Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel


Super Mario Bros. Wonder foi uma das minhas grandes surpresas de 2024, um jogo que voltava à jogabilidade dos jogos originais da série, com a ação multijogador até quatro pessoas que… inicialmente estava reticente, até porque já estava algo farto dos New Super Mario Bros., que nos acompanharam da Nintendo DS até mesmo à Nintendo Switch. Mas, esta nova aposta estava bem pensada, o jogo explorou muitas mecânicas novas, abraçou novos mundos e a loucura constante das flores fenomenais traziam sempre uma nova surpresa a cada nível. Um excelente jogo ganha agora uma reedição!


Com o (bem, bem longo) nome Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel, este surge como a desculpa perfeita para voltar a pegar nesta grande aventura e ver o que me esperava! Jogo que era bem expectável receber este tratamento de reedições com novo conteúdo, até porque foi usado como referência na grande revelação da Nintendo Switch 2 faz agora quase um ano, com Mario a explicar a fluidez da nova consola que me deixou com a pulga na orelha desde então. Semelhante a outros jogos com a label "Nintendo Switch 2 Edition", este é um acrescento, e aqui vamos olhar apenas ao que foi introduzido: a obra original já existe há um par de anos, afinal.

Há muito a dizer sobre Super Mario Bros. Wonder, ao que recomendo que vejam a sua análise aqui, pois agora há muito mais a falar sobre este novo lançamento, que promove muito mais as sessões de multijogador local, com experiências diferentes e todo um parque de atrações para jogos cooperativos e competitivos! Se vão para esta nova versão a contar com muito mais conteúdo para um jogador, bem, ele existe em boa quantidade, mas o foco é mesmo puxar pelas jogatanas locais para vários jogadores.

E é isso que surge no Parque Belabel, uma zona refundida e previamente inexplorada do Reino Flor, onde reina a diversão como se fosse uma feira popular! Desbloqueado pouco após o início da aventura, assim que concluímos com sucesso um bom número de níveis, abrem-se as portas deste parque de diversões, para jogar em conjunto ou criar rivalidades rapidamente. Uma área de atrações tanto para sessões locais como online, sendo que não tive oportunidade de explorar a loucura que será jogar em simultâneo com outros 12 jogadores online, ou com outras consolas… mas adiante.


Focando-me nos modos disponíveis para multijogador local, são atrações que vão de níveis onde temos de apanhar o maior número de moedas, modos com Yoshi em destaque como a Hora de papar do Yoshi Bebé ou o Buffet do Yoshi, jogar às escondidas com a Apanhada do Phanto, este bem desafiante apesar da sua simples premissa, ou atrações de batalha onde reina quem for mais forte, no meio da confusão facilmente gerada nos níveis. Estas são parte dos modos competitivos, onde rapidamente impera o caos quer a dois como até quatro jogadores, níveis rápidos, muito diversos que facilmente nos convida para “só mais um”.

Para sessões cooperativas, igualmente caóticas e possíveis fontes de algumas discussões na sala, temos modos de jogo como o Transporte Explosivo, onde temos de passar a bomba a outro jogador, não vá rebentar, até conseguirmos chegar a salvo ao fim do nível. Jogos onde temos de construir blocos para criar caminhos para os outros jogadores, minijogos de contagem ou até mesmo rítmicos, ou até mesmo o extremamente viciante Voa, Capitão Toad!, onde o Capitão Toad tem uma aventura com o Penacho, um pequeno, mas bem forte pássaro, onde jogamos em equipa com um jogador a controlar os movimentos de Toad a andar, enquanto que o outro fica responsável pelos saltos.


Há mesmo muita, muita diversidade só nestes níveis para sessões locais, onde até quatro jogadores partilham o mesmo ecrã e, com níveis diferentes em cada uma das atrações e vários desafios para abraçar, facilmente prolongando (e bem) as horas que passamos com Super Mario Bros. Wonder, como já referido, a desculpa perfeita para voltar ao jogo! São imensas as ideias bem executadas, os modos são divertidos, as rápidas partidas onde dizemos “só mais um” estendem-se facilmente durante horas, o que me deixou bem curioso com o que nos espera a jogar online, ou criando as tais salas de jogo, onde podemos partilhar com outras consolas mesmo que essas não possuam este título.

Embora estes modos multijogador sejam a grande essência desta revisão a Super Mario Bros. Wonder, preenchendo uma lacuna de diversidade de modos para vários jogadores, como dizia há também mais conteúdo que podemos explorar sozinhos, ou também com companhia. Até porque tudo o que podemos fazer com um jogador apenas, podemos fazer na boa companhia dos nossos amigos ou familiares, todos em torno da mesma TV, como jogávamos há… bem, décadas!


Há duas novas personagens que se juntam ao belo leque de aventureiros: Rosalina e um Luma ajudante, este que é apenas para nos ajudar, podendo-o controlar com o modo rato (além dos controlos tradicionais) para recolher moedas ou derrotar inimigos, sempre invencível! Quanto a Rosalina é uma boa adição, que jogamos tal e qual as restantes personagens, transformações incluídas, até porque vem a calhar não só para dar destaque a uma personagem que pensava poder ser ignorada, como agora ganha bastante destaque em Super Mario Galaxy O Filme. Falando em transformações há uma novidade: o Supervaso veste as nossas personagens como se fossem uma flor, que nos permitem planar, saltar duas vezes e até mesmo usar flores giratórias para derrotar inimigos!

Há outras ajudas e novidades, como um modo de assistência para que todas as personagens sejam invencíveis, perfeito para os mais novos ou jogadores com menor destreza, e todo um grande conjunto de insígnias duplas que combinam os poderes de duas insígnias existentes, duplicando assim as habilidades que podemos usar nos níveis. Esta novidade chateou-me um pouco, pois é uma recompensa aleatória ao regar as flores no Parque Belabel, e não algo que simplesmente adquirimos ou permitem-nos combinar ao nosso gosto.


Mas, estas não são as novidades que preenchem o grande grosso da aventura que podemos explorar sozinhos! Os Bowsões (Koopalings) estão de volta, os minions de Bowser introduzidos em Super Mario World, que tanto desaparecem como surgem novamente do nada, e que eu recebo (quase) sempre bem! Estes sete traquinas vêm fazer das suas, após roubarem as flores Belabel e indo para cantos diferentes do Reino Flor, com níveis dedicados e combates tanto de surpreendentes, como mantém bem a essência “Wonder” que este jogo trouxe. Até porque esta reedição nem é tão focada nos fenómenos causados pelas flores fenomenais, mas estes combates contra os Bowsões lembram-me do quão bizarro muitas coisas podiam ser.

Tal, como o jogo recordou-me de outro ponto: o excelente trabalho de localização! São várias as línguas suportadas, entre elas português de Portugal e do Brasil, com (muitas) novas falas e um trabalho contínuo que dá gosto em ver! Sim, a flor tagarela continua a sair-se com umas quantas piadas questionáveis e trocadilhos que me fazem suspirar, mas dão uma bela camada a um simples jogo de plataformas que nos envolve na ação desta maneira.


Voltando à campanha, há muitas outras coisas! Temos o campo de treino da Brigada Toad, onde podemos abraçar vários desafios que vamos desbloqueando à medida que progredimos no jogo principal, com alguns níveis bem, bem desafiantes. São muitas as missões disponíveis, crachás que vamos desbloqueando como se fossem achievements, um de vários itens colecionáveis que podemos agora obter, onde também encontramos vários peças decorativas para adornar bem o Parque Belabel. Há outras surpresas… que não quero revelar, mas que trazem um pouco da magia bem presente no jogo original. É certo que, para quem já concluiu o jogo originalmente, vai ter logo muita coisa disponível para agarrar, até porque são várias as condicionantes para ter acesso a muito do conteúdo. Contudo, o modo como as novidades estão integradas na aventura principal foi tão bem conseguido, que faz com que tudo pareça fazer parte de um jogo só!

Honestamente? Se nunca jogaram Super Mario Bros. Wonder (não julgo, mas questiono, este é um jogo incrível), têm aqui a oportunidade perfeita de explorar o jogo agora na Nintendo Switch 2, que conta com melhorias como a resolução até 4K, mantendo-se sempre extremamente fluído. Agora com as imensas novidades, este é mesmo um daqueles jogos obrigatórios para os fãs de plataformas, e não só, que garantidamente se divertem a avançar com amigos localmente.


Terminando, sinto que voltei a 2024 quando arrancava nesta aventura old-school, mas com muitos toques modernos que comprovou que, sim, é possível fazer jogos de plataformas 2D nos dias de hoje que valham muito a pena! Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel é a versão definitiva de um título já por si incrível, que nos traz novas horas de diversão garantida, ao mesmo tempo que nos lembra “Hei, ainda não tinha feito tudo!”


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch 2, gentilmente cedido pela Nintendo.

"Este foi um jogo que me deixou feliz, embora melancólico e que por várias vezes dava-me um profundo nó na garganta, pois seria Super Mario Bros. Wonder, o último jogo que joguei com Telmo, partilhando a TV como muitas vezes jogamos. Quando já lhe faltava a destreza, mas a vontade de jogar Super Mario continuava bem viva nele, guardo assim esta memória que irei sempre guardar e recordar. Agora, como nas futuras aventuras que nunca irei desassociar, nem o podia fazer de outra forma."

— Nuno, 2026

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