Tomodachi Life: Living the Dream — Primeiras impressões
É coisa breve, há muito que quero partilhar, mas isso fica para depois. O arranque de Tomodachi Life: Living the Dream é bizarro, direto, e não esperava de outra forma atendendo o que acompanhei tanto das apresentações do título, como daquilo que conhecia do jogo original. Após criar a minha primeira personagem (um Mii), chegava a altura de apresentar-me ao jogo, que vai dos termos mais pessoais ao equivalente de um Deus todo-o-poderoso. Escolhi a segunda opção, pareceu-me temático e deixa-me com algumas saudades de Black and White.
Apresentações feitas ficamos logo aptos a melhorar a vida ao nosso primeiro habitante, de muitos, com logo direito a uma casa e os mínimos possíveis para ter uma vida tranquila na bizarra ilha onde nos encontramos. Rapidamente via a necessidade de ter um segundo habitante, e um terceiro, lotando aquele pequeno local para que as personagens interajam umas com as outras de modo tranquilo, com alguns toques do bizarro aqui e acolá. Bizarro é mesmo a melhor descrição, até porque o jogo não poupa no quão estranho consegue ser e não se responsabiliza das nossas ações.
Logo nas primeiras horas desbloqueamos algumas comodidades, locais para comprar comida, roupa, acessórios e até decoração para as casas que surgem que nem cogumelos. O jogo chama-se "Living the Dream" porque temos mesmo de dar as condições de sonho a todas as personagens, quanto mais felizes ficam, mais rapidamente sobem de nível e, com isso, também a ilha vai subindo o seu próprio rank. É assim que vamos tendo novas coisas (reforço na palavra coisas, nem tudo é normal), de pequenos hábitos que podemos introduzir às personagens como a modo como andam ou cumprimentam as pessoas, às prendas para as mais diversas atividades, de tocar música a praticar desporto, entre outros.
É um jogo de constante acompanhamento, pelo menos nas primeiras horas, sem penalizar porque não fomos lá um ou outro dia, pois a vida continua mesmo que nós não tenhamos de dar alguma indicação. Há uns minijogos que vão surgindo, sonhos com que podemos interagir ou andar a pegar nos Mii para forçar interações com outras personagens.
Tudo isto é contínuo, sem pausas, sem ter de esperar pelo dia seguinte para que algo seja construído, isto não é um novo Animal Crossing ou Pokémon Pokopia. As coisas aparecem mal as desbloqueamos, temos algum poder de decisão como o sítio onde aparecem e está. É viciante, logo nas primeiras horas quero desbloquear mais, e mais, e muitas mais coisas, muito além do que posso contar… pelo menos por enquanto. Tudo para dar uma vida digna aos muitos Mii que habitam a minha ilha, que acompanho como se fosse alguém a olhar para um aquário.
O mais curioso? É que os Mii reconhecem mesmo que há um ser omnipresente a controlar as suas vidas, pediam-me diretamente recomendações e insistiam para criar tópicos de conversa ou gostos que se vão espelhando entre as personagens, mesmo que não tenhamos de dar alguma indicação para tal. Escolher para que nos tratem como um Deus que observa tudo é bem capaz de ser a melhor opção, mesmo que nós sejamos apenas representados por um par de imagens estáticas a representarem as nossas mãos. Autênticos "PNGs", sendo muito da estranha essência do jogo, que funciona na perfeição.
Acreditem, há muita liberdade no que podemos fazer relativamente a desenhos que podemos puxar, ou até mesmo alguns termos, limitando apenas depois a partilha de imagens que queria partilhar aqui, mas de momentos não me foi possível. Gosto particularmente que ao decidir nomes ou palavras, podemos mudar a entoação das mesmas para depois os Mii dizerem tudo corretamente, mesmo que sejam palavras não existentes em inglês, conseguia dar a volta facilmente. E tenho gostado bem de ver o desenrolar das coisas a acontecer no jogo, como alguém que observa o nascimento de uma civilização e, quando vier o caos, simplesmente vou assistir com um balde de pipocas ao lado.
Com umas primeiras horas viciantes, resta-me abraçar a fundo o jogo, que assim farei. Está a ser um curioso regresso a Tomodachi Life da Nintendo 3DS, com uma evolução porque há muito mais a fazer, mas ainda há muita coisa que o original tinha que ainda não vi como está neste novo jogo, ou se regressou de todo. Vou continuar a assistir à vida dos meus Mii, que respeitamente me tratam como "O Great One", mostrando-lhes quem é que manda ali, por muito que eles tenham vidas autónomas.







