Marvel's Wolverine: primeiras impressões


O novo grande lançamento da Insomniac Games está mesmo aí a chegar! Um regresso aos heróis da BD, que agora olha para os mutantes em Marvel's Wolverine com o bem irritado Logan, (Wolverine), de garras afiadas, pronto para despedaçar tudo e todos os que lhe aparecem à frente. Este é também o maior lançamento exclusivo PlayStation este ano, e ao convite da Sony tive o bel-prazer em passar um bom par de horas, com esta nova aventura!

Uma sessão de demonstração focada em dois momentos distintos do jogo: o primeiro, com base numa parte mais inicial do jogo, cheio de muita ação, e uma segunda parte com foco mais na história, apresentando algumas das personagens que acompanham Wolverine. Algumas destas já conhecíamos, com Sabertooth, Mystique e Jean Grey a darem a cara em alguns trailers passados, mas houve ali algumas surpresas que não estava nada à espera. Até porque ando a evitar um pouco novidades sobre o jogo, para ser apanhado desprevenido, como aconteceu nesta sessão.


Falando na primeira parte desta demonstração, saltamos logo para a ação numa missão de resgate que conta com muito, mas muito sangue. Aliás, se há algo que destaco logo nestas primeiras impressões é que, ao contrário do que podemos estar habituados nas séries de animação ou adaptações para filmes, e até mesmo em jogos, este jogo aposta num tom mais violento, sério, ou até mesmo cru. Logo nos primeiros minutos via um banho de sangue, desmembramentos, tudo a acompanhar a ação frenética que nos é apresentado. Dos pedaços de corpos a voar, cabeças a serem arrancadas, sangue a jorrar tanto nos inimigos como em Wolverine, o tom que o jogo está a apresentar deixou-me contente, até porque é isto que espero de um título onde o protagonista tem garras de adamantium, capaz de cortar tudo facilmente.

A ação soube particularmente bem! Todo o combate é fluído, constante, com os momentos certos para o descanso, aproveitando-os para alguma conversa entre personagens, e aqui estava acompanhado de Mystique e Sabertooth, o que desenvolveu bem ambas as personagens nesta parte (aparentemente) inicial do jogo. Aos poucos eram-me ensinados truques, combinações de ataques que iam de saltar de inimigo em inimigo, a viscerar tudo e todos através das bem icónicas garras de adamantium, de Wolverine. Os inimigos eram muitos, mas a energia de Wolverine superava, e após um banho de sangue estava pronto para a vaga de inimigos seguinte.


E foi assim missão fora, sem grande desafio até então, mas que me deixou sempre a querer mais! Se há algo que não atinei foi o parry: uma mecânica bem comum nos jogos de ação, mas talvez por estar "demasiado" habituado e mentalmente formatado para os parries nos jogos da FromSoftware, não consegui acostumar-me ao timing certo em Wolverine, algo que deve mudar assim que me dedicar ao jogo, quando o começar. Mas de resto, as habilidades que ia aprendendo em pouco tempo, tal como as diferentes combos que me eram apresentadas, tornaram toda a experiência muito satisfatória, e estou ansioso por ver todos os truques que Logan tem para nos mostrar!

Houve um combate derradeiro em toda a sessão, uma luta contra um (quase) Sentinel que me fez suar um pouco pela primeira vez na sessão, até porque cada ataque que levava dava uma boa dose de dano, e não há bem um modo fácil de recuperar vida. Uma das características de Wolverine é a sua recuperação — aliás, é o seu principal poder como mutante — e esta parece estar bem retratada no jogo, pois recuperamos vida assim que as coisas acalmam, ou através de um ou outro ataque e habilidade. Mas, sem dúvida que o combate contra este Sentinel foi dos momentos mais altos da sessão, talvez foi até mesmo o mais marcante, acompanhando pela revelação de Nathaniel Essex, que desconhecia até aqui que estava neste jogo, uma personagem que deixo a descobrir sobre quem é.


É aqui que surgia a segunda parte da demonstração, agora mais calma dedicada a mostrar momentos calmos entre personagens, explorando em breves minutos cada um deles. Logan, despido do icónico fato amarelo para algo mais casual, interagia com algumas personagens como Mystique, Sabertooth, Jean Grey e outros mais, traçando um tom mais sóbrio, ou sério, para um momento mais tardio no jogo. E foi bom este equilíbrio, mesmo se fosse uma sessão para experimentar o jogo, acredito que vamos estar sempre a alternar entre partes de ação frenética, e outras dedicadas à narrativa, até porque foi isso que os Marvel's Spider-Man ensinaram-nos no passado. Foi nesta parte mais calma que me apresentaram também uma espécie de breves desafios, estilo time-trial onde tinha de chegar a determinado sítio, ou derrotar inimigos rapidamente, em troca de melhores recompensas quanto mais rápido for.

Visualmente? Incrível! Toda a sessão foi feita numa PlayStation 5 Pro, o que ajuda a traçar melhor os gráficos, mas tudo estava detalhado, sempre fluído e com belíssimos visuais, destacando bem a direção artística e os momentos de ação sempre constantes. Personagens que há muito acompanho da Marvel ganham aqui nova vida, e foi curioso ver os diferentes fatos de Wolverine, muitos deles referências, e o quão danificados ficavam em combate: não conseguia sair de uma batalha sem que o uniforme (ou roupa) de Wolverine não ficassem cortadas em pedaços.


Agora só resta mesmo esperar pelo lançamento de Marvel's Wolverine a 15 de setembro, que, honestamente, é o meu lançamento da PlayStation 5 mais aguardado para este ano, não só por adorar o trabalho que a Insomniac Games trouxe ao universo de Spider-Man, mas principalmente por os ver a apostar num outro mundo da Marvel, ao que sou ainda mais fã!

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