Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflections (Nintendo Switch 2)


Joguei Monster Hunter Stories 1 e 2 para a PS5 há uns anos, dois jogos que gostei muito de os visitar novamente, mesmo quando já tendo jogado nas suas versões originais. Desta vez o terceiro jogo não podia faltar: Monster Hunter Stories 3 chegou para vários sistemas, e desta vez segui para a versão Nintendo Switch 2, precisamente a qual tinha interesse em jogar para saber o quão bom esta podia estar. e tenho a dizer: estou maravilhado!


O primeiro contacto com este jogo na Nintendo Switch 2 foi de ficar boquiaberto. Tal como recentemente lançado Resident Evil Requiem, também disponível para esta consola, este título utiliza o motor de jogo RE Engine e a sua otimização para a consola da Nintendo é quase perfeita. Os 60 frames por segundo estão lá, mas não a tempo inteiro. São poucas as quebras e não destabilizaram em nada no meu tempo passado com este espetacular jogo, que possa de alguma forma não está tão bem otimizado como o Resident Evil Requiem, também é verdade que aqui temos um mundo semi aberto e o grafismo está fantástico. A versão Nintendo Switch 2, quando comparada com outras consolas, tem a vantagem de jogar no modo portátil, e poder levar este jogo para qualquer lado e jogar, é mais que suficiente para adorar esta versão e até preferir.

Agora foquemo-nos mais no jogo em si e também dar a conhecer este spin-off àqueles que não sabem do que se trata exatamente Monster Hunter Stories. Eu creio que para simplificar as coisas o melhor é irmos direto ao género do jogo em si, um RPG por turnos baseado num sistema de pedra, papel tesoura, agora não só mais completo que os dois antecessores, diria que é um jogo bastante completo e que me impressionou e superou as minhas expectativas. Outro ponto, sendo até mesmo o que mais destaca este jogo face à série principal de Monster Hunter, é que temos monstros como companheiros, tanto para viajar como para lutar.


Cada raça destes monstros têm as suas habilidades específicas e essas habilidades vão ser usadas para certos momentos, por exemplo, um dos monstros tem a habilidade de escalar montanhas íngremes, já outro cospe fogo, entre outras coisas e todas estas habilidades vão ser úteis para eventos específicos e há todo um tutorial para estes momentos. Há então uma ligação forte que se cria com os monstros, pois eles vão estar sempre presentes na jornada e serão um verdadeiro auxílio. Os monstros são bem conhecidos da série original, por isso os fãs vão certamente reconhecer todos eles. Por outro lado, este jogo é mesmo à parte da série original e assim sendo qualquer pessoa sem qualquer conhecimento ou afeto à série Monster Hunter pode perfeitamente jogar Monster Hunter Stories 3, sendo que embora seja a terceira entrada na série, não é preciso jogar os dois títulos anteriores.

Um fator a ter em conta apenas por mera curiosidade é que desta vez jogamos com um jovem adulto príncipe, ao contrário de uma criança no primeiro jogo ou um jovem adolescente do segundo. Monster Hunter 3: Twisted Reflection mudou o rumo e talvez para tentar “puxar” jogadores mais velhos com uma apresentação mais graúda e honestamente acho que fizeram bem. Não que discorde de personagens adolescentes, mas visto que os jogos não se interligam, foi uma boa ideia fazer aqui uma mudança na trajetória. Desta vez o protagonista é o capitão dos Rangers e também o único Rathalos Rider do país, mantendo assim uma tradição com esta série spin-off. Tem como objetivo a pesquisa de monstros e exploração nos lugares inóspitos do reino, tal como a proteção do mesmo. A narrativa é simples e qualquer um consegue acompanhar, não há nada contra e muitas vezes gosto de algo simples e direto em vez de estar com grandes “rodeios”.


No que diz respeito às batalhas, este é o ponto mais forte do jogo! Recorrem ao sistema de pedra, papel tesoura, o que inicialmente pode ser básico e talvez desinteressante, mas estão enganados se julgarem o “livro pela capa”, há muito mais no que diz respeito às batalhas e foi isso que me intrigou, pois nos dois primeiros sim, que as batalhas, apesar de divertidas, andavam um pouco à volta do mesmo. Já aqui, apesar do conceito ser o mesmo, foi muito mais bem elaborado. O jogador terá de perceber a estratégia do monstro e com isso jogar a “mão” forte para derrotar o inimigo em pouco tempo e provocando igualmente mais danos.

Além deste jogo de pedra, papel e tesoura, há ataques críticos e três tipos de armas diferentes a serem usadas, desde espadas a arcos, como também a oportunidade de melhorar todo o equipamento e até personalizar. Por falar em personalizar e ainda não ter mencionado antes, tal como nos títulos anteriores, o próprio protagonista pode ser personalizado, algo que me agrada bastante. Continuando no que diz respeito a todas as armas disponíveis e os seus atributos, todas elas têm os seus efeitos e todas elas podem ser eficazes ou não em certas partes do corpo dos inimigos. O jogador poderá ou não provocar mais dano com a arma X, ou a arma Y, no torso, na cabeça ou nas pernas, há várias zonas de ataque para provocar mais danos. Isto tudo contribui para dar uma maior estratégia e variedade às batalhas, algo que faz toda a diferença e que dará outro ânimo ao jogador, diria até que se torne muito viciante.


De acrescentar que não podiam faltar ataques especiais, os kinship. Ataques a dobrar, ou melhor dizendo, com o vosso monstro companheiro, ao atingirem durante uma luta o nível máximo de kinship, podem executar um ataque especial fortíssimo contra o vosso oponente! De realçar que para obter este kinship no máximo e poder usá-lo não podem trocar de monstro durante a batalha, pois os monstros podem também ser trocados durante as batalhas, para se alinharem e ajustarem aos oponentes. Quase como uma espécie de Pokémon, por assim dizer.

Algo que a série já nos habituou e vão aqui ter é a recolha de ovos de monstros, criação e juntá-los à nossa coleção para lutarem ao nosso lado. Há todo o tipo de monstros para recolher e ficar com eles para no futuro lutarem ao nosso lado. Já o que está semelhante à série original é o facto de recolhermos materiais pelo mundo semi aberto para obter recursos para a criação de novos equipamentos.


Monster Hunter 3: Twisted Reflections é uma maravilha na Nintendo Switch 2, um jogo viciante, longo e duradouro, com conteúdo para horas a fio. É algo que pode inicialmente ser confuso devido a uma variedade razoável de tutoriais apresentados, mas que pouco a pouco dá a conhecer ao jogador como tudo funciona verdadeiramente!


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch 2, gentilmente cedido pela ecoplay.

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