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19 de julho de 2017

Bulb Boy


Desde que joguei Resident Evil sempre tive uma paixão por jogos de terror, e normalmente neste género encontramos sempre um pouco de tudo, quero com isto dizer que os monstros ou pesadelos têm obviamente a tendência de serem feios, grandes e malcheirosos. O jogo que tive, ou não, o prazer de analisar na Nintendo Switch foi Bulb Boy.

Bulb Boy foi lançado para o PC e a Switch também teve a oportunidade de receber este jogo. Trata-se de um point and click que respeita a jogabilidade típica de se jogar com um rato (no caso da Switch com o analógico direito), interagindo com alguns objetos presentes no cenário. Confesso que é um género que na minha vida pouco explorei, no entanto ainda joguei jogos como por exemplo Syberia e um outro indie famoso Machinarium os quais me deram um prazer enorme. Em Bulb Boy, o contacto inicial foi engraçado, isto porque me chamou bastante à atenção o facto de a cor verde estar constantemente presente, o design das personagens, as referências a outros jogos e consolas (curiosamente da Nintendo) e a própria música. Mas mal eu sabia que não iria estar tão sorridente enquanto avançava no jogo.

Para uns, este género é um tédio pois exige concentração máxima por parte do jogador, para outros é um estilo de jogo interessante devido a esse tal processo de exploração do cenário e de como saber agir/utilizar os itens que encontrámos ao longo da aventura. Como disse antes, não é costume eu jogar, mas acho interessante, e tomara ter tempo para dedicar a mais jogos do género, desde que esses apresentem qualidade.

Antes de apontar os pontos positivos e negativos do jogo posso afirmar que a estória deste é extremamente simples. O rapaz de nome Bulb Boy (rapaz lâmpada) vive com o seu avô (igualmente uma lâmpada, mas das antigas de óleo) e o seu cão de estimação com asas. Até que numa noite uns monstros fazem um ataque inesperado a casa desta pequena e estranha família. Estes monstros raptaram o seu avô e nós temos de o salvar. Vão passar por sítios horrendos, até chegarem ao fim e salvarem o velho da lâmpada de óleo. Ficam igualmente a saber que em mais ao menos uma hora conseguem terminar o jogo.


O caso de Bulb Boy é muito peculiar, pois não só o seu design bizarro é apelativo como também pode afastar algumas pessoas, digo isto por experiência própria. Gosto de terror, já o mencionei acima, no entanto o que é extremamente bizarro sem muita lógica também não é de todo algo que me agrade, algo que acontece em Bulb Boy. Pode-se dizer sem qualquer problema que o jogo é completamente sórdido, existe momentos que podem fazer o jogador vomitar caso jogue Bulb Boy após o almoço, porque é horrível assistir por exemplo ao excremento a sair da sanita com um rosto maléfico. Tal como é sórdido momentos em que temos de mexer em gosma para adquirir certos objetos. Eu gosto de jogos de terror e joguei muitos do género, desde Resident Evil ao Dead Space, jogos que contam com algumas partes menos agradáveis, mas que conseguem ainda assim não ser tão absurdas, bizarras e repugnantes. Embora todo o jogo esteja apresentado nesta cor verde ao estilo do velho ecrã da Nintendo Gameboy, só quando falecemos é que o ecrã se apresenta a vermelho.

Para além de, na minha opinião, o jogo estar exagerado no que toca ao seu ambiente hediondo, a jogabilidade não está tão boa como a versão PC. Primeiro, porque é mais lento. Além disso poderiam ter inserido um modo touch screen visto que a Switch tem essa capacidade quando em modo portátil. Portanto, só é possível jogar com o analógico e por incrível que pareça, por vezes os botões pareciam não responder de imediato em certos momentos.

O jogo, como todo o point and click, foca-se na busca dos objetos espalhados e escondidos pelos cenários para resolver os puzzles para que possamos avançar para outro cenário. Os puzzles são simples, não se leva muito tempo a encontrar uma solução para cada um deles, o que pode ser positivo para alguns e menos desafiante para outros.


Os fãs do género podem até gostar imenso de Bulb Boy devido à sua arte, isso está original sem a menor dúvida. Também é verdade que o que eu assisti pode ser sórdido para mim e para outros jogadores nem por isso, mas no geral, mesmo que tenham ou não experienciado jogos do género de terror, este destaca-se de forma um pouco repulsiva. Se eu já estava a achar a família do Bulb Boy estranha mal iniciei o jogo, imaginem o meu espanto pelo jogo fora e o porquê de no geral, não ter uma crítica positiva como poderia ter. Não apenas o facto de ter este ambiente exageradamente pesado, mas sim pela sua jogabilidade que deixa a desejar quando comparado com a do PC e obviamente a sua longevidade curtíssima.

Nota: esta análise foi feita com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Bulbware.
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Pokémon GO Portugal Fest


Ainda jogas Pokémon GO? Tens saudades de ver multidões a jogar em conjunto na rua? Então esta notícia é para ti: no próximo sábado, 22 de julho, os fãs saem à rua para actividades a decorrer em simultâneo em mais de 10 cidades nacionais!

Este será um evento único para os fãs de Pokémon GO em Portugal e está a ser organizado pela MagicShot Gaming Network, em parceria com o grupo Pokémon GO Portugal e o apoio da Nintendo Portugal. Vai ocorrer já no próximo Sábado, dia 22, em diversas localidades do país em simultâneo. Em Lisboa, será no Campo Grande, entre as 16h e as 22h, com uma after-party no 1UP Gaming Lounge (na marina do Parque das Nações) até às 02H da manhã. Outras atividades poderão ser encontradas de norte a sul do país, incluindo cidades como Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Covilhã. A lista completa de eventos e atividades poderá ser encontrada na página do evento nacional no Facebook (link).

Este evento está em sintonia com o evento Pokémon GO Fest Chicago, nos EUA, uma atividade oficial do jogo restrita àquela localização mas que promove a participação de todos os Treinadores a nível mundial de modo a concluir objetivos globais. Para se associar a esta conquista mundial, várias comunidades locais irão realizar eventos com diversas actividades e lure parties para que, um pouco por todo o país, os jogadores possam aproveitar melhor este dia.

Os interessados deverão consultar a página do evento em facebook.com/events/118141718806444 para encontrar as atividades mais próximas e respetivos horários, além de convidar amigos Treinadores a participar neste que será o maior evento de Pokémon GO em Portugal, reunindo as comunidades de todo o país.
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18 de julho de 2017

Splatoon 2


Quando foi anunciado em 2014, Splatoon foi o centro das atenções, não tanto por ser uma nova franquia da Nintendo, mas por ser uma incursão por um género onde a companhia não tinha uma presença significativa. Um ano depois, rapidamente se tornou um dos maiores sucessos da Wii U, especialmente no Japão. Não foi, por isso, uma surpresa que a empresa quisesse trazer o jogo à Nintendo Switch logo no início da vida da nova consola. Foi uma surpresa, sim, que o quisesse fazer através de uma sequela e não de uma mera adaptação, com nova história e modos de jogo, além de novas armas, cenários e gráficos melhorados. Mas terá Splatoon 2 conseguido manter a frescura do jogo anterior?


Num futuro distante onde a humanidade já não parece viver neste planeta, as lulas evoluíram para uma espécie chamada de Inklings, com uma extraordinária capacidade de alterar a sua forma física entre o aspecto antropomórifico e o de uma lula em meros milissegundos! Há dois anos que o Laboratório de Investigação de Moluscos tem partilhado as suas descobertas em relação a estas fascinantes criaturas viciadas em tinta, música e moda. O desporto mais popular entre os Inklings é conhecido como Turf War, um combate de equipas onde, durante três minutos, tentam conquistar o território marcando-o com a tinta da sua cor.

Passaram dois anos desde os eventos de Splatoon, mas a popularidade do Turf War continua em altas! Este é, sem um salpico de dúvidas, o principal modo de jogo em Splatoon 2 e o primeiro destino a visitar por qualquer jogador com um acesso à internet. É um desporto competitivo, mas acessível a qualquer principiante e cuja diversão se mantém fresca a cada nova partida. Sendo um jogo de tiros por equipa, muitos irão apressar-se em chegar ao meio para eliminar os adversários, mas de nada isso irá servir se não se focarem no objetivo principal: pintar a maior área possível da arena com a cor da respetiva equipa!

Eliminar um adversário irá mandá-lo de volta para a sua base, permitindo assim ganhar terreno. No entanto, há muitas estratégias para a vitória, incluindo tentar passar despercebido pela linha de fogo e começar a pintar as zonas que os inimigos não estão a vigiar. É importante ir olhando para o mapa e ver as áreas que estão a precisar de atenção. Há uma grande variedade de armas para experimentar, adequadas aos diferentes estilos de jogo de cada um, e ainda mais para desbloquear à medida que se ganha pontos e dinheiro a jogar.


O que mudou, então, em relação ao jogo anterior? Além das novas armas, as existentes foram reajustadas com novas caraterísticas e nova jogabilidade. Por exemplo, os populares "Rollers", rolos de tinta que cobrem uma grande área, podem agora lançar tinta na vertical, para um avanço mais rápido ou atingir alvos distantes. Já as novas "Dualies" podem não ser as melhores para pintar, mas são eficazes para combater inimigos a curta distância e permitem ao jogador desviar-se em qualquer direção. Por outro lado, os ataques especiais foram todos substituídos em relação ao primeiro jogo, podendo dizer-se que são bem mais interessantes de um ponto de vista competitivo, seja o jetpack que permite lançar ataques poderosos enquanto se voa pela arena (mas deixando o jogador exposto) ou a nuvem de chuva de tinta que irá afectar uma larga área e assim afugentar os adversários.

Com estas alterações, percebe-se que a Nintendo entendeu a natureza competitiva do jogo e apostou numa jogabilidade mais estratégica, sem prejudicar a simplicidade que faz do modo Turf War acessível tanto aos mais dedicados como a qualquer jogador que apenas se queira divertir. Chegando ao nível 10, os mais competitivos poderão então aceder ao modo Ranked, onde poderão combater em batalhas de "Splat Zones", "Tower Control" e "Rainmaker". Em Splat Zones, a batalha restringe-se a áreas delimitadas na arena que a equipa deverá pintar e manter até ao fim do contador de tempo. Já em Tower Control, o favorito do escriba, um jogador da equipa terá de ocupar o topo de uma torre para a movimentar até à base do inimigo, enquanto os companheiros defendem a torre - de certa forma, equiparável ao "payload" do jogo Overwatch, lançado em 2016. Finalmente, o Rainmaker requer que um jogador carregue um token até à base inimiga enquanto os companheiros o protegem e é o mais difícil dos três jogos.

As batalhas Ranked rodam a cada duas horas e cada uma terá o seu próprio rank, permitindo ao jogador saber em qual é mais proficiente. Só os melhores destes terão acesso ao modo League Battle, que permite formar equipas de 2 ou 4 amigos para, durante duas horas, testarem a sua habilidade na competição. Poderá ser a melhor forma de treinar para torneios e outras competições no mundo dos eSports, mas durante o período desta análise não foi possível testar este processo.


O matchmaking, tal como no primeiro jogo, reúne 8 jogadores no lobby e sorteia, a cada partida, a formação das duas equipas. Embora o servidor tente colocar o jogador num grupo onde se encontrem amigos a jogar, a maioria dos oponentes serão desconhecidos. No entanto, também é possível criar um grupo para jogar com amigos e efectuar batalhas privadas ou, como referido anteriormente, participar no modo League Battle. Nas batalhas privadas, será possível adicionar dois não-jogadores em modo Spectator, algo particularmente útil para quem quiser organizar torneios ou fazer uma transmissão do combate. Haverá também o Online Lobby associado à aplicação Nintendo Switch Online (disponível no dia de lançamento), que permitirá organizar as partidas, mas não houve possibilidade de o testar nesta fase.

Em modo local, será possível conectar até 8 consolas via wireless para jogar livremente nos modos Turf War, Ranked Battle e no novo Salmon Run, do qual falaremos adiante. Esta é uma das grandes novidades do jogo, pois permite jogar livremente em qualquer lado com um grupo de amigos, mas abre também muitas possibilidades a quem queira organizar torneios com poucos recursos - "tragam a vossa consola". Naturalmente, cada jogador irá necessitar de ter o seu equipamento e uma cópia do jogo mas, se a popularidade do anterior for indicador de alguma coisa, não deverá ser difícil encontrar quem tenha Splatoon 2 no grupo de amigos que jogam Nintendo Switch.

De regresso do primeiro jogo estão também as Splatfests. Estes são eventos online que o transformam numa grande festa, onde a comunidade se divide em duas equipas de acordo com um tema, como por exemplo a melhor sobremesa: bolo ou gelado? Durante as Splatfests, há tintas de cores especiais com efeito néon, banda sonora diferente e um concerto das Off The Hook, as novas pop-stars em voga após o desaparecimento das Squid Sisters. Estes eventos permitem aceder a recompensas exclusivas sob a forma de ouriços do mar, que poderão ser trocados para melhorar as habilidades do equipamento, pelo que se tornam bastante atrativos para os jogadores.


Splatoon não é só um jogo de competição. Não é, sequer, apenas um jogo multijogador. Tal como acontecia no título original, Splatoon 2 inclui um excelente modo de campanha para um jogador, que peca apenas pela curta duração. A história do Hero Mode passa-se dois anos depois dos acontecimentos no final do título anterior. O Great Zapfish voltou a desaparecer, na mesma altura em que Callie, uma das Squid Sisters, também desapareceu sem deixar rasto. É fácil de perceber onde é que isto vai parar, mas claramente a narrativa não é aqui o foco, mas sim a jogabilidade e a aprendizagem das diferentes armas e mecânicas do jogo. Não é um mero tutorial, no entanto.

Existem cinco áreas para explorar, todas elas com diversos níveis para encontrar. Para avançar no jogo, será preciso encontrar todos os níveis, enfrentar o boss e passar para a área seguinte até ao boss final, numa sequência que irá durar umas 5 a 6 horas de jogo. À medida que se vai avançando, o fabricante de armas Sheldon irá determinar qual a arma que se deve utilizar em cada nível. Uma questão de pesquisa, diz ele. Passado o nível, será possível repeti-lo com qualquer outra arma que se tenha entretanto desbloqueado, o que em alguns casos pode mudar drasticamente a experiência e dificuldade, mas também irá permitir aprofundar a técnica com os diversos equipamentos. Isto dá um grande valor de rejogabilidade a este modo, especialmente para os obcecados em fazer tudo o que há para fazer no jogo.

Falando dos níveis em si, têm uma estrutura muito semelhante à do jogo Super Mario Galaxy (Wii), constituídos por pequenas plataformas flutuantes que apresentam desafios dedicados a um tema e com dificuldade crescente até se alcançar o objetivo. Todos os níveis são diferentes e oferecem algo completamente novo, seja uma nova mecânica ou inimigo ou uma variação de algo já conhecido com uma reviravolta qualquer. Há sempre uma descoberta, mas é uma pena que não tenham feito conteúdo mais extenso - certamente os fãs iriam perdoar alguns níveis menos originais no meio de tanta criatividade demonstrada.


Finalmente, e aqui sim falamos da maior novidade de Splatoon 2, surge o modo Salmon Run. Este é um modo cooperativo para até 4 jogadores, que pode ser jogado localmente com amigos ou em modo online em ocasiões específicas. à semelhança das Splatfests. A empresa Grizzco está a recrutar Inklings para um trabalho que é sujo, mas alguém tem de o fazer: erradicar vagas de salmões mutantes que regressam ao seu local de origem para desovar. É precisamente essas ovas que a companhia pretende obter em troca de boas recompensas, mas sem nunca revelar para que as quer.

A equipa é levada para o local da infestação e terá de reunir uma quota mínima de Golden Eggs, recolhidos dos Salmon Bosses para que a missão tenha sucesso. Este é um modo frenético onde se torna importante o trabalho de equipa, pois os salmões podem surgir de qualquer lado e, por vezes, em quantidades aterradoras. Cumprida a quota de ovos, será necessário sobreviver até ao final da vaga e, se todos os jogadores forem eliminados, está tudo acabado. É, por isso, importante que os jogadores se mantenham atentos aos pedidos de ajuda de companheiros que possam ter caído em combate, para os trazer de volta à vida com a tinta.

Tendo participado no primeiro evento de Salmon Run, foi possível notar algumas falhas a afinar em futuras atualizações. Acontece que, à medida que se vai cumprindo os objetivos, os jogadores vão sendo promovidos para receber melhores recompensas e missões mais difíceis. No entanto, a dificuldade não escala bem conforme o número de jogadores, pelo que uma equipa de 3 ou 4 poderá desenvencilhar-se com algum jeitinho, uma de 2 terá imensa dificuldade em cumprir a missão, sendo que um jogador solitário irá apenas encontrar um inferno de salmões, sem ninguém para o ajudar. A jogar em modo local, a dificuldade é ajustável, pelo que isto deixa de ser um problema.

Dificuldades à parte, este é um modo divertido e frenético, uma adição muito bem-vinda ao universo de Splatoon. Não se conhece ainda a frequência com que irá ser disponibilizado online, mas certamente dependerá da adesão dos jogadores. O sistema de matchmaking procura jogadores com o mesmo nível de pagamento, pelo que os de escalões mais elevados poderão ter dificuldade em formar equipas online se estiver pouca gente a jogar. Pode ter sido esta a razão para optar pelo formato evento em vez de simplesmente disponibilizar este modo de forma permanente. Importante relembrar, no entanto, que em modo local o Salmon Run está sempre disponível.


Splatoon 2 é uma sequela segura, construída em cima do sucesso de Splatoon na Wii U e capitalizando no facto dessa ter sido uma consola com poucas vendas. Para muitos jogadores, este será o seu primeiro Splatoon. Já os restantes terão muito com que se alegrar nesta sequela, mas naturalmente não sentirão a inovação encontrada no seu primeiro contacto com a série. O que irão sentir é uma melhoria na jogabilidade, combates mais competitivos e um modo campanha mais robusto. Também os gráficos foram melhorados, não só com mais detalhe nos personagens e cenários mas também com efeitos de tinta mais realistas. A banda sonora continua excelente, agora com novos temas das Off the Hook e outras bandas (fictícias) do mundo de Splatoon, embora repescando alguns dos melhores temas do jogo anterior.

Resta dizer que está previsto um ano de atualizações gratuitas, com a introdução gradual de melhorias e novidades, incluindo armas e cenários. Já as Splatfests estão prometidas durante dois anos após o lançamento do jogo.

Este título oferece um pouco de tudo para quase todos os gostos. De fora, fica quem gosta de tons cinzentos, pois dificilmente se irá encontrar experiência mais vibrante e colorida do que em Splatoon 2. A sensação de querer "mais uma partida" é uma constante, mas é também um jogo adequado para aqueles momentos em que temos pouco tempo livre mas queremos fazer uma ou duas partidas apenas. Um título obrigatório para quem procura uma grande experiência multijogador na Nintendo Switch. Super fresco!
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Nintendo.
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14 de julho de 2017

Mighty Gunvolt Burst


No passado tivemos Mighty Gunvolt, um jogo de download gratuito para quem adquiriu Azure Stiker Gunvolt na 3DS. Se Azure Stiker é inspirado em Mega Man mas com um aspeto moderno e jogabilidade 2D, em Mighty Gunvolt Burst a inspiração está no original Mega Man de 8 bits, pois temos duas personagens jogáveis e uma delas é Beck, o suposto Mega Man dos tempos modernos, igualmente criado por Keiji Inafune. O novo herói não teve muito sucesso com o seu jogo Mighty Nr. 9, já disponível no mercado, mas não é acerca desse jogo que a análise de hoje se trata.

Vamos focar-nos em Mighty Gunvolt Burst, que conta com os dois protagonistas das séries acima mencionadas. Enquanto que o antecessor foi um jogo que levava cerca de 20 minutos para ser terminado, Burst é claramente um jogo à parte e com a intenção de ser algo bem maior, o que pude obviamente confirmar jogando-o.

   

Mighty Gunvolt Burst não é um jogo para todos, por várias razões. A primeira é inequivocamente a sua dificuldade: se já no normal consegue ser desafiante, não quero imaginar no modo Hard. No entanto não é impossível de se chegar ao fim, pois ainda assim vamos encontrando checkpoints que nos facilitam bastante a vida e, para além disso, podem contar com frutos espalhados pelos níveis que podem e devem comer para restaurar a vossa saúde. Segundo, o sistema de equipar e fazer melhorias às armas consegue ser um tanto confuso, tive mesmo de ir experimentando por mim mesmo para dar conta do recado e entender como funcionara tudo. Algo que só faz sentido para quem vê este jogo como uma competição é o facto de derrotar os inimigos à queima roupa, que vos dará um "Burst combo". A única coisa positiva disto é a pontuação final, até porque é mais difícil derrotar de perto, por isso o melhor é mesmo manter a distância dos inimigos e derrotá-los bem longe. Em quarto lugar, embora não faça de todo muita diferença, esta versão (que testei) 3DS não tem compatibilidade com o 3D, o que neste jogo poderia ficar engraçado na minha opinião. Para concluir a parte má, por vezes existem algumas, mas pequenas quebras de framerate. Não estraga totalmente a experiência, mas é algo a que podiam ter tido mais atenção.

Quanto às coisas boas em Mighty Gunvolt Burst, para alguém como eu que gosta de desafios e sendo fã de Mega Man, este sim é o jogo que Mighty Nr.9 devia ter sido. Para além do jogo ser desafiante tal como referi anteriormente, temos então a oportunidade de jogar com duas personagens, Beck (protagonista de Mighty Nr.9) e Gunvolt (protagonista do jogo de sucesso na eShop de nome Azure Striker Gunvolt). Assim sendo, após escolherem uma das duas personagens, temos a estória de cada uma apresentada igualmente nos clássicos 8 Bits. No caso de Beck, ele encontra-se preso numa sala de realidade virtual onde terá de derrotar todos os seus inimigos que outrora derrotara em Mighty Nr.9. No caso de Gunvolt ele é transportado para um lugar misterioso e tem de participar num torneio de luta contra robôs, por isso mesmo, a estória não é de todo o ponto fulcral de Mighty Gunvolt Burst.

   

O melhor é mesmo a jogabilidade, o grafismo, o sentimento nostálgico que transpira Mighty Gunvolt Burst, pois joga-se tal como um Mega Man. E claro, no fim de todos os níveis sabemos que vamos enfrentar um boss, no qual vão ter sempre de aprender os padrões de cada um deles. Não será à primeira que vão passar estes bosses certamente, e mesmo após conhecerem os seus movimentos podem contar com um desafio bem acima da média. Além da dificuldade, a maior parte deles exige boas habilidades e esperteza antes de atacar, pois estão bastante originais e não serão derrotados facilmente. A tarefa de derrotar todos estes bosses finais levará o seu tempo, a não ser que estejam carregados de comida nestas lutas finais.

Podem contar com 8 robôs, tal como sucede na série Mega Man, existindo ainda a possibilidade de escolherem o nível por onde começar a aventura. Assim que derrotarem os robôs, vão ainda desbloquear mais uns níveis e, como de costume, voltar a derrotar todos os bosses novamente para, aí sim, enfrentar e derrotar o boss final que conta com mais que uma fase! Se existe diferença entre jogar com Gunvolt ou Beck? Não, apenas nos poderes, pois os níveis serão os mesmos e os bosses igualmente.

O jogo conta com desafios que por vezes vão sendo desbloqueados sem terem ideia do que fizeram, outros terão de se dedicar para tal acontecer. Não são obrigatórios, mas para os mais atrevidos e que querem tirar maior proveito de Mighty Gunvolt Burst, aconselho aceitarem esses desafios.


Para terminar, este é o novo “Mega Man” que os fãs tanto desejavam, tanto pelo grafismo retro como pela jogabilidade de excelência. Podem deixar de lado Mighty Nr.9 e jogar Mighty Gunvolt Burst tanto na Nintendo 3DS como na Nintendo Switch, é um obrigatório para os fãs da franquia do robô azul e de jogos desafiantes.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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12 de julho de 2017

Nintendo reforça stock da Nintendo Switch em Portugal


Tem sido difícil encontrar uma Nintendo Switch à venda? A Nintendo anunciou hoje que irá reforçar nesta semana o stock da popular consola nos retalhistas portugueses, através do envio de novas remessas para as lojas já nesta semana, e também de forma regular ao longo das próximas semanas. O objetivo é atender à enorme procura que a Switch tem tido no nosso país (e em todo o mundo) desde o seu lançamento a 3 de março de 2017.

No anúncio, Jorge Vieira da Nintendo Portugal explica que "o plano inicial da Nintendo para o ano fiscal que terminou em Março de 2017 era distribuir 2 milhões de unidades no final de Março, mas a Nintendo incrementou a produção o que resultou em 2.74 milhões de consolas distribuídas globalmente até ao final desse mês." Acontece que produtos como a Nintendo Switch requerem algum tempo para encomendar componentes e realizar a produção, pelo que a estimativas de venda teve de ser feita com bastante antecedência em relação ao lançamento. Estimativas essas que foram rapidamente ultrapassadas pela grande procura dos consumidores.

Jorge Vieira adiantou ainda que, para aproveitar esta tendência de vendas, "a Nintendo irá continuar a reforçar as suas instalações de fabrico e procurará incrementar a produção na antecâmara do período de Natal, o qual foi considerado nas previsões da companhia com a distribuição de 10 milhões de consolas Nintendo Switch a nível global até ao final do presente ano fiscal (que termina em Março de 2018)".
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Antevisão: Greedy Guns


"Tens de experimentar o Greedy Guns!" Uma frase recorrente nos eventos de videojogos em Portugal, uma que ouvi algumas vezes até ficar a conhecer o jogo e que, desde então, passei também a dizer. Declaração de interesses: gostei tanto do que vi, que contribuí para o financiamento via Kickstarter e, graças a isso, tenho agora acesso à versão beta do jogo cujo lançamento está previsto para 1 de setembro.

Greedy Guns é um "metroidvania" que cruza inspirações em Metroid com títulos como Metal Slug, Gunstar Heroes e Contra. O jogo foi desenvolvido ao longo de 4 anos pela Tio Atum, uma equipa de 3 developers portugueses a viver em Lisboa, e está agora em vias de chegar às mãos dos jogadores de todo o mundo através da plataforma Steam. Mesmo estando numa versão pré-lançamento, o jogo já se encontra bastante sólido com poucas afinações a fazer.


Os mercenários contratados pela HOLO CORP são enviados para um misterioso planeta em busca de artefactos e DNA alienígena, tudo em troca de dinheiro. Muito dinheiro. No entanto, os aliens não estão para facilitar e irão atacar qualquer humano que lhes apareça à frente. O jogo, que pode ser jogado a solo ou em co-op para dois jogadores, mistura exploração e acção em boas medidas, com áreas secretas para descobrir, uma boa dose de backtracking e extensos corredores de alienígenas para aniquilar.

A jogabilidade é bastante gratificante, sendo possível disparar em qualquer direção independentemente do movimento do personagem. Por vezes ficamos completamente rodeados de inimigos a disparar por todos os lados, mas o truque é ter sangue frio e nunca largar o gatilho! Uma coisa que aprecio bastante no jogo e me cativou desde o início é o estilo artístico. Os cenários são bastante bonitos e comunicam facilmente a sua navegação, deixando dicas subtis de eventuais segredos que possam esconder. Os fãs de Metroid irão adorar descobrir este mundo!


Ao jogar normalmente, estima-se uma longevidade de entre 8 a 10 horas de jogo, podendo esta tempo estender-se para quem gosta de vasculhar todos os cantos do mapa à procura de segredos ou não quer deixar um único alien vivo no seu caminho! Já os criadores têm o seu recorde de "speedrun" em cerca de 4h e 40 minutos - fica o desafio para os speedrunners.

Totalmente feito em Portugal, Greedy Guns tem tudo para se tornar não só um jogo de referência no panorama de videojogos nacionais mas também um sucesso internacional. Questionada sobre a possibilidade de trazer o jogo às consolas, a Tio Atum manifestou interesse em adaptá-lo para Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch. Segundo a equipa, "todas merecem um jogo gostoso como o Greedy Guns", no entanto é algo em que só poderão sequer pensar depois do lançamento do jogo no Steam.

Greedy Guns ficará disponível no Steam a 1 de Setembro. Interessados poderão já adicioná-lo à wishlist aqui: http://bit.ly/2rKVBEI.

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11 de julho de 2017

Testámos o Hero Mode - o modo campanha do Splatoon 2!


Embora Splatoon seja conhecido pelas suas batalhas multijogador, a verdade é que já o título original incluia um excelente modo single-player, que lembrava de alguma forma o Super Mario Galaxy e terminava com uma das batalhas finais mais memoráveis dos últimos tempos. A menos de duas semanas do lançamento de Splatoon 2, já tivemos a oportunidade de explorar a fundo o Hero Mode, o modo de campanha para um jogador.

Em Splatoon 2, passaram dois anos desde os acontecimentos do jogo anterior e o Great Zapfish voltou a desaparecer. Como uma desgraça nunca vem só, desapareceu também a estrela pop Callie, uma das Squid Sisters. É a sua irmã Marie, agora afastada dos holofotes, que nos vai conduzir de volta ao submundo de Inkopolis, agora no papel do Agent 4 da New Squidbeak Splatoon. Os Octarians (a versão polvo dos Inklings) voltaram a fazer das suas e portanto há que voltar a combatê-los!


O Hero Mode oferece cinco mundos para explorar. Tal como no jogo anterior, são pequenas áreas onde podemos encontrar a entrada para os vários níveis do jogo, mas agora com mais elementos para interagir e segredos para explorar. O principal objetivo é encontrar os diferentes níveis escondidos e passá-los de forma a poder enfrentar o boss de cada mundo, até recuperar o Great Zapfish dos tentáculos dos Octolings.

Quem tiver jogado Super Mario Galaxy irá reconhecer imediatamente e apreciar a estrutura dos níveis de Splatoon 2, plataformas suspensas e sequências de desafios que vão gradualmente aumentando a dificuldade. Em cada nível são introduzidas novas mecânicas ou inimigos, mantendo sempre o efeito de surpresa e oferecendo uma aprendizagem constante. Mesmo quando são reutilizados elementos de níveis anteriores, o novo contexto em que aparecem pode mudar drasticamente a forma como interagimos com estes.


Apesar da estrutura linear da maioria dos níveis, há que manter o sentido de exploração em busca de alguns segredos. Em todos os níveis, poderemos encontrar ainda os Sunken Scrolls, como já acontecia no jogo anterior, e os novos Sardinium. Os primeiros servem para aprofundar a lore do jogo, enquanto que os segundos servem como moeda de troca (juntamente com as ovas de salmão) para fazer upgrades às armas utilizadas no Hero Mode.

À medida que se avança no jogo, vão sendo desbloqueadas novas armas, cada uma com o seu estilo de jogabilidade. Ao entrar num nível pela primeira vez, é atribuída a arma em torno da qual o nível foi desenhado. Depois disso, é possível repetir qualquer nível com qualquer uma das armas desbloqueadas. Há aqui uma grande aposta no replay value do jogo: além de uma checklist que permite identificar com que armas já passamos cada nível, o jogo apresenta também o melhor tempo feito nos níveis e qual a arma utilizada para o efeito. Obrigando a experimentar todo o tipo de armas, este modo acaba por ser ideal para os jogadores ganharem experiência que poderão depois utilizar nos modos multijogador.


Não tendo ainda concluído a campanha do jogo, posso desde já avançar que esta se está afirmar como uma experiência bastante sólida e gratificante, talvez até mais do que a do primeiro jogo graças à maior variedade de armas disponíveis. Naturalmente, poderá não ser o principal "selling point" de Splatoon 2, mas será sem dúvida uma forma excelente de justificar muitas horas de jogo offline!

Splatoon 2 tem data de lançamento prevista para 21 de julho. Da parte do Meus Jogos, podem contar com a análise do jogo para breve!

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10 de julho de 2017

Kirby's Blowout Blast


Os anos passam, mas o nosso Kirby fofo continua a ser o “aspirador” que mais amamos. Diria mesmo que, neste ano em que Kirby celebra bodas de prata com a vida, continua cheio de energia e com muitos mais jogos para os fãs e não só. Blowout Blast é um desses novos jogos, mas será que devem de estar entusiasmados com este novo título?

Kirby está de volta a sugar e a cuspir os seus inimigos causando o caos, tal como indica o nome Blowout Blast. Neste capítulo, Kirby não sugará nenhum dos seus inimigos para obter os seus poderes, mas apenas com o propósito de os cuspir na direção de outros inimigos. Parece estar incompleto pois estamos habituados ao uso das chamas, espadas e magias por parte do nosso herói cor de rosa, mas para que entendam a razão pela qual este jogo está mais simplista, Kirby’s Blowout Blast faz parte da linha de jogos lançados como Team Kirby Clash Deluxe (embora este último seja um minijogo gratuito, Blowout Blast tem um valor de 6.99 euros).

Assim que temos acesso ao menu inicial do jogo, temos a escolha de iniciar ou então aceder às opções. Nas opções temos um menu com os créditos do jogo, manual de instruções digital e o Other Games onde nos são apresentados os jogos Kirby exclusivos da 3DS disponíveis.

   

Mais importante que as opções é passarmos à ação. Neste novo título contamos com uma visão de cima para baixo totalmente em 3D, com 5 mundos, cada um deles repartido em 5 níveis, sendo que o nível final de cada um destes mundos apresenta um boss. Em cada nível temos de conseguir uma pontuação de ouro para desbloquear os níveis EX, que são níveis com uma dificuldade acrescida e que pretendem aumentar a longevidade do jogo a qual é um pecado do tamanho do mundo. O jogo consegue ser facilmente acabado numa manhã caso estejam agarrados à consola, isto porque foi exatamente o que me aconteceu. Cada nível leva cerca de 3 minutos se tanto, por isso como já dizia o outro “é fazer as contas”. Os bosses apesar de serem simples, conseguem ser divertidos, nos níveis EX pouco mudam, mesmo nestes níveis é possível concluírem-nos sem grandes dificuldades. Um outro problema presente é o facto de a exploração ser praticamente nula, estamos limitados nesse campo e além disso o nosso grande objetivo é mesmo terminar com a melhor pontuação possível, sugando múltiplos inimigos e disparando contra outros, apanhando ao longo do percurso moedas de bronze, prata e ouro.

Existe também uma funcionalidade amiibo para o jogo, este apenas desbloqueia músicas e estátuas relacionadas com a franquia Kirby.


Não me interpretem mal, o jogo está com uma jogabilidade extremamente viciante, um grafismo adorável, uma banda sonora que nos faz assobiar o tempo inteiro e por isso mesmo é impossível não ficar apaixonado pelo jogo. No entanto, tal como referi anteriormente, a longevidade é extremamente curta, e sabe a muito pouco, mesmo contando com os níveis EX presentes. Um jogo com uma qualidade tão boa que, mal comecei, deixou-me com um sorriso de orelha a orelha, e que pouco tempo depois deixou-me bastante triste por terminar com tal rapidez.

O jogo é bom, mas podia estar melhor, no entanto ao preço que está, a qualidade que tem, e o facto de ser mais um jogo Kirby portátil e ideal para jogar as partidas rápidas que este apresenta, não podemos deixar de dizer que apesar das falhas, vale bem a pena jogar e repetir.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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7 de julho de 2017

És Tu!


Para uma plataforma cujo lema é "Isto é para os jogadores", a PlayStation 4 fez um óptimo trabalho, tendo já conquistado mais de 60 milhões em todo o mundo com o seu catálogo rico em conteúdos para o público "gamer". Chegou, então, o momento ideal para expandir a audiência da plataforma além dos jogadores, com títulos feitos a pensar nos amigos e na família dos jogadores. O primeiro, És Tu!, surpreende tanto pela novidade como pela diversão: este é um jogo de perguntas e atividades onde os protagonistas são os próprios participantes. E é genial!

Play Link é o nome da nova gama de jogos sociais da PlayStation, desenhados para apelar a todas as pessoas não só pelo conceito de jogo mas também pela interface simples que recorre aos smartphones e tablets dos jogadores. Não é preciso comandos adicionais ou configurações complicadas, basta instalar uma aplicação gratuita  num dispositivo móvel e começar a jogar. Atualmente, há 6 títulos planeados para esta série mas, para já, És Tu! (ou, em Inglês, "That's You!") foi o jogo escolhido para a estreia do Play Link.


 És Tu! é um jogo especial pela forma como integra o jogador. Aqui, cada um tem uma carta associada a si, criada a partir da aplicação "És Tu!" para Android e iOS. Tudo começa com uma selfie e entre 2 a 6 jogadores junto a uma mala com variados temas e cartões de perguntas e atividades. Acontece que as perguntas não são de cultura geral, mas sim acerca dos jogadores! Normalmente, as questões apresentam uma situação e uma reação, que devemos então associar a uma das pessoas presentes. Por exemplo, no cenário da vida doméstica, à questão "Qual destas pessoas arrumaria as especiarias por ordem alfabética?", entre risos, os jogadores selecionam o mais obsessivo-compulsivo lá de casa. De seguida, são apresentados os resultados, o confronto das opiniões que os jogadores têm uns dos outros. É particularmente hilariante quando todos votam numa pessoa, excepto a própria - "A sério que acham isso?" - é só rir!

Apresentados os resultados, os pontos são atribuídos por concordância. Isto é válido em todas as atividades. Por exemplo, num jogo a 4, se duas pessoas votarem na mesma opção, ambos recebem 200 pontos. Se forem três a escolher a mesma, então recebem 300 pontos. Caso haja unanimidade, são 400 pontos para cada um, mas não se altera a distância entre jogadores, a não ser que alguém tenha usado um joker. O joker serve para quando estamos confiantes de que a nossa resposta será correspondida pelos outros jogadores, duplicando a pontuação caso tal se verifique. Claro que, num jogo destes, ganhar ou perder é quase indiferente, a diversão encontra-se entre o início e o resultado final. Jogando a dois, o jogo conta uma pontuação única para ambos, com base nas respostas que coincidiram. Assumindo que não combinam as jogadas (qual seria a piada disso?), podem encarar o jogo como um teste de relação: quão bem se conhecem os jogadores?


Não se pense, no entanto, que o jogo consiste apenas em associar um jogador a um cenário, pois há muito mais. Numa sessão de jogo, iremos visitar diferentes cenários, tantos quanto o número de participantes. Em cada cenário, começamos com umas rondas de associação à pessoa, até que o jogo escolha focar-se numa dessas pessoas. A partir daí, é esse o protagonista das questões, que podem ser de lhe associar uma imagem, fazer um desenho ou completar uma frase com algo que essa pessoa diria. Que ninguém se preocupe em ficar de parte, pois o protagonismo toca a todos!

A aplicação móvel é central para a experiência, pois além de servir para escolher as respostas, também é utilizada para desenhar, escrever e tirar selfies ou outras fotografias. O que acontece quando uma fotografia é utilizada como base para um desenho? É o grupo todo a rir! Quando não se está a jogar, podemos utilizá-la para criar cartões com perguntas e desenhos para serem utilizados no jogo. Em cada sessão, só podemos escolher uma pergunta, mas se for bem colocada no contexto do grupo que está a jogar pode arrancar as maiores gargalhadas. Afinal, o que o jogo mostra é quão bem as pessoas se conhecem...


Naturalmente, é um jogo óptimo para jogar em família ou com um grupo de amigos chegados, mas não se pense que jogar com pessoas menos chegadas vá ser menos divertido. Pode ser um pouco mais embaraçoso, sem dúvida, mas na prática funciona como um óptimo quebra-gelo! Uma curiosidade: o sistema Play Link permite até que a PS4 funcione como hotspot para as apps se conectarem, pelo que nem será necessário partilhar a password do Wi-Fi!

É fantástico quando um jogo proporciona uma experiência tão agradável que nos faz esquecer de pormenores técnicos, mas é importante referir o grafismo deste jogo, com uma estética "vintage" e cenários impressionantes se considerarmos que servem apenas para contextualizar as perguntas. Outra coisa que é de louvar é a localização em Português, algo fundamental para um jogo que pretende chegar a pessoas de todas as idades. O anfitrião/narrador do jogo é divertido, umas vezes simpático e outras sarcástico, provocando assim também diversas reações nos jogadores.


És Tu! foi disponibilizado como oferta no serviço PS Plus, mas também pode ser adquirido por 19,99€ nas lojas caso não tenham a subscrição do Plus. A este preço, é um título obrigatório para quem procura um jogo de festa na PlayStation 4, pois é um daqueles títulos que virão sempre à baila quando se reúne um grupo de amigos ou familiares. Fortemente recomendado!


Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela SIEE.
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6 de julho de 2017

Splatoon 2: Nintendo Direct e Splatfest Gratuito!



A semanas do lançamento de Splatoon 2, a 21 de julho, tivemos um Nintendo Direct dedicado ao título mais fresh deste verão! Nele vimos bastantes novidades, com algumas surpresas pelo meio que deixaram os fãs do primeiro título em pulgas. Segue o comunicado oficial:

Na iminência do lançamento exclusivo de Splatoon 2 para a Nintendo Switch dentro de um par de semanas, a Nintendo fez uma parceria com o famoso Laboratório de Investigação de Moluscos para providenciar uma atualização fresquíssima sobre algumas das novas funcionalidades desta sequela. Uma apresentação especial Nintendo Direct destacou muitas das novas opções de jogo, novas armas, novos locais e, o mais importante para todos os cefalópodes que querem estar na moda, novos estilos de personalização.

O vídeo também abordou o SplatNet 2, um novo serviço para dispositivos móveis que apresenta informações sobre Splatoon 2 como horários de cenários, equipamentos e estatísticas. O SplatNet2 faz parte da aplicação móvel Nintendo Switch Online que será lançada a 21 de julho, e que permite aos utilizadores convidarem amigos para partidas multijogador através de redes sociais, para além de permitir o uso de diálogos por voz nas batalhas.

Antes do lançamento do jogo a 21 de julho, os utilizadores da Nintendo Switch poderão mergulhar na diversão com a demo Splatoon 2: Splatfest World Premiere. Este Splatfest especial acontecerá no dia 15 de julho das 17h00 às 21h00 (horário de Portugal Continental). Os jogadores só precisarão de descarregar a demo gratuita através da Nintendo eShop na Nintendo Switch e escolher uma equipa antes do início do Splatfest. Esta demo poderá ser descarregada a partir de 7 de julho.


Para ver o vídeo Nintendo Direct na íntegra, visite o site da Nintendo Direct. Alguns dos destaques revelados no vídeo incluem:

  • Estilo Personalizado: Em Splatoon 2, os Inklings podem ser personalizados para se ajustarem ao gosto do jogador. Detalhes como a cor dos olhos, o estilo do cabelo e o tom da pele podem ser ajustados ao criar uma personagem. E isso nem sequer abrange novos equipamentos como camisas, sapatos, chapéus e legwear que também podem ser equipados. Uma vez que passaram dois anos no mundo de Inkopolis, muitos estilos foram atualizados para que ninguém seja apanhado em falso em algo que seja "tão 2015."

  • Galleria: Para encontrar todas estas novas tendências de moda, os jogadores só precisam de visitar a Inkopolis Galleria. Esta rua de populares lojas de armas e equipamentos é onde todos os miúdos e lulas cool andam a passear. Na Ye Olde Cloth Shoppe, uma alforreca chamada Jelfonzo ajudará os jogadores a obter t-shirts e casacos. Um caranguejo chamado Bisk dirige a loja de sapatos Shella Fresh, enquanto Flow, uma lesma do mar, ajuda os jogadores a escolher acessórios para a cabeça na loja Headspace. As armas podem ser adquiridas dando um salto à Ammo Knights, dirigida pelo experiente Sheldon. E quem não ama comida? Os Inklings podem comer os alimentos que o Crusty Sean vende na sua roulotte antes das batalhas para obterem mais pontos e moedas.

  • Equipamentos: Utilizar equipamentos em Splatoon 2 garantirá aos jogadores habilidades especiais. Cada peça de equipamento tem certas habilidades, e há mesmo habilidades adicionais que aparecem após os jogadores usarem cada vez mais os equipamentos em combate. Ao falarem com Murch, um ouriço-do-mar, os jogadores podem refrescar os seus equipamentos com habilidades que reduzem o consumo de tinta ou que os ajudarão a movimentarem-se mais rapidamente - alguns irão até diminuir o tempo de respawn. Há uma grande variedade de habilidades no jogo, por isso selecionar o equipamento certo pode ser fundamental para o curso de uma batalha.

  • Opções Frescas: Algumas das novas funcionalidades incluídas em Splatoon 2 incluem um menu que permite aos jogadores ajustar a sensibilidade dos controlos separadamente para os modos TV e portátil, funcionalidades amiibo e a possibilidade de publicar desenhos diretamente nas redes sociais. Ao utilizar uma figura amiibo da série Splatoon, os jogadores podem gravar configurações de controlos, grupos de armas e equipamentos, e alcunhas para qualquer figura amibo Splatoon. Todos os amiibo Splatoon, tanto novos como já existentes, são compatíveis com Splatoon 2 e também poderão recompensar os jogadores com equipamentos exclusivos quando utilizados.

  • Turf War: Este modo de jogo, que coloca duas equipas de quatro em confronto para pintarem o máximo de território, regressa em grande estilo em Splatoon 2. Existe todo o tipo de cenários diferentes no jogo, que vão desde ruas citadinas, um clube desportivo, uma academia, e até uma pista de BMX. Diferentes cenários apresentam perigos ambientais distintos, por isso os jogadores terão de trabalhar em conjunto para delinear a melhor estratégia.

  • Ranked Battles: A cada duas horas, os três modos Ranked Battle rodam, oferecendo algo novo para jogar. Os três modos são Splat Zones, onde as equipas lutam pelo controlo de Splat Zones dispersas pelo cenário; Tower Control, um modo rápido e frenético em que os jogadores manobram uma torre móvel; e a diversão caótica de Rainmaker. Ao vencerem uma Ranked Battle, os jogadores reforçam a sua posição em cada modo de jogo. As Ranked Battles podem ser jogadas online e os seus diferentes modos de jogo podem também ser disputados através de multijogador local em Private Battle.

  • League Battles: As League Battles permitem que os jogadores formem uma equipa com os seus amigos, lutem ao lado deles e alcancem o topo da classificação. Existem duas maneiras de participar nestas batalhas de 4 contra 4: os jogadores podem juntar-se a outro amigo para formar um par e integrarem uma equipa com outro par; ou reunirem três amigos para formar uma equipa de quatro lulas. Criadas as equipas, os jogadores poderão competir nos modos de jogo Ranked Battles para atingirem a glória.

  • Salmon Run: Este novo modo de jogo multijogador local e online de Splatoon 2 coloca até quatro jogadores a trabalharem em conjunto para derrotar bosses e recolherem Power Eggs num período de tempo limitado. Cada partida em Salmon Run prolonga-se por três vagas de inimigos, e os jogadores têm de apanhar um certo número de Power Eggs para progredirem para a próxima vaga - e pelo menos um jogador tem de permanecer vivo. Esta última parte pode ser difícil, já que o cenário é completamente invadido por criaturas Salmonid e bosses gigantes, cada um dotado de fraquezas próprias. Salmon Run é um modo multijogador frenético que pode ser jogado localmente com amigos a qualquer momento, e que também estará disponível para ser jogado online em determinados horários, tal como o Splatfest.

  • Tantas Maneiras de Jogar: O Splatoon 2 pode ser jogado de várias maneiras diferentes, incluindo os modos TV, portátil e tabletop, bem como opções multijogador online e local. E não só as opções de jogabilidade são numerosas, como poderá desfrutar desta sequela em qualquer lugar.

  • Armas Principais: Em Splatoon 2, as armas surgem em conjuntos de três: uma arma principal, uma arma secundária e uma arma especial. Existem muitos tipos distintos de armas principais, de itens de longo alcance a armas de proximidade. Algumas novas armas que fazem a sua estreia em Splatoon 2 incluem a Clash Blaster, a Flingza Roller, a Goo Tuber e as Dapple Dualies.

  • Armas Secundárias: Para além de servirem para espalhar tinta e alvejar os inimigos, muitas armas secundárias apresentarão outras habilidades, como a proteção de ataques ou a revelação de posições inimigas. A nova Autobomb, por exemplo, vai à procura de um inimigo e segue-os automaticamente, enquanto a Toxic Mist enche a área circundante com uma névoa venenosa, reduzindo a tinta dos oponentes que se atrevem a penetrar no seu alcance, para além de fazê-los mover-se mais devagar.

  • Armas Especiais: Todas as armas especiais em Splatoon 2 são novas. Algumas das armas em estreia são os Tenta Missiles, a Inkjet, a Sting Ray e o Baller, que permite aos jogadores revestir as paredes numa explosiva bola de hamster. As armas especiais podem ser usadas quando a barra de especial do jogador estiver preenchida.

  • Atualizações Pós-Lançamento: À semelhança do primeiro capítulo, Splatoon 2 vai receber um lançamento contínuo de atualizações para o jogo. Estas atualizações assumirão a forma de novas armas, como a Brella em forma de guarda-chuva, novos equipamentos e cenários adicionais.

  • SplatNet 2: Quando a aplicação Nintendo Switch Online* for disponibilizada para smartphones no dia 21 de julho, os jogadores terão também acesso ao SplatNet 2. Este serviço específico do Splatoon 2 ajuda os jogadores a manterem-se em contacto com Inkopolis, mesmo quando estão longe da sua consola Nintendo Switch. O SplatNet 2 apresenta informações como horários de cenários, equipamentos e estatísticas, e até permite que os utilizadores consultem a sua Lifetime Inkage, uma opção que mostra a quantidade de área pintada pelo jogador em comparação com locais do mundo real. A aplicação Nintendo Switch Online permite aos utilizadores convidar outros jogadores através de redes sociais e serviços de mensagens para se reunirem em Private Battles, League Battles, Splatfest Battles e eventos Salmon Rune, e comunicar com esses jogadores através de diálogos por voz***.

  • Splatfests: Enquanto as atualizações de conteúdos de Splatoon 2 durarão cerca de um ano, os Splatfests estão já planeados para se prolongarem ao longo dos próximos dois anos. Para arrancar em beleza, os jogadores poderão experimentar no dia 15 de julho, a partir das 17h00, uma demo grátis do primeiro Splatfest de Splatoon 2. Para este efeito, basta descarregarem a versão de demonstração através da Nintendo eShop na Nintendo Switch e escolherem a sua sobremesa favorita: bolo ou gelado? Para preparar a festa de forma antecipada, a demo poderá ser descarregada já a partir do próximo dia 7 de julho. Uma vez descarregada, os jogadores podem arrancar a demo para votar na sua equipa, e até visitar a caixa de correio no jogo para criar e partilhar desenhos de apoio à sua equipa.

Mantenha-se fresco neste verão com a chegada de Splatoon 2 no próximo dia 21 de julho, em exclusivo para a Nintendo Switch.



Notas:
* Requer uma Conta Nintendo. Serviços e funcionalidades online, incluindo jogabilidade online, são gratuitos até que o serviço pago da Nintendo Switch Online seja lançado em 2018.
** Jogos e consolas adicionais são requeridos para o modo multijogadores e são vendidos em separado.

*** Requer um dispositivo inteligente compatível e uma ligação à Internet persistente. Taxas de dados podem ser aplicadas.
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5 de julho de 2017

Antevisão: Fire Emblem Warriors


Graças ao convite da Nintendo, conseguimos saborear – vá, jogar um pouco deste novo Warriors. Não vamos perder tempo a apresentar o jogo. Se estão aqui a ler, é porque já o conhecem e querem saber o que achámos.

Bem, aviso já que foram dez minutos. Dez minutos não dão para muito, mas fizemos muito e o melhor possível para espremer tudo o que havia na demo. Tinha medo que o jogo sofresse por partilhar uma edição com a New 3DS, que os gráficos não estivessem ao nível desta geração, mas eram medos infundados. O jogo é visualmente lindo, um upgrade face a Hyrule Warriors que de si já era lindo, mas a série Warriors não vive de gráficos. De facto, são bastante secundários ou sacrificados para aumentarem o número de inimigos no ecrã. Estava muito barulho na sala para prestarmos atenção ao som, portanto não vamos falar muito disto, mas quando prestei atenção, ouvi o famoso tema de Level Up de Fire Emblem. Ao menos temos isso!

Havia muitos, mas muitos mesmo e todos típicos da série. Desde os simples soldados carne para canhão a cavaleiros. Não havia muita variedade na demo, mas nos vídeos já lançados sabemos que há mais, mas não é que interesse. Podiam ser iguais porque quando sacudimos a espada, só os queremos ver voar.


Se jogámos um Warriors, jogámos quase todos. Não há muito a dizer no campo da inovação porque também não a procuramos, mas cada série que inspira um novo jogo introduz mecânicas características. Por exemplo, o sistema de pedra-papel-tesoura estará presente no jogo e estou com bastante curiosidade para saber como será implementada a longo prazo. O sistema de pares dos dois últimos novos Fire Emblem regressa depois de ter saltado o Echoes. Se virmos um companheiro no campo de batalha, premimos uma combinação de botões e passamos a lutar com ele. Ou ela. Os ataques especiais também são desencadeados aos pares para o dobro do dano e para o dobro do factor cool. Fire Emblem Warriors (e qualquer outro Warriors) eleva a fasquia do cool a níveis que não temos em muitos jogos. Não queremos saber se é irrealista atirar com 100 inimigos pelos ares, só o queremos fazer e quantos mais melhor para a pontuação. E podemos desferir combos, combinar ataques para abrir caminho pelos mapas e quando tivermos a barra do ataque especial cheia, aí soltamos o Awakening, um modo que aumenta o nosso poder.

Na demo (cujo vídeo podem ver em baixo) podíamos controlar Chrom, Marth e Corrin, mas foi-nos garantido que serão anunciadas mais personagens. Por favor, fujam dos recentes Fire Emblem. Queremos um Ike ou mais antigo! Cada herói vem com o seu movimento característico e respectivos ataques especiais, a Corrin (joguei mais com ela) transforma-se em dragão num dos ataques.

Havia funcionalidades bloqueadas como, por exemplo, controlar fortes inimigos e dar ordens aos heróis espalhados pelo mapa. Uma mecânica bem-vinda para nos safar de correrias de uma ponta do mapa até à outra. Havia poucos objectivos que passavam por limpar um certo de inimigos e depois aparecia o vilão do cenário, o grande Xander. Após uma luta renhida e se ainda sobrar tempo, podemos passear pelo mapa. Não havia muito para fazer para além de lutar, mas se pensarmos no produto final: quão diferente será? Na minha opinião não interessa, Fire Emblem Warriors vai se juntar àqueles jogos ideais para descarregar depois de um dia de trabalho pesado e, ontem, foi o que aconteceu. Mesmo sem técnica e sem perícia e sem saber os controlos, abri caminho até ao fim. E que experiência. Jogar em qualquer lugar e se permitir co-op é a receita do sucesso.

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4 de julho de 2017

The Town of Light


Desenvolvido pelos italianos da LKA*it, The Town of Light é um jogo de exploração na primeira pessoa. Um título disfarçado inicialmente como um Survival Horror, The Town of Light é na verdade um puro point and click no qual devemos investigar as redondezas em busca de algo que nos fará seguir em frente na história.

O jogo passa-se inteiramente no hospício muito real de Volterra, na província de Pisa, em Itália. E não apenas no interior do edifício, mas também nas áreas circundantes ao mesmo, nomeadamente no cemitério, na estufa ou no jardim. A exploração, como já referi antes, é feita na primeira pessoa, pelos olhos de uma antiga paciente de nome Renée. Com memórias contraditórias acerca dos anos que lá passou, a jovem decide regressar ao local que a viu crescer como mulher (ela foi internada com 16 anos de idade) para tentar descobrir a verdade acerca de si mesma.


Com um argumento muito pessoal, que também serve para percebermos o quão difícil era a vida de alguém diagnosticado com uma doença mental durante a primeira metade do século XX, Town of Light é um jogo desprovido de inimigos. Aqui não existem zombies, vampiros ou monstros demoníacos a perseguir-nos. O que existe é uma sensação de não estarmos sozinhos. A ausência de música, que apenas surge em alguns momentos chave, juntamente com todos os barulhos que normalmente ouviríamos de estivéssemos a explorar um edifício abandonado, ajudam a dar ao jogo um a sensação de perigo iminente e, simultâneamente, de completa e total solidão.

Na verdade, Town of Light tem inimigos. Esses não se vêem, pois apenas existem nas memórias da nossa protagonista, atormentando-a com meias verdades, enquanto esta caminha lentamente (não existe a opção de correr) pelos corredores decrépitos deste hospício fechado em 1978 devido aos seus métodos de tratamento cruéis. Esse é outro tema paralelo à história pessoal de Renée. O dos tratamentos feitos em Volterra. Lobotomias, choques eléctricos, privação, são só alguns dos meios usados pelos médicos da época no tratamento destes doentes, que podem ser vistos não apenas nas memórias que desbloquearmos da Renée, mas também nos muitos documentos espalhados pelas salas do hospício. Dessa forma teremos um vislumbre da vida desprovida de significado dos pacientes.



O propósito de The Town of Light é o de ir recuperando pouco a pouco as memórias de Renée. Tais podem ser desbloqueadas se completarmos uma determinada tarefa, entrarmos num local específico ou reunirmos as páginas do diário da protagonista ou a ficha médica de mesma. Talvez por ser um local relativamente pequeno, existem certas áreas dos hospício que estão inicialmente fechadas ao jogador. Apenas teremos acesso a estas à medida que formos completando os capítulos nos quais de dividem a história. A história de The Town of Light é relatada (por Renée) em doze capítulos, sendo que a partir do sexto as nossas escolhas (via as respostas que dermos a questionários de resposta múltipla) podem dar origem a variantes, o que aumenta consideravelmente a longevidade de um título que é passível de ser terminado sem pressas em apenas seis horas.

Sendo um jogo forte do ponto de vista emocional, Town of Light conta com gráficos bastante aceitáveis e uma representação fiel do interior do já referido hospício. A juntar a isso temos cutscenes apresentadas em desenhos, cujo estilo se conjuga bem com o tema do jogo. Town of Light apenas peca pela sua brevidade (embora possa ser jogado pelos seus caminhos alternativos) e pelos modelos 3D que usa para os NPCs, que não parecem reais, se bem que esse pode ser também um dos objectivos dos criadores.


Com uma narrativa fortíssima e uma direcção artística bem conseguida (a forma como o diário é apresentado é magnífica), The Town of Light é uma experiência refrescante na temática do horror e que nos faz recordar imenso jogos como o Silent Hill: Shattered Memories ou o Ju-On: The Grudge, embora sem a componente dos inimigos. Um pedaço da história médica italiana a ter em conta para quem gostar deste género de títulos e tiver uma conta no Steam ou nos serviços digitais da Xbox e PS4.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para o PC via Steam, gentilmente cedido pela agência Premier. 
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Antevisão: Super Mario Odyssey


Passados 15 anos desde Super Mario Sunshine, a Nintendo decide levar Super Mario de volta ao formato sandbox com que o canalizador mais famoso do mundo dos videojogos se havia estreado na Nintendo 64. A convite da Nintendo, tive ontem a oportunidade de experimentar em primeira mão todas as novidades de Super Mario Odyssey através da mesma demo jogável que estava disponível na E3, em Los Angeles.

A demo incluía dois dos mundos que estarão disponíveis na versão final do jogo: o reino Metro onde se encontra New Donk City, a cidade onde no passado Mario havia resgatado Pauline das garras do Donkey Kong, e o reino Sand, onde encontramos o deserto Tostarena que recentemente congelou de forma misteriosa. Uma coisa que saltou rapidamente à vista foi a enorme diferença entre estilos artísticos. Não é defeito, mas feitio! Pelo que temos visto deste Mario Odyssey, não só iremos visitar diferentes àreas do mundo, mas também explorar estilos artísticos bastante distintos de mundo para mundo.

Dos cerca de 30 minutos que passei com o jogo, foi fácil de perceber que este está desenhado para surpreender constantemente o jogador. Em cada nova interação há uma descoberta, seja pelo que os cenários oferecem, seja por via de atirar o chapéu para capturar objetos / inimigos / personagens, a mecânica central deste jogo. Por exemplo, mal tinha chegado a New Donk City quando atirei o chapéu a um personagem que controlava um carrinho telecomandado. De um momento para o outro, o meu comando tornou-se no comando do personagem e podia ser eu a controlar o carrinho. Não muito longe, duas senhoras adultas brincavam com uma corda para saltar (melhor nem questionar) e, claro, bastou ir para lá saltar com o Mario para dar início a um novo minijogo. Já no deserto Tostarena, ao passar por um cano pixelizado, o Mario entra também num mini nível 2D desenhado na parede.

Uma particularidade do jogo é a utilização de controlos por movimento quando se joga com os comandos Joy-Con separados. Normalmente servem para o Mario atirar o chapéu, algo equivalente ao "Spin Attack" em Super Mario Galaxy, mas em diferentes contextos terão uma diferente utilidade. Por exemplo, ao capturar um Bill Bala, agitar o comando irá fazê-lo acelerar. Pareceu-me ser geralmente o mesmo que se pode fazer com o botão Y, pelo que a sua utilização será uma questão de preferência do jogador.


Em cada mundo há uma série de luas para colecionar, algumas que fazem parte de missões que consistem na história do nível ou correspondem a desafios relativamente evidentes, embora não necessariamente fáceis, como chegar a uma certa localização, outras que se escondem por trás de missões secretas. E se todas estas luas não fossem o suficiente, há ainda um conjunto de moedas específicas de cada mundo para colecionar e gastar nas respetivas lojas. Falar com todos os personagens e explorar todos os cantos do mapa será fundamental para quem quiser fazer os 100% neste jogo. Mario Odyssey apela ao coleccionismo, pelo que não há como negar a frustração de cada demo ser limitada a apenas 10 minutos. Como dividir o tempo entre a ânsia de ver o mais possível de cada cenário e a vontade de vasculhar cada canto e colecionar todas as moedas?

Explorar é a palavra-chave, não fosse esta uma odisseia por mundos nunca antes explorados pelos jogadores. Sendo este jogo um verdadeiro sandbox, a exploração passa também muito pela interação com o mundo. A mecânica de captura é realmente interessante, pois nunca se sabe o que poderá ser controlado pelo Mario graças ao chapeú. Podemos controlar tanto inimigos como personagens amigáveis desde que não estejam a usar um chapéu, mas há também inúmeros objetos que podem ser controlados. Quem esperaria capturar uma tampa de esgoto em New Donk City? Eis que, ao fazê-lo, encontramos o caminho para mais uma lua escondida neste mundo.

Outra coisa que me impressionou bastante foram os gráficos e as animações. O nível de detalhe que a Nintendo parece ter dedicado é incrível, desde o Mario ficar chamuscado quando se queima, à ferrugem em alguns dos famosos canos verdes. E se a cidade do reino Metro parece cinzenta e sombria, o reino Sand assegura-nos que cor não irá faltar neste jogo. Não se sabe ainda quantos mundos haverá para explorar, mas com base no que já foi mostrado a diversidade parece estar assegurada!


Trinta minutos é muito pouco para se desfrutar realmente deste jogo. Os primeiros servem apenas para se aprender os comandos e as interações mais simples com o mundo e depois, quando se está completamente imerso no jogo, o tempo parece voar. Que voe, então, o tempo que falta até ao lançamento deste jogo, para que o possa jogar e oferecer aos leitores uma boa análise do seu conteúdo. Super Mario Odyssey estará disponível a 27 de outubro de 2017.
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