Ride 6
São vários os jogos de corridas sobre duas rodas que tenho jogado ao longo destes anos, e este Ride 6 teve algo que me deixou bastante satisfeito! Se isso chega para ser o melhor, talvez seja preciso limar algumas arestas para ter na cabeça a coroa de melhor jogo do género.
Um jogo que parece o Tourist Trophy, que tenta ser o mais realista e melhor jogo do género está de volta com o sexto jogo e ao contrário de outros que joguei, devo referir de imediato que este tem um aspeto que faz toda a diferença para quem quer jogar sem ficar frustrado. Em Ride 6 podem alternar entre o modo Arcade e o modo Simulador e podem ter a certeza absoluta que a diferença está realmente patente.
Gosto de simuladores, o realismo é importante num jogo dedicado ao desporto, por outro lado, os jogadores menos experientes ou que simplesmente querem participar numas corridas podem-nos achar difícil de controlar e daí perder o interesse em continuar um jogo destes. Para isso, Ride 6 tem o modo Pro e o modo Arcade, este último vai facilitar em tudo, no entanto, não é infalível e se o jogador for completamente preguiçoso não vai deixar de dar umas boas quedas para fora da pista. Mas entre estar constantemente a cair e apenas cair em caso de condução ofensiva extrema, vai um passo largo e é muito fácil de entender quando jogamos entre um modo ou outro.
É um modo importante, uma forma de dar a liberdade de escolha e também de puder usufruir de um jogo que sempre foi difícil de controlar, assim, qualquer um terá a hipótese de jogar sem grandes rage quits, porque em outros jogos podem até jogar no fácil ou até com alguma prática ganhar o controlo. Ainda assim nunca será algo ao nível do que está apresentado aqui em Ride 6 e posso dizer que pela primeira vez senti-me confortável e confiante a jogar. Claro que assim que mudei para o modo Pro senti-me um tanto envergonhado com a quantidade de quedas, mesmo este tendo a opção de realizar um rewind como já tem sido costume implementar em jogos de corridas nos tempos modernos.
A outra novidade que vão encontrar aqui é o facto de pela primeira vez estar incluído o motocross, coisa que nunca esteve presente na série Ride. Este jogo optou por integrar um modo Festival, algo familiar para quem vem de Forza Horizon que o trouxe para o género, onde assim que damos inicio ao jogo temos uma corrida para vencer e com isso obter o passaporte para o tão aguardado Ride Fest. É um modo engraçado, mas incomparável com aquilo que foi feito na série Forza Horizon. Este é, na verdade o modo carreira e é apresentado com diversos eventos, de Moto GP como de motocross.
Quanto às licenças, há um leque enorme de marcas de motos, desde a KTM à BMW e Aprilia, os fãs vão amar os modelos das motos e os seus detalhes. De sublinhar que todas estas motos podem ser personalizadas e até realizar upgrades às mesmas para melhorar a sua performance. Os pilotos também são licenciados e isto é sempre de se louvar para fãs do desporto, tal como as pistas também licenciadas, incluindo até o circuito do Algarve, o que nos dá sempre um certo gozo pessoalmente.
São 45 pistas em que o jogador pode experienciar as corridas entre vários climas e a correr a sempre fluído. A qualidade está presente, é provável que irá convencer vários jogadores a aventurarem-se nas pistas para umas corridas, agora que um jogo respeita os amadores com um estilo arcade que facilita imenso a jogabilidade. Infelizmente o modo split screen não existia na altura desta análise, mas é suposto vir a ser possível para se jogar em co-op. Este é o jogo mais acessível de momento para todos os jogadores.
Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedido pela Ecoplay.




