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15 de junho de 2013

Retrospectiva F-Zero – Parte 3

Ilustração: Joel Sousa (joelchan.deviantart.com)
Em colaboração com Ivo Silva, já vosso conhecido do nosso Especial Fire Emblem, partilhamos aqui uma excelente coluna do seu blog Art'in (culturaeartepop.blogspot.pt), desta vez dedicada à série de jogos de corridas futuristas F-Zero.

Esta é a primeira parte de uma retrospectiva que será acompanhada pelo Meus Jogos DS e coincide com o mais recente projecto de Shiryu Music intitulado "F-ZERO GO FAST!" – o primeiro volume "Age of SNES" já se encontra disponível para download aqui.


Introdução 

O pai dos jogos de corridas futuristas surgiu, pela primeira vez, em 1990, pelas mãos da Nintendo EAD. F-Zero foi uma série que se tornou conhecida pelo seu sentido de velocidade, por personagens únicas, das quais se destaca o lendário Captain Falcon, pelos cenários vertiginosos, por uma dificuldade elevada e pela sua banda sonora excepcional. Nesta retrospectiva que vos apresento a seguir, vamos falar acerca da evolução da série, desde os seus primórdios, até aos tempos de hoje. A terceira parte está bem aqui. Apertem bem os cintos, vai ser uma viagem alucinante.

Presença em força na GBA

O quarto título da série F-Zero não seria lançado para uma consola doméstica, mas antes, marcaria a sua estreia no mercado portátil. Desenvolvido como título de lançamento para a GBA, pela ND Cube. F-Zero Maximum Velocity chegaria às lojas japonesas a 21 de Março de 2001. Em Junho do mesmo ano, nos dias 11 e 22, o jogo seria dado a conhecer a americanos e europeus, respectivamente. A 16 de Dezembro de 2011, o jogo seria lançado, gratuitamente, para a 3DS como parte da promoção Embaixadores. Maximum passa-se 25 anos depois do original e conta com 10 participantes.


É o único F-Zero sem a presença das quatro personagens originais, que são substituídas por descendentes seus, por motivos da história. Existe um carro bastante similar ao Blue Falcon, do Captain Falcon, que é pilotado por alguém que afirma ser filho deste. O seu nome é Ken Akechi. No geral, o jogo mantem as características da série. Com a dificuldade a manter-se intacta. O modo Gran Prix regressa, com quatro taças e quatro modos de dificuldade. De início, apenas as taças Pawn, Knight e Bishop estão disponíveis, mas a vitória em todas elas, vai abrir a última taça, Queen.


De salientar que o link cable do GBA é, totalmente, explorado por este jogo. Usando o cabo, e com apenas um cartucho, era possível, aos jogadores conduzirem carros genéricos, numa única pista, a Silence. Se tivéssemos dois cartuchos, qualquer dos veículos estaria disponível e qualquer pista poderia ser disputada. Como acontecia com o jogo original, também este usufruía do uso do Mode 7, para dar uma ilusão de profundidade. Maximum Velocity, embora, bem cotado, venderia muito menos que o seu antecessor. Depois de uma parceria, muito bem conseguida com a sua antiga rival, a Sega, em FZero GX, para a Game Cube, a grande N voltou a virar-se para o mercado portátil. Vai ser para o GBA que vão sair os dois últimos títulos da série.


Ambos desenvolvidos pela Suzak. Em 28 de Novembro de 2003, é lançado F-Zero GP Legend, no Japão. O jogo sairia na Europa, a 4 de Junho de 2004 e nos EUA, a 20 de Setembro do mesmo ano. Legend tem um gameplay similar ao do primeiro F-Zero, mas vai manter algumas características de X e GX. O boost é usado como no X e mantêm-se os ataques laterais de GX. São acrescentadas mais quatro personagens, o que eleva o jogo para um total de 34.


Inicialmente, todavia, apenas se pode jogar com Pico, Dr Stewart, Captain Falcon e Ricky Wheeler. (ou Ryu Suzaku, como é conhecido no Japão). As quatro novas personagens, Ricky incluído, são todas provenientes da série de anime do F-Zero, que tinha estreado na altura. Dos 51 episódios, apenas 13 deram no Ocidente, pelo que a série não gracejou de grande popularidade. Assim como neste jogo, o foco passou a ser Ricky e não o tradicional Captain Falcon.



Todos os modos de jogo regressam, com ênfase maior no Story Mode, de cinco missões. (seis se jogarmos com Ricky ou Falcon) Regressa, também, a função multiplayer, via link, que já havia gracejado Maximum Velocity. A versão japonesa de Legend foi um dos poucos jogos que se podia ligar a um E-Reader. As E-Cards eram processadas e transformadas em data usável no cartucho. Tal tecnologia não chegaria, todavia, até nós, devido à impopularidade do E-Reader.


A sequela directa de Legend sairia a 21 de Outubro de 2004. F-Zero Climax foi, somente, lançado no Japão. Visto mais como uma expansão de Legend, do que como um novo jogo, Climax não foi muito bem cotado. Uma das poucas novidades que trouxe para cima da mesa foi a introdução do modo Survival. De resto, o jogo que foi um dos candidatos a uma localização, é muito similar ao anterior.



Daqui a uma semana, acompanhe a última parte desta Retro, enquanto retrocedemos no tempo, para vos mostrar aquele que é considerado por fãs e críticos, como o maior jogo da série, F-Zero GX, para a Game Cube. Não percam. Entretanto, fiquem com uma música do álbum lançado, recentemente, por Shiryu. Para mais, da sua música, consultem os seguintes links: http://shiryumusic.no.sapo.pt/
                                              https://facebook.com/ShiryuMusic


Para a primeira parte da retro, consulte http://culturaeartepop.blogspot.pt/2013/05/retrospectiva-f-zero-parte-1.html?view=flipcard

Para a primeira parte da retro, consulte http://culturaeartepop.blogspot.pt/2013/05/retrospectiva-f-zero-parte-2.html?view=flipcard

Escrito e Publicado por Ivo Silva
Música de Shiryu
Desenho de Joel Sousa