ROG Xbox Ally X


O mercado dos PCs handhelds veio para ficar, sendo cada vez mais as apostas neste prático formato, permitindo-nos jogar um enorme catálogo de jogos em qualquer lugar. Certo que a portátil da Valve foi aquela que mais mexeu a indústria, mas entre todas um produto que teve bastante destaque foi a ROG Xbox Ally X, sendo até mesmo considerada a "Xbox Portátil", há muito desejada! Uma pequena grande máquina da ASUS, que recentemente andei a usar como o local de eleição para os jogos disponíveis no Game Pass.

Comecemos pelas especificações, para terem uma noção breve do que estou a falar. A ROG Xbox Ally X, lançada em 2025, é uma máquina portátil da ASUS, que pegou na ROG Ally que já conhecemos, otimizada para trazer o ecossistema Xbox para as nossas mãos. Com um ecrã de 7 polegadas Full HD (1920 por 1080) IPS, que realça bem os jogos disponíveis. Um ecrã que não é OLED, mas cada vez mais estes handhelds têm mostrado excelentes ecrãs que "não precisam" da tecnologia, dando antes ênfase à taxa de atualização de 120 Hz. Ecrã este tátil, como é habitual, permitindo-nos navegar entre menus facilmente.


Vem com 1TB de armazenamento, para instalar uma boa quantidade de jogos, ou um par deles caso peçam centenas de GB de memória, mas se quiserem expandir a memória, temos uma slot bem prática para colocar microSD onde facilmente podemos duplicar a memória, por um custo. De resto conta com tudo o que podem esperar de qualquer dispositivo portátil do género: botões, analógicos, giroscópio, com colunas de áudio Dolby Atmos que nos atira para dentro da ação do que estamos a ver.

Já dentro contamos com um processador CPU AMD Ryzen AI Z2 Extreme 2.0GHz (24MB Cache, até 5.0GHz, 8 cores, 16 Threads); AMD XDNA™ NPU até 50TOPS. Quanto ao GPU que alimenta bem os jogos, estamos a falar de uma AMD Radeon Graphics, feita a pensar no dispositivo. São nomes e chavões com números que se resumem ao seguinte: esta é uma máquina bem capaz de correr os jogos Xbox, dos mais antigos até mesmo aos mais recentes!



Os meus dias com a ROG Xbox Ally X

Se há coisa que me apercebi, é que passei a dedicar-me mais ao universo Xbox com o Game Pass, neste formato portátil! Talvez seja mesmo o meu modo de jogar favorito, tendo sempre universos de jogos nas mãos, afastando-me dos grandes ecrãs. A ROG Xbox Ally X é, essencialmente, uma máquina bem confortável de usar, com um peso significativo, mas nada de mais, com duas pegas que tornam a experiência bem confortável, dado fácil acesso a tudo o que é botão, até mesmo aos dois que encontramos na parte detrás.

Tudo isto quando me conseguia dedicar aos jogos, ligava e rapidamente entrava num jogo, ou trocava entre jogos sem grandes confusões e tempos de espera. Isto, sempre que jogava, pois, aquele que talvez foi das minhas piores experiências foi a quantidade incessante de atualizações, grandes ou pequenos, que constantemente tinha alertas para instalar alguma coisa e reiniciar o sistema operativo, para melhor performance. Esta lembrança constante por atualizações, pois mesmo quando tinha tudo atualizado surgia sempre alguma coisa, quebravam um pouco o ritmo.

Porque, sim, isto é um PC em formato portátil com o Windows 11 Home sempre ali disponível, o que por um lado é uma vantagem, pois permite-nos instalar toda uma panóplia de jogos que possamos correr assim. Por outro lado, põe de parte muita da experiência que temos a jogar consolas, que seria mais o universo a que a ROG Xbox Ally X tenta entrar, mas isto é mesmo tal e qual um PC, só que num formato de ecrã reduzido e com botões. Houve ainda uns quantos momentos bizarros, como estar a correr dois jogos em simultâneo (pois esquecia-me de fechar um, quando iniciava outro) ou, o mais estranho ainda, era aleatoriamente deixar de usar os botões da máquina, surgindo inputs de teclado, algo que não tinha como usar aqui.

Momentos estranhos à parte, sempre que conseguia ter uma boa sessão de jogo interrupta, que aconteceu quase sempre, conseguia jogar grandes títulos e com um grande desempenho! Jogos pesados como Forza Horizon 5, a outros mais recentes como Final Fantasy VII Remake Integrade, acabado de chegar ao universo Xbox, tê-los assim bem tratados em formato portátil, foi excelente! Também passei um pouco de tempo com Clair Obscur: Expedition 33, que com algumas configurações ainda joguei decentemente, embora continuasse com vários problemas de desempenho, infelizmente.


E jogos?

São muitos, mesmo, mesmo muitos, onde é praticamente obrigatório ter o Xbox Game Pass para usufruir na íntegra do ROG Xbox Ally X! O catálogo é vasto, para todos os gostos, e regra geral tudo o que experimentei corria às mil maravilhas, onde o principal problema era ter espaço para instalar tudo, porque queria mesmo jogar tudo e mais alguma coisa. Isso e a bateria, pois queria puxar bem pela máquina e pelos jogos, ao custo da energia consumida, que ainda assim dava para jogar um par de horas até me ser pedido para carregar. E, coisa estranha é o produto não incluir um transformador, que complica um bocado as coisas quando é pedida uma voltagem específica para fugir a problemas.

São vários os jogos que tinham bem explícito que estavam otimizados para a ROG Xbox Ally X, sendo uma nota importante antes de instalar, não fosse ter uma experiência estranha a jogar aqueles que não se apresentavam otimizados. Dava para jogar, mas efetivamente entre fluidez muito inconstante ou até mesmo não reconhecer os botões do dispositivo, o preferível é mesmo ficar pelos (imensos) jogos otimizados para esta máquina.

Foi excelente voltar a pegar em títulos como Hi-Fi Rush, dar umas voltas noutros que ainda não tinha oportunidade em jogar como MARVEL Cosmic Invasion, ou até mesmo ver banhos de sangue em Ninja Gaiden 4, que ainda não tinha tido oportunidade em jogar. Cometi o "erro" em instalar e pôr-me a jogar Metaphor: ReFantazio que está incrível neste formato portátil, onde facilmente me dedicaria novamente ao jogo, tivesse agora tempo. Eram muitos os jogos que queria experimentar e o meu tempo com a ROG Xbox Ally X era contado, tentando explorar uma variedade de jogos.


Xbox em formato portátil

Pode não ser uma Xbox Series em formato portátil, pois tanto o sistema operativo como os próprios jogos disponíveis são aqueles que encontramos num PC com Windows, afastando-se por completo da Series X|S, mas não deixa de ser uma Xbox portátil, muito graças ao Game Pass e à facilidade com que temos em instalar tudo. Infelizmente não dava para instalar enquanto estava em modo sleep, obrigando-me a ter a ROG Xbox Ally X ao meu lado enquanto ia instalando as coisas, um problema de primeiro mundo, admito.

Mas, ter todo este ecossistema nas mãos era ter todo um enorme mundo à disposição, mesmo jogos para Windows que, admito, tentei instalar o Final Fantasy XIV para ver como corria, mas sem sucesso: o tempo de descarregamento foi tão extenso que eventualmente lá desisti. Também não me faltavam jogos, e jogar neste formato portátil era uma mais valia, onde só ficou mesmo a faltar uma dock para ligar a um monitor, ou a facilidade em alternar entre a ROG Xbox Ally X e a Xbox Series X, continuando instantaneamente o que estava a jogar entre dispositivos.

Ainda assim, o que mais me "irritava" era a constante lembrança que isto é, pura e simplesmente, um dispositivo Windows, preferia de longe um abandono do sistema para um foco numa experiência pura e simplesmente Xbox, ignorando os inputs de teclado que aleatoriamente me apareciam nos jogos, abraçando por completo uma experiência mais à consola. Porque é isto que procurava na ROG Xbox Ally X: uma experiência que encontro nas consolas, e não um PC que constantemente me recordava ter  alguma atualização para instalar, até porque parecia incapaz de instalar as coisas enquanto estava em sleep mode, algo bem comum nas consolas. Também não ajudou que tivesse de estar, muitas vezes, a configurar uma ou outra coisa, ir ao sistema mudar settings para melhor desempenho ou ter até jogos que ficavam com a janela do Windows visível, e não full-screen, por motivos que me ultrapassam.


E, agora, o adeus

Foi um par de semanas bem interessante com esta máquina nas mãos, que apesar de todos os problemas que apontei, queria ter passado bem mais tempo com a ROG Xbox Ally X. Talvez tenha que me mentalizar que o formato das consolas (e agora PCs) portáteis é mesmo o meu estilo de jogar favorito, longe dos ecrãs de maior dimensão a que tantas horas me dedico no trabalho, procurando então ecrãs reduzidos para os momentos de lazer.

Há muito, muito jogo que queria explorar novamente em formato portátil, disponíveis aqui e que facilmente seriam a minha desculpa para jogar esses jogos outra vez. Algo péssimo para o meu backlog, admito. De Hi-Fi Rush aos longos RPGs como os Persona que temos disponíveis, do recentemente lançado Doom: The Dark Ages a outras longas aventuras como Fable, possível de jogar via cloud stream, que até se portou muito bem, a ROG Xbox Ally X é um bom meio para dedicar umas boas horas ao longo dos dias, pela facilidade que é pegar num dispositivo assim para jogar, apenas, "mais uns minutos":

Concluindo, é certo que o mercado de PCs handheld é cada vez mais competitivo, e o preço da ROG Xbox Ally X pode ser um fator decisivo, pois não é para qualquer carteira, até porque para uma experiência mais completa convém comprar um transformador decente e um cartão SD para mais memória, porque caraças se não temos jogos para Xbox que ocupam umas boas centenas de GB. Apesar disso, se procuram um dispositivo para jogar os vossos títulos Xbox em formato portátil, esta pode bem ser uma boa aposta. Só têm de se recordar: isto é um Xbox em formato Windows ou PC, e não uma Xbox Series X|S.


Vantagens:

  • Um vasto catálogo do Xbox Game Pass nas mãos;
  • Bom desempenho nos jogos, mesmo os mais atuais;
  • Facilidade da instalação de produtos via Windows 11;

Desvantagens:

  • Constantes atualizações e pedidos para reiniciar;
  • O preço elevado pode afastar muitos;
  • Erros de identificação dos controlos;


O ROG Xbox Ally X está disponível nos retalhistas, com PvP recomendado de 899,00 €.


Nota: Análise e teste do produto efetuado através do acesso ao mesmo, gentilmente cedido pela ASUS.

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