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Análises

23 de fevereiro de 2017

Vencedores do Passatempo: Vem jogar Nintendo Switch com o Meus Jogos!


Chegou ao fim o passatempo que colocou os fãs da Nintendo a espalhar a hashtag #QueroJogarNintendoSwitch e com publicações bastante emotivas, desde fotografias das coleções de jogo a memórias com a Nintendo e até mesmo sobre a relação com o Meus Jogos! Queremos agradecer a todos os participantes, mas tínhamos apenas 8 vagas disponíveis. Os vencedores estão a ser contactados pela nossa equipa com as indicações necessárias para participar.

Segue então a lista de vencedores, por ordem alfabética!
  • António Chumbo
  • "Enri Pantsu"
  • Filipe Barreiros
  • Gabriel Nunes
  • Guilherme Tavares
  • Gonçalo Morgado
  • Marco Silva
  • Nuno Casteleira
Divirtam-se!
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Unboxing: Nintendo Switch + Legend of Zelda: Breath of the Wild


A Nintendo Switch já chegou ao Meus Jogos e por isso mesmo não podíamos deixar de partilhar com os nossos leitores o vídeo de unboxing da consola, juntamente com o jogo The Legend of Zelda: Breath of the Wild! Isto significa que poderão em breve contar com as nossas análises tanto da consola como deste e outros jogos para a Nintendo Switch.

Vejam aqui o vídeo:


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Disgaea 5 Complete: edição limitada para a Switch



Após o anúncio para a versão norte-americana e alguma incerteza se chegaria à Europa, foi finalmente anunciado Disgaea 5 Complete Limited Edition para a Switch, jogo com lançamento previsto a 26 de maio. Se quiserem assegurar esta edição especial, poderão fazer já a pré-reserva através do site oficial! [link]

Esta edição traz uma cópia do jogo com capa reversível, 2 discos com 30 músicas, um art book, um clips e 2 pósters. O jogo em si é a versão completa de Disgaea 5, já disponível na PS4, e tem incluído todos os DLCs disponíveis lançados entretanto. É um título a considerar se gostam de jogos de estratégia, com algum humor característico que tem vindo a ser uma das marcas da série Disgaea.

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22 de fevereiro de 2017

Antevisão: Ultra Street Fighter II HD - The Final Challengers

Antevisão por Patrício Santos

Ainda no evento de antestreia da Nintendo Switch, também tive o prazer de jogar algo que tinha vontade de experimentar, embora não fosse qualquer novidade. Ultra Street Fighter II HD The Final Challengers foi um dos jogos que, quando este fora anunciado para o lançamento da Switch, eu não sabia se havia de ficar feliz ou desiludido por várias razões.

Em primeiro lugar, trata-se de um jogo que, no fundo, já jogamos vezes sem conta: Estamos em 2017 e vamos voltar a pegar em Street Fighter II? E porque não trazer Street Fighter V para a nova Nintendo? Em segundo lugar, o HD do jogo é um tanto estranho, fazendo lembrar jogos Flash de telemóvel.

No entanto, é inegável que todos os velhos jogadores continuam a jogar Street Fighter II nem que seja pela nostalgia, e com Ultra Street Fighter II HD The Final Challengers vamos ter a oportunidade de reviver esses tempos não só na TV como no modo portátil. Como temos dois Joy-Con com a consola, mais fácil será para jogar contra um amigo, estejamos onde quer que seja. Infelizmente, só se pôde testar a versão HD do jogo, mas fiquem a saber que o produto final terá o modo retro com o grafismo das velhas Arcades. Além disso o jogo traz uma boa variedade de personagens, e finalmente temos também Violent Ken incluído e personagens como Akuma e Evil Ryu.

Para os fãs acérrimos da série Street Fighter, penso que ter este clássico na biblioteca é um obrigatório, isto por termos a opção de o jogar em casa ou levar conosco para qualquer lado sem termos de nos preocupar com comandos graças aos Joy-Con. Podem contar com um Street Fighter à moda antiga tanto em gráficos como em jogabilidade, com a possibilidade de o jogar em HD, e começar a dar uma tareia aos vossos amigos seja dentro ou fora de casa.

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Antevisão: Super Bomberman R

Antevisão por Patrício Santos

No evento de antevisão da Nintendo Switch, foram precisos quatro voluntários para testar o mais recente jogo Bomberman, de nome Super Bomberman R. No ano em que se celebra o seu trigésimo terceiro aniversário, nada como a nova consola receber um jogo exclusivo do mestre em bombas no mundo dos videojogos.

Super Bomberman R não era um jogo pelo qual tinha grandes expetativas, mas tudo mudou a partir do momento em que segurei no meu Joy-Con e comecei a atirar bombas aos meus adversários. Jogamos cerca de 4 partidas, no qual deu perfeitamente para avaliar o modo multiplayer. Uma arena típica dos jogos Bomberman, com os 4 bombistas a começarem o jogo um em cada canto desta arena, e deu para entender que o caos estava para vir assim que cada um dos jogadores se aproximasse dos adversários em batalha. Além disso, algo muito importante a referir acerca de Super Bomberman R foi a diversão que o jogo proporcionou a todos os quatro jogadores que o testaram. As gargalhadas, essas eram imensas, sentimos que a jogabilidade e a essência de Bomberman estava bem presente.

Não sei quantos de vocês jogaram Bomberman World, no meu caso foram horas e horas agarrado à playstation com o meu irmão a jogar o modo multiplayer. Após anos de ter jogado esse velho clássico, o regresso do Bomberman na minha vida foi espantosa, senti mesmo que este pode muito bem vir a ser um dos jogos mais divertidos na Swtich e que estará disponível assim que a consola chegar ao mercado no dia 3 de março.

É evidente que foi apenas testado o modo multiplayer, tendo conhecimento da existência do modo campanha mas que infelizmente não estava disponível para testar. Por isso não podemos afirmar já que o produto final seja fraco genial ou mediano, mas quanto ao modo multiplayer, a diversão está mesmo garantida. O grafismo e a jogabilidade simples e eficaz são provas de que Bomberman ainda tem umas bombas para lançar e fazer explodir a bateria dos Joy-Con com horas de jogo, se é que me fazem entender.

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21 de fevereiro de 2017

Antevisão: Sonic Mania

Antevisão por Patrício Santos

Um dos jogos que tive o prazer de experimentar na antevisão da Nintendo Switch foi Sonic Mania, que não deixou de ser uma das maiores surpresas, isto porque pela lógica seria apenas mais um jogo Sonic que desta vez transpirava apenas nostalgia devido ao seu regresso às raízes.

A verdade é que, a partir do momento que peguei na Switch e iniciei o jogo, não foi apenas o sentimento nostálgico que veio à flor da pele. A sua qualidade está a olhos vistos, tanto a nível gráfico, que como é óbvio está ao estilo da velha Mega Drive de 16 bits, como também o HD brilhante e colorido apresentado no modo portátil da Switch. Mas como tudo, os gráficos não são o ponto fulcral de um videojogo na minha opinião, e Sonic Mania não quis apenas mostrar o seu lado bonito retro mas sim a sua qualidade em termos de jogabilidade e design de níveis. Além disso, algo que marcou todos os velhos jogadores do ouriço azul foram sem dúvida alguma as músicas, e a equipa por detrás de Sonic Mania realizou um trabalho de sonho que será certamente aplaudido por todos.

A acrescentar também o facto de não ser um simples Sonic em que percorremos o nível à velocidade supersónica, mas sim ter o cuidado com os obstáculos e plataformas presentes nos níveis. Senti a necessidade de parar e pensar qual a melhor forma de prosseguir, e não apenas correr que nem um louco até chegar ao final do nível sem perder anéis. Realmente gostei imenso de todos os pormenores envolvidos no projeto pois notou-se um esforço grande para que o jogo não fosse repetitivo e simples. Se existia um receio em relação ao que poderiam fazer com/em Sonic Mania, podem ficar descansados porque este novo Sonic será muito provavelmente um dos melhores senão o melhor Sonic 2D feito até à data.

Agora resta-nos esperar pelo produto final, pois as minhas primeiras impressões foram extremamente positivas, e podem ter a certeza absoluta que os verdadeiros fãs vão sentir-se em casa com este Sonic, e quanto aos jovens jogadores que nunca conheceram o ouriço em 2D, o convite está feito para fazerem uma viagem ao passado com este novíssimo jogo.

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20 de fevereiro de 2017

Antevisão: 1-2-Switch


Um dos jogos de lançamento da Switch, e que tem sido uma das apostas da Nintendo, é 1-2-Switch, um curioso jogo em que o uso da TV é praticamente descartado, tornando a sala de estar (ou um dos jardins fantásticos que temos visto nos trailers) na sala de jogo. Admito que foi alguma reticência que comecei a jogar 1-2-Switch, mas em poucos minutos estava completamente à vontade a jogar os mini-jogos disponíveis no showroom da Nintendo em Lisboa.


Este é um curioso título de introdução à Switch, um jogo cujo público alvo é, sem muitas dúvidas, os adultos. Não que os mais novos não se possam divertir com ele, mas o jogo proporciona um ambiente que gera desde todo um conjunto de piadas "impróprias" ou innuendos, a rivalidades rápidas. É talvez uma tentativa de re-criar o ambiente Wii Sports, sem fazer outro jogo igual. Mas existindo comparações este aproxima-se imenso de WarioWare, muito devido ao formato de "estranhos" mini-jogos, e até mesmo os menus do jogo nos recordam dos splash-screens dos jogos de Wario Ware. Simplesmente abandona as ilustrações e personagens da série, trocando-os por pessoas (reais) com fatiotas a rigor.


Os jogos que pude experimentar foram Quick Draw, Milk e Ball Count. O primeiro coloca-nos frente a frente com o nosso adversário, tal e qual no faroeste, e o primeiro a apontar o Joy-Con e disparar, ganha. Milk é sobre ordenhar vacas, em que movemos o Joy-Con verticalmente, em movimentos suaves e precisos (voltamos novamente aos innuendos), enquanto premimos os botões L e R. Já Ball Count último consiste em adivinhar quantas bolas temos dentro de uma caixa, e aqui é onde os Joy-Con brilham! É mesmo uma situação de ver, ou melhor, sentir para crer, pois aqui sentíamos literalmente desde o deslize das bolas, ao momento em que elas embatem nas "paredes" da caixa, e mesmo entre elas.


Mas ao contrário do habitual o objetivo em 1-2-Switch é olhar o adversário nos olhos, o que nos permite distrair ou até mesmo intimidar quem enfrentamos. Não é suposto olhar para o ecrã, embora este apresente algumas animações do jogo atual, permitindo uma experiência que não estamos habituados a ver noutros party-games, em que a TV é vital. É uma experiência bastante diferente, que consegue explorar desde o HD-Rumble à partilha de Joy-Cons da Switch, dois elementos que a Nintendo tem dado bastante destaque.

Uma publicação partilhada por Meus Jogos (@meusjogos.pt) a
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14 de fevereiro de 2017

The Legend of Zelda: Breath of the Wild terá conteúdos adicionais


Numa revelação surpreendente para os fãs de Legend of Zelda, a Nintendo anunciou hoje que o jogo Breath of the Wild terá disponível um pacote de expansão que poderá ser adquirido por 19,99€ tanto na versão para a Nintendo Switch como para a Wii U. Os conteúdos serão disponibilizados em duas fases, uma no verão e outra no inverno de 2017.

Ao adquirir o Expansion Pass, três baús do tesouro irão surgir dentro do jogo na área do Great Plateau. Um destes baús irá conter uma t-shirt com o logótipo da Nintendo Switch que o Link poderá equipar na sua aventura. A t-shirt será exclusiva da expansão. Os outros dois baús irão conter itens úteis não divulgados pela Nintendo.

O primeiro pack de conteúdos será disponibilizado no verão e irá adicionar um desafio "Cave of Trials", um novo modo de dificuldade "Hard" e uma nova funcionalidade para o mapa do jogo, ainda não revelada.

O segundo pack sairá perto da altura do Natal 2017 e irá adicionar novos desafios que acrescentam uma dungeon completamente nova e uma nova história original.


Os conteúdos da expansão serão idênticos nas versões para a Nintendo Switch e Wii U, e os packs de conteúdos não poderão ser adquiridos individualmente. O conceito de DLC é algo completamente inédito na série The Legend of Zelda e poderá ser algo controverso para os fãs que esperam do jogo uma experiência definitiva.

Poderá a Nintendo estar a preparar uma "Game of the Year Edition" do jogo para ser lançada em 2018 já com todos os conteúdos, como acontece habitualmente com as principais franquias de jogos modernos?
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9 de fevereiro de 2017

Passatempo: Vem jogar Nintendo Switch com o Meus Jogos!


Oito leitores do Meus Jogos irão poder experimentar a Nintendo Switch e os seus jogos antes do dia de lançamento e tu podes ser um deles! Vê aqui como participar!

Onde e Quando?

A Nintendo lançou o desafio e não podíamos deixar passar esta oportunidade de levar os nossos leitores a uma sessão exclusiva no showroom Nintendo Friends, em Lisboa - Parque das Nações, no próximo dia 28 de Fevereiro (terça-feira de Carnaval), entre as 17:00 e as 19:30! Nesta sessão poderão experimentar vários jogos de destaque como Legend of Zelda: Breath of the Wild, Mario Kart 8 Deluxe, 1-2-Switch ou Splatoon 2, entre outros, e sentir nas mãos a impressionante tecnologia dos comandos Joy-Con!

Como Participar?

Para participar neste passatempo, terás de fazer uma publicação no teu Facebook pessoal e cumprir os seguintes requisitos:
  • O post deverá estar público e incluir a hashtag #QueroJogarNintendoSwitch.
  • O post deverá marcar a página do Meus Jogos para que o possamos encontrar.
  • No post, terás de explicar a razão pela qual te devemos escolher para ser dos primeiros a experimentar a Nintendo Switch!
  • Serão aceites todas as participações efetuadas até dia 21 de fevereiro às 23:59.
Os oito vencedores serão escolhidos pela equipa do Meus Jogos entre todas as participações que cumpram os requisitos acima indicados, com base nas melhores razões para ganhar indicadas nos respetivos posts! Os resultados serão publicados no dia 23 de fevereiro e os vencedores serão contactados através do Facebook por alguém da equipa do Meus Jogos.

Muito importante: certifica-te de que podes mesmo ir! Relembramos que a sessão será na zona do Parque das Nações, Lisboa, no dia de Carnaval (28 de fevereiro) das 17 às 19:30.

Boa sorte!!

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8 de fevereiro de 2017

Nioh


Nioh é, sem muitas dúvidas, um Dark Souls feito à moda da Team Ninja, onde o ecrã de Game Over é algo que vemos vezes sem conta. Aqui o mínimo descuido resulta numa morte certa, sendo que é preciso estar (quase) sempre 100% atento tanto aos cenários como os inimigos. Nesta aventura tomamos o papel de William Adams, aquele que viria mais tarde a ser o primeiro samurai ocidental, que o Japão veio a conhecer.

É um jogo baseado na história do Japão em 1600, com figuras históricas desse período (pós Sengoku e antes de Edo), este em que os portugueses tiveram influência ao levar para lá armas de fogo. Mas a história serve apenas como base, pois em Nioh a fantasia reina, com uma história em torno de Guardian Spirits, criaturas especiais que protegem alguns personagens e ainda Amrita, um tipo de energia que se manifesta em forma de cristais. Contudo o enredo é relativamente simples, e não perde muito tempo a explorar as várias figuras históricas que vão aparecendo.

Começo com um pequeno à parte: como fã de RPGs, Dark Souls é uma série que "gostava de gostar", ou seja, sempre me interessou mas a dificuldade frustrante é algo que me afastou. Ao começar Nioh respirei fundo, e mal tive controlo de William consegui surpreender o meu primeiro inimigo, derrotando-o sem qualquer dificuldade usando apenas os punhos. "Bem, nada mau!" pensei, e em poucos minutos já estava bem equipado, confiante e prestes a enfrentar qualquer inimigo sem dificuldade. Este foi o meu primeiro erro grave, pois em pouco tempo fui atirado ao chão, e morto tão depressa que nem pestanejei.

Nioh não perdoa, e a sua dificuldade é resultado de ser impiedoso! Qualquer passo em falso ou más investidas resultaram em morte certa. Esta é a essência do jogo, o desafio está em receber qualquer luta como decisiva, ler os movimentos do adversário enquanto não nos colocamos em perigo, à mercê de mais inimigos ou até mesmo do ambiente, e para sobreviver temos de saber defender, esquivar e atacar no momento certo. Existem vários factores a ter em consideração, desde o tipo de arma que mais se adequa ao nosso estilo de jogo, ao próprio peso da armadura que equipamos, sendo que se for demasiado pesada nos torna um alvo fácil (embora resistente). O desafio é também mais focado na luta contra os imensos adversários, e não o estar sempre preocupado com armadilhas, já que estas não são muitas.

Um dos aspectos onde o jogo brilha é na jogabilidade, e quase tão importante como o HP é a stamina, neste jogo retratada como Ki, em que quase todas as ações do jogo a consomem. Outro factor fundamental são as 3 posições de combate: High, onde usamos ataques fortes a custo de bastante Ki; Mid, mais defensiva e ideal para ataques certeiros; e ainda Low, com ataques baixos, fracos mas rápidos e que consomem pouco Ki. Dominar estas Stances é tão importante para a nossa sobrevivência como saber esquivar ou defender, e saber quando trocar de posição dá-nos uma boa vantagem na luta.

Ficar sem Ki deixa-nos vulneráveis, e para evitar isto temos os Ki Pulses: ao terminar um ataque, premimos o botão e recuperamos parte do Ki. À medida que avancei no jogo fui aprendendo novos ataques, juntamente com Ninjustu e Onmyo Magic, que me davam vários utensílios para lutar, desde bombas a itens para recuperar energia. Em poucas horas de jogo já estava completamente à vontade com a jogabilidade, e sentia que o flow de ataques parecia uma dança de espadas (entre outras armas), resultando numa jogabilidade extremamente gratificante, e sempre fluída.

Contudo o jogo conta com isto e vai oferecendo novos desafios, alguns deles que pareciam impossíveis, e me deixaram várias horas a enfrentar certos bosses, deixando-me completamente frustrado. Ao mesmo tempo sentia-me empolgado, ansioso, várias vezes irritado ao perder contra bosses quando tinham apenas milímetros na barra de vida. Já agora, estes bosses são geralmente monstruosos, e há bastante detalhe no seu desenho, tornando-os memoráveis pelo seu aspecto, e não só pelas tentativas frustradas de os matar. Quando finalmente os derrotava e terminava a missão, a vitória sabia extremamente bem, dando uma motivação extra para enfrentar a missão seguinte, e por sua vez enfrentar novos desafios.

Foi algo que me agarrou e o jogo vicia imenso, pelo simples facto do desafio estar à altura do que podemos fazer com William. Das armas que fui explorando, dei por mim a ficar pela típica espada de samurai, e uma lança, compensando o alcance curto da espada. Adaptei-me ao jogo, e ele soube entregar um bom desafio, e mesmo ficando imensamente frustrado em certas ocasiões, voltava para tentar concluir a missão. Cada missão trazia ainda novos cenários, todos eles bastante belos, e esses traziam novas ratoeiras, e alguns novos demónios, isto é, Yokai. O meu estilo de combate também se adaptou: os ataques de soldados humanos eram mais fáceis de defender ou deflectir, enquanto que os demónios eram mais erráticos, imprevisíveis por vezes, e dei por mim a esquivar-me com mais frequência.

E se os desafios possíveis fossem poucos, temos ainda Bloody Graves, as campas de outros jogadores em que podemos enfrentar uma espécie de espectro deles, bastante mais difíceis que os inimigos comuns, mas não tanto como os bosses, e as recompensas são muitas. Existem ainda guerras entre clãs, a que participamos juntando-nos a um dos vários clãs à escolha, e recolhendo glória (que depois podemos usar para comprar itens especiais). Há mesmo várias coisas para fazer no jogo, grande parte delas opcionais, e que vão sendo entregues aos poucos de modo a dar-nos tempo para as explorar devidamente.

Para nos proteger dos vários perigos temos os Guardian Spirits: criaturas mágicas que vamos encontrando pelo jogo, que podemos invocar resultando numa espécie de modo quase invencível, que dura alguns segundos. Há vários para conseguir, quer através da história ou de missões secundárias, e cada um deles tem características próprias que nos permite, ainda mais, costumizar o modo como jogamos. Há várias coisas para escolher relativas à costumização, sendo acessíveis para os fãs de jogos de ação mais simples, mas com bastantes escolhas para os que procuram algo mais complexo.

Como apontei durante a análise o jogo é um bom desafio, mas a qualquer momento é possível convidar outros jogadores para se juntarem à nossa missão, tornando-a drasticamente fácil. Não escalando a dificuldade dos níveis, não só os inimigos morriam sem quaisquer problemas, como os bosses eram derrotados rapidamente. Alguma da dificuldade do jogo é também proveniente de momentos aleatórios, entre sair ou não alguns itens importantes para a sobrevivência, a alguns movimentos sem qualquer aviso prévio, por parte dos bosses.

Voltando um pouco à história, infelizmente esta é um pouco mal desenvolvida: muitas sequências in-game são literalmente despejadas entre missões, embora o jogo conte com sequências ilustradas bastante bonitas. Existe, contudo, uma representação fiel do Japão daquela época, devidamente acompanhada com cenários bastante detalhados e ainda informações adicionais, dentro de menus, sobre as figuras históricas que vão aparecendo. A banda sonora que acompanha bem o jogo, embora seja pouco memorável, e o voice-acting está bem conseguido, sendo que é algo estranho ver William a falar em inglês com os personagens, e estes responderem em japonês, algo que é "explicado", mas que ainda assim é bastante estranho.

Para os fãs de especificações técnicas (semelhantes aos que encontramos nos jogos de PC), o jogo permite escolher entre 3 modos de gráficos: fluído, a 60 frames por segundo, um cinemático com visuais mais detalhados, mas "presos" nos 30 fps, e outro com muito detalhes, mas que vai variando de fluidez, dependendo da zona. Optei sempre por jogar em 60 fps, pois a jogabilidade fluída é vital para o jogo, e mesmo que não tivesse os detalhes extra, o jogo brilha visualmente, devido ao detalhe dos cenários.


No geral, a experiência tem sido muito familiar (o que estranhei, por nunca ter jogado Dark Souls), e Nioh lembrou-me por vezes o clássico da Capcom Onimusha. Desde o absorver amrita ao derrotar inimigos, ou até mesmo lendo as "almas" dos humanos que morreram em combate, e ouvindo os seus últimos suspiros, sentia que estava a jogar um "Onimusha dos dias de hoje". Talvez seja um ótimo jogo a recomendar para os que adoraram o clássico da PlayStation 2, mas acima de tudo, um viciante jogo mais que obrigatório para os fãs de Dark Souls e da cultura oriental!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela SIEE.
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1 de fevereiro de 2017

Poochy and Yoshi's Woolly World

Análise por Patrício Santos

Após dois anos do lançamento original na Nintendo Wii U, Yoshi regressa a este mundo colorido e fofo inteiramente feito de lã, desta vez com novo conteúdo e em formato portátil. Nesta nova versão do já encantador Yoshi’s Wooly World, vamos reviver a aventura fantástica do famoso dinossauro verde da Nintendo, caminhando por mundos totalmente coloridos e com um design incrível. Uma aventura que será certamente ainda mais agradável para quem não jogou anteriormente, pois terá o prazer de a jogar pela primeira vez e conhecer o nosso querido Yoshi feito de lã! Caso queiram saber mais acerca da versão doméstica do jogo podem ler aqui a nossa análise da versão Wii U.

O jogo inicia tal como a versão Wii U, mas ligeiramente diferente devido às limitações da consola portátil, invés da Craft Island ser redonda, deparamo-nos com uma Craft Island em linha reta. No entanto, a estória mantém-se do jogo original, onde o clã dos Yoshi’s relaxa e vive pacificamente até surgir o impiedoso Kamek a fazer das suas, descosendo todos os Yoshi’s presentes na ilha e transformando-os em novelos, restando só aquele que nós controlamos. Assim iniciamos a nossa aventura de forma a salvar os amigos dinossauros.

   

Tal como acontece na versão Wii U, ao iniciar o jogo temos a oportunidade de escolher se queremos jogar no modo clássico, ou seja, o normal, ou o modo Mellow, que basicamente é o modo fácil do jogo e que nos permite voar pelos níveis. Além disso, nesta versão teremos disponíveis três Poochy. Para quem desconhece, os Poochy são cães também eles feitos de lã e que estarão constantemente a ajudar-nos, estejamos em apuros ou não. O trabalho deles é procurar por linhas e indicar-nos os segredos mais recônditos do jogo, o que facilita claramente a vida ao jogador caso este não esteja muito disposto em explorar os níveis a fundo, contando assim com os pequenos cães a apoiar-nos a toda hora, uma novidade desta versão do jogo. Já no modo clássico teremos de ser nós próprios a preocupar-nos com a exploração e a busca incessante dos segredos que cada um dos níveis contém. Como é óbvio, os primeiros níveis terão sempre uma dificuldade reduzida quando comparado com os níveis finais, por isso podem contar com um jogo em que o desafio vai crescendo à medida que avançamos pelos mundos.

Quanto ao novo conteúdo disponível, para além de no modo Mellow termos o apoio dos Poochy, podem contar com um Yoshi Theatre, onde todos os dias podemos assistir a uma curtíssima metragem entre Yoshi e o nosso fiel amigo Poochy, e posso garantir que as animações são completamente incríveis, belíssimo trabalho de produção – a equipa que realizou está de parabéns. Continuando com estas pequenas sessões de cinema, elas são desbloqueadas diariamente, por isso após assistirem a uma, só terão a possibilidade de ver a próxima no dia seguinte, o que fará com que joguem diariamente Poochy & Yoshi’s Wooly World. No final de cada curta animação surge uma questão, se respondermos corretamente à questão obtemos missangas como recompensa. Por fim, no que toca ao conteúdo novo nesta versão, temos também o Yoshi Hut onde podemos mudar as cores e design do nosso Yoshi com os novelos que encontramos pelos níveis fora ou usando como na Wii U um amiibo, personalizando assim o nosso Yoshi. Sendo esta a versão portátil, não podia faltar a função StreetPass para a partilha destes Yoshi’s entre as consolas 3DS. No Poochy Hut temos várias missões extras para serem jogadas com o cão Poochy, que serão desbloqueadas enquanto progredimos na estória principal do jogo e concluímos algumas das missões presentes nesta casota do Poochy.

   

Falando acerca do grafismo, é natural que não seja tão encantador e charmoso como na Wii U onde podemos contar com um visual HD incrível, no entanto mantém-se a fluidez do jogo original, o que me agradou imenso, mesmo a sua jogabilidade, que está no ponto exato, impossível alguém se queixar de uma jogabilidade tão refinada para um jogo de plataformas. Desta vez têm a possibilidade de escolher usar o giroscópio ou então o tradicional sistema de lançar os novelos de lã aos inimigos, apesar de eu preferir o sistema tradicional, sendo este modo uma novidade, fiz questão de usar o giroscópio, e posso dizer que este funciona de maneira impecável. O efeito do 3D no jogo pouca diferença faz, ainda por cima trata-se de um jogo que veio duma consola doméstica e a necessidade de criar algo propositado para que o efeito 3D fosse relevante seria desnecessário. Mesmo que joguem com ou sem o 3D ativo, tudo se mantém de forma visualmente bonita e colorida. Será apenas uma questão pessoal caso queiram ver alguns pormenores em 3D, o que sinceramente não fez muita diferença.

Algo que é importante referir é a sua banda sonora, embora seja a mesma que está presente na versão anterior, em Poochy & Yoshi’s Wooly World ela continua maravilhosa e encantadora, tal como sempre fomos habituados por parte da Nintendo. Umas melhores que outras como é evidente, mas a magia está lá, assim que começamos um nível esboçamos um sorriso de felicidade só de ouvir uma música que nos faz transmitir uma pacificidade inigualável, e nos dá um prazer ainda maior de jogar enquanto assobiamos apaixonados pela sua melodia.


Concluindo, Poochy & Yoshy’s Wooly World é a versão definitiva do jogo. Conta com mais conteúdo, é uma versão que podem jogar em qualquer lado a qualquer hora, e mantém a qualidade do original. O único senão desta versão é mesmo o grafismo que é claramente inferior ao HD vivo que nos é apresentado num plasma/LCD. No entanto, se nunca jogaram o original, posso e devo recomendar esta versão, isto porque o jogo mantém toda a diversão e ainda adiciona conteúdo fresco, além disso é decididamente um dos melhores jogos de plataformas que podem adicionar já na vossa biblioteca da Nintendo 3DS.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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26 de janeiro de 2017

Overwatch: Guia para o Ano Novo Chinês do Galo


O novo evento sazonal do Overwatch é dedicado ao Ano Novo Chinês, que este ano é o Ano do Galo. Para celebrar este evento, há, como sempre, loot boxes sazonais com design a condizer, muitos coleccionáveis (já lá iremos) e um novo modo de Arcade - Capture the Rooster - inspirado pelos "capture the flag". Este evento está activo desde dia 24 e estará disponível até dia 13 de Fevereiro, o que tem dado indícios de que o próximo será dedicado ao Dia de São Valentim (será que iremos ver algo sobre a Mercy e Genji? Vamos aguardar...).

Coleccionáveis

Os coleccionáveis sazonais podem ser adquiridos de duas formas no jogo durante o período do evento: através de loot boxes (ganhas quando se sobe de nível, a cada 3 vitórias num máximo de 3/semana na Arcade, ganhando a primeira vez cada modo da Arcade ou comprando no Battle.net) ou comprando com dinheiro do jogo adquirido em loot boxes.

Quanto aos coleccionáveis propriamente ditos, as skins são sempre o grande destaque, sendo que neste evento seis são épicas e sete são lendárias. Todas as personagens têm uma nova voice line, dezoito têm um novo spray temático, existem sete novas victory poses, três emotes (Junkrat, Mei e D.Va) e três highlight intros (Mercy, Roadhog e Tracer). A Widowmaker continua a ser uma das personagens mais negligenciadas a nível de coleccionáveis exclusivos e só podemos esperar que os próximos eventos lhe tragam melhor sorte.

Skins épicas: Tracer, Mercy, Ana, Symmetra, Junkrat e Bastion

Skins lendárias: Roadhog, D.Va, Reinhardt, Winston, Zenyatta e duas da Mei

Victory poses: Bastion, D.Va, Roadhog, Ana, Sombra, Mei e Junkrat


Capture the Rooster

Esta nova versão do "Capture the flag" tem lugar apenas num mapa - Lijiang Tower - e é uma batalha de 6 contra 6 sem repetição de personagens. Cada equipa tem uma bandeira do seu lado do mapa, sendo que esta é capturada caso um membro da equipa adversária fique alguns segundos no local onde ela se encontra. Depois disto, o jogador deverá transportar a bandeira até ao seu lado do mapa sem morrer - se morrer os colegas de equipa poderão apanhar a bandeira e continuar o seu transporte. A primeira equipa a atingir três capturas ganha, sendo que a partida tem tempo limite e ganha quem tiver mais capturas caso nenhuma atinja os três pontos antes do tempo terminar (é possível haver empate).
A Blizzard já admitiu que tem usado os eventos sazonais para testar alguns modos de jogo (como o PvE do Junkenstein's Revenge durante o Halloween), pelo que se este evento correr bem, podemos esperar novidades no que toca a este modo de jogo.


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25 de janeiro de 2017

Atualização de Pokémon Bank para Sun e Moon já disponível!


Já se encontra disponível a atualização de Pokémon Bank, que a torna compatível com os mais recentes Pokémon Sun e Moon! Esta atualização vem acompanhada por outra, a de Poké Transporter, que permite (finalmente) transferir os Pokémon apanhados em Red, Blue e Yellow, para o Pokémon Bank. Deste modo será agora possível ter o National Pokédex completo, nos mais recentes jogos!

Mas esta não é a única notícia! De modo a celebrar a ocasião, quem aceder ao Pokémon Bank, após a atualização, receberá um Mewnium Z, um Z-Crystal especial que dá a Mew o ataque "Genesis Supernova"! São bons motivos para voltar a usar esta Box especial, mesmo que tenha um custo anual para a sua utilização.

Por isto, não estranhem se começarem a ver imensos Pokémon antigos a surgirem no GTS (e todas as trocas fascinantes que por lá vamos vendo). Se quiserem mais informações sobre Pokémon Bank, basta aceder ao site oficial [link].

(diagrama do funcionamento de Pokémon Bank e Poké Transporter)
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22 de janeiro de 2017

Nintendo Switch: As Perguntas Mais Frequentes (FAQ)

Apresentada no passado dia 13 de janeiro, a Nintendo Switch é a nova consola doméstica da Nintendo e vem com um interessante twist: a consola pode ser desacoplada da dock que a liga à TV, transformando-se numa portátil onde podemos continuar a jogar exactamente os mesmos jogos. Depois da apresentação oficial da consola (ver reportagem), muitas questões se levantaram acerca da mesma, algo normal de acontecer enquanto aguardamos pelo seu lançamento no próximo dia 3 de março. Por esse motivo, decidimos compilar algumas das questões mais frequentes que temos encontrado online e ajudar respondendo com informações oficiais.


Quanto custa e o que traz incluído na caixa?

O preço da consola não foi publicamente anunciado pela Nintendo, como aliás é prática comum, mas está a variar nas lojas portuguesas entre os 315 (em promoção) e os 330€. Por comparação, nos EUA o preço da consola é $299 sem impostos, o que seria em Portugal o equivalente a cerca de 280€ + 64,40€ de IVA a 23%. À data de lançamento, estarão disponíveis dois packs com diferente cores dos comandos Joy-Con: um com os dois comandos cinzentos, outro com um comando azul néon e um comando vermelho néon.

Também disponível com os dois Joy-Con cinzentos!
Dentro da embalagem, poderão encontrar a Consola Nintendo Switch e um par de comandos Joy-Con (L+R) nas cores já referidas, assim como a Base da Nintendo Switch para ligação à TV e o Suporte para Joy-Con "Joy-Con Grip" que permite utilizar os dois comandos como se fossem um só comando tradicional. A consola utiliza poucos cabos, trazendo um Carregador, para ligar à tomada a Base ou a Consola propriamente dita em modo portátil, e um Cabo HDMI para ligar a Base à TV. Finalmente, a embalagem inclui ainda duas correias para os Joy-Con, ideais para jogos com controlos por movimento ou que usem os botões laterais SL e SR.


Em que modos podemos utilizar a consola?

É bastante simples. No modo "TV" a consola está colocada na Base ligada à TV e permite-nos utilizar os Joy-Con nos seus diversos cenários. No modo Tabletop, a consola funciona como uma espécie de TV portátil que podemos colocar em qualquer superfície estável e jogar tal como se estivéssemos em casa. Já no modo Portátil ("Handheld") a consola funciona como qualquer outra portátil, com os Joy-Con acoplados nas laterais do ecrã. Na prática, o modo Tabletop e Portátil são semelhantes e oferecem a mesma performance, apenas têm diferentes cenários possíveis de interação.


O que são os comandos Joy-Con?

Estes pequenos comandos são a nova maravilha tecnológica da Nintendo e vêm recheados de botões e sensores, além do novo sistema de vibração "HD Rumble". O formato dos comandos foi pensado de forma a proporcionar a variedade de utilizações possíveis com a Nintendo Switch, podendo ser usados individualmente ou em conjunto como se fossem um só comando tradicional. Quando colocados no Suporte ou acoplados ao ecrã da Switch, oferecem uma configuração de botões semelhante à de consolas como a Wii U ou a Xbox One. Individualmente, podem ser utilizados na vertical como se fossem Wii Remotes ou na horizontal como se fossem comandos da SNES, mas com um analógico em vez do D-Pad.
Seja de que forma sejam utilizados, também funcionarão como sensores de movimento e acrescentar o já referido "HD Rumble". Este mecanismo de vibração permite transmitir sensações extremamente detalhadas nas mãos, equiparáveis a abanar um copo com cubos de gelo e sentir essas vibrações. Além destas caraterísticas, há algumas diferenças entre os dois comandos. O Joy-Con (L), do lado esquerdo, inclui um botão de partilha nas redes sociais. Já o do lado direito, Joy-Con (R), inclui o botão "Home" para aceder ao menu principal da consola e dois sensores adicionais, nomeadamente um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo e uma câmara de infravermelhos capaz de detetar formas e movimentos e ainda calcular a distância dos objetos.

Na fase de lançamento, os Joy-Con estarão disponíveis em cinzento, azul néon e vermelho néon, e poderão ser comprados separadamente ou em conjuntos de esquerdo + direito. Também será possível adquirir em separado as correias para os Joy-Con nas mesmas cores.


Como é que se carregam as baterias? E qual a autonomia?

Sendo esta uma consola com uma grande vertente focada na portabilidade, a autonomia e a facilidade de carregamento são questões fundamentais. Felizmente, a Nintendo Switch vem equipada com uma entrada USB-C universal que permitirá facilmente carregar a consola tanto na Base como em modo portátil. A Nintendo garante que a consola em modo Tabletop e Portátil terá uma autonomia variável entre 2,5 e 6 horas, conforme os jogos em questão. No caso do jogo Legend of Zelda: Breath of the Wild, a duração estimada da bateria é de 3 horas. Embora isto seja suficiente para uma viagem de comboio Porto-Lisboa ou de avião Lisboa-Londres, por exemplo, para sessões mais longas de jogo será ideal ter à mão um powerbank. Segundo a Nintendo, uma Switch completamente descarregada levará 3h a carregar 100% de bateria.

Sendo uma consola com comandos destacáveis e sem fios, a autonomia destes é também uma questão importante. Os Joy-Con são carregados pela própria consola quando estão acoplados à mesma, seja em modo Portátil ou com a consola colocada na Base e têm uma autonomia estimada em cerca de 20h de bateria. Bastará então deixar os Joy-Con colocados na consola quando não se estiver a jogar para não se ter preocupações com a sua bateria.
Joy-Con Grip Joy-Con Charging Grip
Embora a consola traga incluído um Suporte para Joy-Con ("Joy-Con Grip"), este será apenas uma estrutura de plástico para colocar os Joy-Con num formato mais tradicional e não lhes carregará a bateria. Quem quiser carregar os comandos mesmo enquanto joga terá à disposição um Suporte de Carregamento para Joy-Con ("Joy-Con Charging Grip"), vendido em separado. Este suporte poderá servir para quem quiser comprar comandos adicionais e quiser carregá-los enquanto joga. Tal como a consola, o suporte de carga pode ser ligado via USB-C. O mesmo pode ser dito em relação ao Pro Controller, cuja autonomia está estimada em cerca de 40h de bateria.

Uma nota importante acerca do carregamento via USB-C. Infelizmente, no que diz respeito a cabos não oficiais, nem todos são de confiança, pelo que se recomenda alguma cautela ao comprar cabos adicionais para carregar a consola e/ou os comandos - optem sempre pelos certificados!


Vale a pena comprar o Pro Controller?

O Nintendo Switch Pro Controller é um comando alternativo aos Joy-Con que se vende em separado e oferece um layout mais convencional, com um posicionamento de botões semelhante aos comandos das consolas Nintendo GameCube e da Xbox. Neste aspecto, oferece os mesmos botões que os comandos Joy-Con, mas com a diferença que os quatro botões direcionais do Joy-Con (L) são aqui substituídos por um D-Pad típico da Nintendo, o que poderá ser melhor para alguns jogos.
Este comando é bastante confortável nas mãos e tem um design interessante com um aspecto translúcido que deixa observar alguns componentes no interior. Além disso, inclui os mesmos sensores de movimento e a tecnologia de vibração "HD Rumble" presentes nos Joy-Con, assim como um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo. O comando tem uma bateria com uma autonomia estimada em 40h e pode ser carregado via USB-C, levando cerca de 6h a carregar dos 0 aos 100%.


O que é o botão de partilha?

Embora já fosse possível partilhar imagens de jogos da Wii U e da Nintendo 3DS através do browser das respetivas consolas, nunca foi uma solução prática para os fãs colocarem conteúdo dos seus jogos favoritos nas redes sociais. Desta vez, à semelhança do que acontece com a PlayStation 4, os comandos da Nintendo Switch incluem agora um botão de partilha que permitirão enviar conteúdo diretamente da consola para as redes sociais.

Numa primeira fase, será apenas possível partilhar screenshots dos jogos, permitindo personalizá-los com texto e stickers. No entanto a Nintendo já anunciou que tem planos para adicionar posteriormente a funcionalidade de partilha de vídeos através do mesmo botão. Ainda não se sabe quais as redes sociais suportadas pelo serviço, mas é de esperar que contenha as mais populares como o Facebook, Twitter e Youtube.

Por outro lado, o Miiverse, rede social da Nintendo utilizada na Wii U e 3DS, será descontinuado na Nintendo Switch embora continue disponível para os jogadores das consolas anteriores.


Region Free! E os jogos digitais?

Uma consola Nintendo Switch adquirida em qualquer parte do mundo permitirá correr jogos adquiridos em qualquer parte do mundo. Isto é óptimo para quem quiser importar jogos de diferentes regiões, especialmente no que diz respeito a lançamentos exclusivos do Japão ou dos EUA.

Já no que diz respeito à loja de conteúdos digitais, o acesso à eShop será condicionado à mesma região da Conta Nintendo associada ao utilizador. Por exemplo, se tivermos uma Conta Nintendo portuguesa, então iremos aceder aos conteúdos lançados na loja portuguesa/europeia com o peço em Euros, enquanto que se tivermos uma Conta Nintendo americana iremos aceder aos conteúdos lançados nessa região, com o preço em Dólares. A boa notícia é que a Switch irá suportar até 8 contas em simultâneo, permitindo-nos não só partilhar a consola com os familiares mas também ter contas adicionais em diferentes regiões. Está na altura de aprender japonês!


Como será o serviço online?

Ainda não se sabe muito sobre o serviço online, mas o pouco que é sabido já levantou imensas questões, principalmente porque será pago. A subscrição ficará disponível pela altura do outono de 2017, mas o preço ainda não foi revelado, assim como uma visão mais detalhada dos seus serviços. O lançamento do serviço online será feito de forma gradual à medida que a Nintendo acrescenta funcionalidades.

Todos os jogadores, quer estejam ou não subscritos, terão acesso à Nintendo eShop, possibilidade de adicionar Amigos e gerir a respetiva lista (não haverá os infames "Friend Codes"), partilhar screenshots dos jogos nas redes sociais e aceder à aplicação de gestão dos controlos parentais (ver vídeo).

Desde o lançamento da consola a 3 de março e até ao outono, decorrerá o serviço de experimentação gratuita da subscrição, que permitirá assim jogar online sem qualquer custo durante esta fase. No verão será lançada uma versão limitada da nova aplicação da Nintendo para dispositivos móveis com Online Lobby e Voice Chat, provavelmente para se utilizar com Splatoon 2. A aplicação irá permitir criar e planear sessões de jogo com amigos, assim como utilizar voice chat em jogos compatíveis, tudo a partir do smartphone. Assim, uma pessoa que transporte consigo a Switch em modo portátil poderá combinar uma sessão de jogo e dirigir-se ao hotspot Wi-Fi mais próximo para começar a jogar. O lado negativo é que, ao que tudo indica, estas funcionalidades não virão integradas na própria consola.

A partir do outono, entrará em vigor o sistema de subscrição, que poderá ser pago à mensalidade ou através de uma taxa anual, com valores ainda por definir. A subscrição será obrigatória para se poder jogar online na maioria dos jogos, assim como para utilizar a aplicação de Online Lobby e Voice Chat. Como benefícios, a Nintendo irá oferecer mensalmente acesso ao download de um jogo NES ou SNES com novas funcionalidades online integradas, que poderá jogar gratuitamente durante esse mês. No final do mês, o jogo gratuito será substituído por outro. Outro dos benefícios será o acesso a promoções exclusivas em jogos e conteúdos descarregáveis. Se a subscrição compensa ou não irá depender muito dos valores que a Nintendo pedir pela mesma.


Atualização [27/01/2017]: A Nintendo divulgou as especificações da consola na sua página oficial da Nintendo Switch!
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20 de janeiro de 2017

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King


A primeira vez que ouvi falar em Dragon Quest foi em 2006, altura em que a série se estreava em território europeu com o lançamento de Dragon Quest VIII para a PlayStation 2. O estilo artístico inconfundível de Akira Toriyama, as reviews que lia e as opiniões que ouvia diziam-me que era um jogo que iria adorar. Não possuindo a consola na altura, acabei por eventualmente adquirir uma cópia do jogo na esperança de um dia ter tempo e dinheiro para adquirir uma consola e jogá-lo. A oportunidade nunca surgiu, o meu primeiro contacto com a série seria mais tarde com o remake de Dragon Quest V na Nintendo DS - e que jogo incrível foi esse!

Desde então comecei a acompanhar a série e admirar a forma como se especializou em mudar o menos possível ao longo de diversas iterações. Pelo meio modernizou-se, acrescentou inimigos no mapa para acabar com as "random battles", mas sempre se manteve fiel a um espírito muito característico de todos os Dragon Quest. Viria então reencontrar-me agora com Dragon Quest VIII, mais de uma década depois, graças a esta adaptação para a Nintendo 3DS.

   

Em Dragon Quest VIII, acompanhamos de perto a história do rei Trode, que se vê amaldiçoado por um maléfico bobo da corte chamado Dhoulmagus. O rei, transformado num troll, e a princesa Medea, transformada numa égua, assistem à destruição de todo o reino a que apenas um soldado escapa ileso - este sim, o nosso personagem. O grupo parte em perseguição do malvado Dhoulmagus, apenas para descobrir a cada nova cidade que chegaram tarde demais e que ele já espalhou um pouco mais de caos e destruição. E é assim, de cidade em cidade, masmorra em masmorra, que vamos avançando na história à medida que exploramos o mapa dos quatro continentes deste mundo de fantasia.

Parte da magia de Dragon Quest está na forma como mantém a história fresca e interessante ao apresentar-nos um novo problema assim que chegamos a um novo local, geralmente relacionado diretamente com o problema "principal" que serve de mote à aventura. A mestria com que isto é feito ao longo de gerações faz com que jogar agora Dragon Quest VIII seja tão interessante como quando foi desenvolvido originalmente, mesmo que seja uma estrutura linear e, dirão alguns, antiquada. A qualidade dos diálogos e o sentido de humor dos personagens fazem um bom equilíbrio com a seriedade que esperamos dos melhores jogos de RPG, dando a este jogo tanto de dramático como de divertido. No fim de contas, é a diversão que fica connosco, mas durante a aventura é impressionante a quantidade de temas sérios que são abordados nas pequenas tragédias dos personagens que encontramos.

   

A adaptação à Nintendo 3DS trouxe algumas novidades, sendo a que mais salta à vista são os monstros visíveis nos cenários, não havendo mais "random battles" no jogo. O combate em si permanece igual e permite controlar as ações de todos os personagens individualmente ou atribuir-lhes táticas para que combatam automaticamente. No entanto, agora há mais personagens jogáveis que se podem juntar à equipa, mais masmorras para explorar e uma história mais aprofundada para o herói e o vilão. Num jogo que já de si tinha uma grande longevidade, acrescentaram ainda mais conteúdo para se jogar após o fim da história, fazendo deste um RPG muito bem recheado para os apreciadores do género.

Visualmente, o jogo coloca-se numa posição curiosa, sendo muito mais detalhado que a anterior adaptação do Dragon Quest VII, mas também perdendo aquela sensação de "gráficos 3DS" que a caraterizavam. Esta adaptação é bastante fiel ao original da PS2, sacrificando naturalmente na resolução do ecrã e no detalhe dos cenários, mas compensando em cores vivas que se adequam ao formato da portátil. Funciona muito bem e ao fim de algum tempo começa a parecer-nos um jogo nativo da Nintendo 3DS, mesmo se lado a lado fica bastante aquém do original.

Quanto à banda sonora, perdemos as faixas orquestradas que se encontram na versão japonesa do jogo para a 3DS, ficando o Ocidente com a versão em MIDI que, francamente, não é a mesma coisa mas também não soa mal. Por outro lado, o excelente "voice acting" caraterístico da versão PS2 mantém-se neste jogo e continua a ser uma peça fundamental no apelo destes personagens com os seus variados sotaques.


Dragon Quest VIII pode ser um clássico da PS2 e ainda por cima uma adaptação que demorou quase 2 anos a chegar à Europa depois de ter saído no Japão, mas não é de todo um jogo envelhecido. A história é deliciosa e o seu desenvolvimento é dos melhores da série, com personagens fascinantes a surgir uns atrás dos outros à medida que se vai jogando. Um RPG de excelência que vem apenas reforçar o catálogo da 3DS que já por si é bastante forte nesta área. Acima de tudo, é um RPG extremamente divertido e colorido com o potencial de converter novos jogadores em fãs de Dragon Quest à espera de novos lançamentos!
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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19 de janeiro de 2017

Fire Emblem Direct: novos jogos anunciados!


Pouco tempo depois da apresentação da Nintendo Switch, recebemos a notícia de um Fire Emblem Direct, que encaixou perfeitamente após o anúncio de um Warriors para a Switch. Menos esquecido estava também a necessidade de novidades relativas ao jogo para dispositivos móveis, que tinha sido anunciado juntamente com Animal Crossing. Envolvido em alguns rumores, já tínhamos mais ou menos ideia com o que contar, contudo tivemos direito a algumas surpresas!


A apresentação começou em forte com o anúncio de Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia para a 3DS, com lançamento marcado já para o próximo dia 19 de maio! Este é um remake do clássico Gaiden para a Famicon, que nunca chegou a solo europeu, e será agora lançado juntando a experiência clássica do jogo, às novidades que vimos em Awakening e Fates, com diálogos com voz e os visuais 3D a que já estamos habituados.


Existem ainda algumas novidades, como elementos de exploração em masmorras, e outras que estão por revelar. Sendo um remake de um clássico da série, a experiência será ao estilo do que os fãs mais tradicionais estão habituados (e talvez prefiram), e uma boa oportunidade para os que conheceram a série devido ao Awakening. Serão ainda lançados novos Amiibo de ambos os protagonistas do jogo, Alm e Celica, cuja data ainda está por revelar.


Já prestes a chegar está Fire Emblem Heroes, a estreia da série em dispositivos móveis, com lançamento marcado para o próximo dia 2 de fevereiro de graça! (data que inicialmente fora confirmada apenas para Android, mas ao que tudo indica, será também lançado para iOS) Este será um jogo bastante fiel à série, onde a estratégia e o sistema "pedra, papel, tesoura" é extremamente vital para o desenrolar do combate. Contudo tem em conta o formato mobile, com batalhas mais curtas e mapas com uma grelha bastante mais reduzida, quando comparado com a série.

Conta também com uma história original: dois reinos estão em conflito, e o nosso papel como jogador é criar um exército, convocando heróis da série Fire Emblem, entre novos personagens. Todos os personagens contam com ilustrações animadas, onde vários artistas convidados serão o responsáveis pelas mesmas. De modo a preparar o lançamento do jogo, já está disponível o evento Choose Your Legends [link: https://events.fire-emblem-heroes.co.uk/vote], onde é possível escolher uma personagem da série que gostaríamos de ver em Heroes. O que tiver mais votos estará então presente no jogo, posteriormente.


O modo de obter personagens é semelhante ao que podemos já encontrar em vários jogos ao estilo RPG, disponíveis para o mercado mobile. As personagens são desbloqueadas a custo de uma "moeda", as Orbs, obtidas tanto ao progredir no jogo, como comprando através de micro-transações. Contudo estas são obtidas aleatoriamente, e cada personagem tem um Rank que indica a sua força, este que pode ser aumentado à medida que vai ganhando experiência.

Estarão disponíveis ainda outros modos, para além da história principal, ideais para subir o nível dos nossos personagens favoritos, e muito possivelmente o modo ideal para conseguir as preciosas Orbs, para desbloquear mais personagens. Após o lançamento do jogo serão lançados mais conteúdos e personagens, disponibilizados gratuitamente.


Voltando um pouco atrás, tivemos mais informações sobre Fire Emblem Warriors, anunciado previamente para a Switch mas agora, também, para a New 3DS! Com lançamento previsto para este outono, é um jogo ao estilo de Hyrule Warriors, e também feito pela equipa da KOEI TECMO GAMES responsável por esse jogo. Contudo pouco mais sabemos sobre ele, sendo que pudemos ver Chrom a desvastar, por completo, vários soldados.

Falando um pouco da Switch, esta verá o regresso da série Fire Emblem às consolas domésticas, com um título a ser lançado em 2018, sem quaisquer informações adicionais. Atendendo a versatilidade da consola, estamos perante um lançamento que poderá juntar a qualidade de um home-system, à portabilidade dos Fire Emblem que foram lançados para as portáteis, algo que cativou imenso o público do jogo.

Estas foram as novidades do Fire Emblem Direct, que anunciaram o lançamento de 3 jogos para este ano, tal como o primeiro jogo da série principal, a ser lançado em 2018 para a Switch. É bastante bom ver esta aposta na série, que esteve para ser extinta, caso Awakening tivesse sido completamente ignorado!

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