos os níveis, esta série conquistou o trono e dificilmente terá um jogo de outra companhia para destronar MLB The Show, é quase impossível.
No que diz respeito aos modos e à apresentação, é tudo muito semelhante aos anos anteriores, ao nível de menus e tutoriais, o mais leigo dos leigos vai ter a oportunidade de ter praticamente tudo automatizado para jogar, o mais profissional dos profissionais vai ter o nível mais realista de jogo possível. Sempre que iniciamos pela primeira vez o jogo, tal como os antecessores, o jogador terá todas estas opções de bandeja para servir o melhor “prato” adequado às preferências do jogador e isso é naturalmente de louvar.
Quanto às licenças, uma vez mais, é o jogo mais completo possível, até porque o modo carreira dá início numa faculdade à vossa escolha para iniciarem a vossa jornada até atingirem o nível de jogador profissional. É uma vez mais aquele modo que alguém deve passar mais tempo por ser o mais interessante para se jogar a solo. Há também claro o modo Diamond Dynasty que mantém o mesmo sistema do FIFA Ultimate Team com as cartas, mantendo assim a mesma fórmula do costume. O modo online tem cross play entre os jogadores na PS5 e os jogadores na Xbox Series X|S e isso até devia ser prática comum em todos os jogos, mas já que nem todos os jogos o têm, apreciamos que este tenha. Por fim, o modo que até gosto mais regressa com a quarta temporada, a Negro League, que, no fundo é uma história do beisebol na época em que os negros tinham a sua própria liga de beisebol.
O problema aqui é o mesmo de qualquer jogo de desporto anual, um patch que atualizasse os planteis seria talvez a melhor opção ao contrário do que dar novamente um preço completo por um jogo que apenas tem as equipas atualizadas e pouco mais. Apesar de o jogo ser, como no ano passado, muito bom, só se justifica a compra se forem fãs do desporto e gostam de ter tudo atualizado tal como acontece com os outros jogos de desporto sejam eles quais forem.


