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6 de fevereiro de 2018

Super Meat Boy


Já faz algum tempo desde a última vez que joguei Super Meat Boy. Recordo-me perfeitamente bem quando o recebi para a Nintendo Wii U e tive a oportunidade de o avaliar, acho que até foi um dos primeiros indies que alguma vez joguei, pois não eram o meu prato principal. Ao experimentar, fiquei rapidamente agarrado ao jogo e não o larguei até chegar ao fim.

Estávamos em maio de 2016 e eu coladíssimo a jogar Super Meat Boy, enquanto a minha ex-namorada me chateava ao telemóvel com conversas insignificantes e eu repetia os níveis vezes sem conta. É claro que qualquer jogo pede um mínimo de concentração e se alguém nos estiver a distrair constantemente, pior será. Se a dificuldade do jogo já é alta, imaginem com alguém a distrair, pois este jogo, antes de mais nada, exige concentração máxima. Os primeiros níveis não são difíceis, mas a dificuldade vai aumentando gradualmente a cada nível que passamos, até ao ponto de se tornar realmente um desafio.


Para aqueles que já jogaram Super Meat Boy, esta versão para a Nintendo Switch não oferece muito mais que a original, mas para quem nunca jogou (sinceramente acho que não deve haver muita gente), esta versão é obviamente a definitiva. A Switch, com a sua portabilidade, é perfeita para um jogo de plataformas como este. Além disso, o modo para dois jogadores pode ser jogado com os Joy-Con onde e como quiserem, o que é sempre divertido para poder desafiar os nossos amigos a jogar um dos jogos mais icónicos entre os indies.

Para os mais distraídos, o jogo é um platformer 2D com a dificuldade de Mega Man, o grafismo de 8 Bits clássico, vários níveis curtos para completar em 5 mundos distintos e com um boss final cada. São usados apenas os botões de saltar e correr, simples e direto, o jogo só vos pede paciência e perícia para enfrentar os bosses e evitar as armadilhas que cortam/derretem a nossa “bola de carne”. É um jogo super memorável, que apenas aqueles que o jogaram podem entender. O sucesso de Super Meat Boy não foi por mero acaso e, se ainda não jogaram, mesmo não sendo fãs de grandes desafios, aconselho a no mínimo experimentar porque, mesmo com as dezenas de vezes que vão morrer pelo jogo fora, não deixará de ser divertido e de puxar aquele vício de querer terminar cada um destes níveis.


Algo que pude registar, infelizmente é a banda sonora original não estar incluída, mas a que está nesta versão também é boa. Fora isso, as cutscenes, jogabilidade, a forma como o jogo se porta na Switch e tudo o resto não sofreu quaisquer alterações, portanto SMB para a nova consola da Nintendo é algo que os fãs dos indies devem ter obrigatoriamente na sua coleção. Como se costuma dizer, é “um puro clássico”.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Blitworks