Death Stranding 2: On the Beach para PC

Pois é #masteracersdobufo, antes da Sony fechar a torneira do PC e através da benevolência dos deuses da SIE que moram em San Mateo no estado da Califórnia, ainda temos direito a uma "Kojimice".

Death Stranding 2: On the Beach saiu agora para PC e veio com integração total com DLSS da NVIDIA, FSR da AMD e XeSS da Intel, taxas de fotogramas desbloqueadas e 100% compatível com ecrãs ultra panorâmicos (32:9) e (21:9). Já sabemos que o comando Dualsense tende a funcionar perfeitamente no PC através de cabo USB e que o upgrade gráfico costuma ser notório, principalmente a nível das texturas. Tudo isto foi implementado pelo renomeado estúdio Nixxes, peritos neste tipo de ports e responsáveis por pôr mais de 5 jogos exclusivos da marca nipónica no PC.

Juntamente com o seu lançamento para PC, o jogo recebeu uma atualização de conteúdos, também disponível na consola original. Uma das principais adições é um nível de dificuldade hardcore chamado “To the Wilder.” Este modo desafia os jogadores a sobreviver em climas muito mais rigorosos e a enfrentar inimigos significativamente mais fortes. Outra adição importante é uma zona de treino virtual chamada “Trapped in a Strange Realm.” Neste local, os jogadores podem reviver os momentos mais intensos da campanha da história e enfrentar novamente inimigos que já derrotaram anteriormente.

Mas antes de entrarmos no campo da performance vamos cumprir a diligência da sinopse do costume e dar tempo de antena ao meu colega Henrique.

Em Death Stranding 2: On the Beach, a narrativa continua a acompanhar Sam Porter Bridges, novamente interpretado pelo ator Norman Reedus. Após os acontecimentos do primeiro jogo, o mundo continua a lidar com as consequências do fenómeno conhecido como Death Stranding, um evento cataclísmico que ligou o mundo dos vivos ao dos mortos e provocou o colapso da civilização moderna. 

No jogo anterior, Sam teve um papel crucial na reconexão das comunidades isoladas através de uma rede tecnológica chamada rede quiral, permitindo restabelecer alguma cooperação entre os sobreviventes agora a aparente reconstrução da sociedade revela-se frágil e este jogo mantém o foco na ideia de conectar pessoas, mas questiona até que ponto essas conexões são realmente benéficas, mas novas ameaças surgem à medida que diferentes regiões do mundo começam a enfrentar mudanças imprevisíveis causadas pelo fenómeno sobrenatural.

Foi o nosso querido Henrique Adão que escreveu a análise na altura do lançamento para a Playstation 5 há cerca de um ano e fica aqui com um resumo das suas considerações para depois entrarmos dentro da máquina deste jogo e ver como corre esta versão no PC.

Encontramos Sam e Lou 11 meses depois dos acontecimentos de Death Stranding, a viver isolados e fora da rede quiral, como pai e filho, quando esta vida pacífica é interrompida pelo reaparecimento de Fragile, que pede a Sam para reconectar o México, tal como fez nos ex-Estados Unidos da América. A par dessa tarefa, Sam embarca também numa viagem para investigar um portal misterioso que surgiu no México e liga o país à Austrália. Isto significa que em Death Stranding 2 há ainda mais para explorar, incluindo um novo continente. Norman Reedus e Léa Seydoux estão de volta nos papéis de Sam e Fragile, ambos com performances genuinamente brilhantes, bem como Troy Baker, que é, para mim, o destaque de Death Stranding 2, no papel de Higgs. A sequela traz consigo também novas personagens, como Tarman (George Miller/Marty Rhone), Rainy (Shioli Kutsuna), Dollman (Fatih Akin/Jonathan Roumie) Neil (Luca Marinelli), entre muitos outros. Mas claramente, a adição de peso é Elle Fanning, no papel de Tomorrow, com mais uma performance incrível. O talento de Hollywood faz-se realmente ver em Death Stranding 2 e toda a experiência é elevada pelo desempenho hercúleo de todo o elenco.

A essência de Death Stranding é a base de Death Stranding 2, não haja dúvidas. Este continua a ser um jogo que consiste maioritariamente em realizar entregas por terrenos precários ao som da melhor música que existe. Isso tanto pode ser uma boa notícia – para aqueles que, como eu, se apaixonaram pelas melancólicas caminhadas e pelas deslumbrantes paisagens (...) 

Enquanto que no primeiro jogo as bases inimigas eram escassas e o imperfeito sistema de combate nos motivava a enfrentá-las de forma furtiva, estas são agora muito mais comuns e as melhorias significativas feitas ao combate armado significam que esta é agora uma abordagem tão viável como a furtividade. Claro, também é sempre uma opção simplesmente dar uma volta maior e evitar os inimigos completamente. Maiores dores de cabeça foram as BTs, que parecem muito mais perigosas do que da última vez que as vimos. Fui detetado com muito mais frequência, muito fruto de um novo tipo de BT que é capaz de ver o Sam, não apenas ouvi-lo. Isto resultou em fúteis tentativas de escapar do alcatrão em que de repente me encontrava e, inevitavelmente, em peças de mercadoria frágeis completamente destruídas.

Existe em Death Stranding 2 uma nova árvore de habilidades que aborda todos os aspetos do jogo, desde o transporte de mercadoria ao combate furtivo e armado. Adicionalmente, o estilo de jogo de cada jogador influencia as habilidades de Sam. Se passas muito tempo com grandes quantidades de mercadoria às costas, o teu Sam tornar-se-á mais forte e resistente, enquanto que se deres muito uso às armas, a proficiência de Sam com estas vai aumentar. Estas habilidades cobrem todo o tipo de aspetos necessários para as árduas viagens de Sam, por isso não há necessidade de tentar encontrar a "forma certa" de jogar, já que o jogo se adapta a cada estilo. 

Como não podia deixar de ser, a banda sonora de Death Stranding 2 merece um destaque tão grande como qualquer outro aspeto deste jogo, sendo uma parte tão importante da essência deste. Ludwig Forsell, que colabora frequentemente com Hideo Kojima, é o responsável por esta sinfonia perfeita, mas são as composições do francês Woodkid que ficarão comigo para sempre, tal como as da banda Low Roar, em Death Stranding. 

Death Stranding é, e sempre será, uma experiência especial para mim e tantos outros. Conseguirá Death Stranding 2 ter o mesmo impacto? É difícil dizer, para já. É certamente difícil replicar o efeito que Death Stranding teve uma segunda vez, mas On The Beach não deixa de ser uma sequela magnífica, arrojada e imparável, que volta a mostrar que a veia artística de Hideo Kojima é incomparável e que a comunidade dos videojogos tem sorte por ter um visionário como Kojima na sua vanguarda.

Ao nível de performance no meu PC (AMD 5700 + RTX 4070 Super + 64gb DDR4 3600mhz), Death Stranding 2: On the Beach correu com uma resolução de 1440p sempre algures nos 60fps na maior parte do tempo com configurações gráficas mais elevadas, sem problemas significativos de stuttering ou quedas abruptas de FPS durante a exploração do seu mundo aberto. Reforço que esta medição ocorre sem uso de qualquer tipo de upscaler, seja DLSS ou FSR e já com a oclusão de ambiente a usar ray-tracing. Sou fã de ligar, sempre que possível, desta opção, pois esta tecnologia adiciona sombras suaves e realistas, aprofundando a iluminação do cenário e dando vida aos objetos que compõem a paisagem.

Ligando os upscalers permite, obviamente, uma maior contagem de FPS's que poderá dar ao jogo um maior ou menor boost de frames conforme aquilo que queiramos meter de ray-tracing. Falando em upscalers, Death Stranding 2 traz consigo uma novidade que é a possibilidade de usar PICO (Processive Image Compositor), o equivalente ao upscaler usado na PS5. Não é, de todo, melhor que o DLSS4, mas é sempre bom ter opções. Também temos a opções dos fake frames (Frame Generation), que para mim isso é mais banha da cobra que outra coisa e não utilizei. Primeiro porque a única coisa que aumenta é o contador de FPS's e segundo porque aumenta muito o inputlag. Nada resolve ter 150 FPS quando no comando sentimos que o jogo vai a 30FPS. Uma sensação péssima de se ter e não acrescenta nada à expêriencia ainda para mais num jogo tão bem otimizado como este Death Stranding 2.

Em termos de uso de VRAM, tendo em conta que na maior parte do tempo estava utilizando a maior parte dos apetrechos gráficos à disposição até se portou bem e não se esticou muito. Aqui o esticar muito quer dizer que nunca passou dos 12GB que a gráfica que uso tem à disposição e andou sempre à volta dos 10GB, independentemente de usar muito ou pouco ray-tracing.

Concluo então que esta versão PC acrescenta performance à versão deste jogo da PS5. Versão essa que já estava muito boa e optimizada, mas que agora no PC, tem condições para subir ao olimpo dos gráficos dos videojogos.

Death Stranding 2: On the Beach funciona simultaneamente como continuação narrativa e como expansão do universo criado por Hideo Kojima, reforçando a ideia de que a sobrevivência da humanidade depende não apenas da tecnologia ou da força mas também da capacidade das pessoas de se conectarem, cooperarem e de se compreenderem umas às outras e finalmente podemos comtemplar isto tudo e muito mais no nosso PC onde tudo corre na perfeição.

Esta versão PC destaca-se pela sua otimização, estabilidade de frames por segundo e suporte para todas as tecnologias avançadas de performance e "upscaling" e mais algumas e torna-se assim na versão superior deste jogo e um dos melhores ports que a Nixxes fez até à data.

Death Stranding 2: On the Beach está disponível desde 19 de março de 2026 para PC (Steam e Epic Store)


Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para PC (Steam), gentilmente cedido pela SIE.

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