Saros – Primeiras impressões


Uma das principais apostas do ano da PlayStation, pelas mãos da Housemarque, é Saros. Um curioso jogo sci-fi que surge como sucessor espiritual a Returnal, desta vez com Rahul Kohli a dar a cara Arjuin, protagonista desta aventura. O jogo sai já a 30 de abril, terminando assim uma longa espera de um jogo que chamou logo à atenção de todos, ao que já tive oportunidade em experimentar!

A convite da PlayStation, levando-me a conhecer pela primeira vez o escritório cá em Portugal, cheguei e tinha Saros à minha espera, mesmo pronto para arrancar logo e experimentar o jogo! Foi um bom primeiro contacto, sem grande foco na história que ia sendo desvendada assim que muito ao de leve, onde o objetivo era mesmo explorar os bizarros, quase oníricos cenários de Carcosa, o palco de Saros. Tudo grita ficção científica, a minha primeira impressão é que estava mesmo a ver algo muito inspirado em H. R. Giger, artista bem conhecido pela arte que marcou eternamente a saga de ficção científica Alien, que aqui me recordou ao de leve, com uma paleta de cores mais digna de outra série do género: Dune.


Embora Returnal fosse também ele do mesmo género de ficção, Saros parece apostar em algo mais alienígena, e durante toda a sessão foi praticamente impossível dissociar os jogos, nem é suposto: Saros é mesmo um sucessor de Returnal, mesmo (até ver) com histórias totalmente separadas, do género escolhido à jogabilidade, que nos leva a repetir vezes sem conta os níveis, estes cujos cenários mudam muito a cada nova tentativa. Apesar disso, vários checkpoints eram algo familiares, locais que já havia passado explorava de novo, mas por outro caminho, levando-me sempre ao objetivo que era enfrentar um boss na primeira zona, de modo a progredir no jogo.

Ainda morri um bom par de vezes, chegando ao boss foi mesmo cumprir o ditado "à terceira é de vez", levando comigo algum conhecimento prévio dos movimentos do grande bicharoco, e também na bagagem bom equipamento e habilidades que havia conseguido nessa run, juntamente com habilidades que havia desbloqueado para tornar o combate mais fazível. Tive uma boa dose de desafio, nada era impossível, senti os nervos em franja umas boas vezes quando parecia estar mesmo quase a ser derrotado, causando em mim uma certa dose de vício, pois queria mesmo, a todo o custo, concluir aquele nível. Pensei que fosse o fim da demonstração, mas não: à minha frente surgia uma nova zona, bem mais mecânica e em muito diferente da primeira, que ainda explorei um pouco antes de concluir as minhas horas com Saros.


Refletindo sobre Returnal, jogo esse que não morri de amores, embora tenha gostado bastante, no pouco que passei com Saros senti estar mais a gostar deste. Os objetivos são mais claros, o jogo não é necessariamente mais linear, mas sim mais focado no objetivo que nos leva até lá, testando a nossa destreza pelo caminho. Também a jogabilidade é familiar, os desvios constantes da chuva de tiros de Returnal regressa em Saros, ao que além de desviar temos de absorver as balas de modo a encher uma barra de energia, que resulta num bem forte ataque especial, um raio de energia que parecia limpar caminho com o mínimo de esforço. Os movimentos de Arjuin pareciam, inicialmente, estranhos, mas assim que me habituei a controlar quase tudo na perfeição, não queria outra coisa, e desde então só penso no quão tenho de regressar a Carcosa, tal como Arjuin, preciso de desvendar o que esconde aquele mundo, enquanto lido com o desafio que me agarrou, e enfrento a morte pela sua repetição.


Até porque fiquei fascinado sobre a narrativa do jogo e... quero saber mais! O que aliado a uma jogabilidade que me agarrou, sinto que tenho ali jogo para mim, tendo agora um hype que não senti em Returnal, mas aqui deixou-me com o bichinho em explorar mais, e melhor. Até porque as bizarras sequências que surgiam quando morria, ou até mesmo noutras ocasiões da história, atiçaram bem a minha curiosidade em querer descobrir, afinal, do que se trata Saros.

Felizmente, a espera será pouca e falta pouco até 30 de abril, para o lançamento daquela que é uma das principais apostas da PlayStation para este ano, e poder assim regressar à chuva de tiros, movimentos cautelosos e muitos (mas muitos) desvios dos ataques inimigos, convidando-me mergulhar a fundo em Carcosa e abraçar todo o universo de Saros!

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