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Análises

19 de janeiro de 2018

Nintendo Switch ultrapassa vendas da Wii U em Portugal!


Acompanhando a tendência que temos vindo a observar um pouco por todo o mundo, o Meus Jogos conseguiu apurar que a Nintendo Switch está também a ser um grande sucesso em Portugal. Em apenas 10 meses desde o lançamento da consola em março de 2017, a Nintendo vendeu mais de 20 mil unidades em Portugal, número que a Wii U demorou 5 anos a atingir neste território. Isto, apesar das dificuldades que a Nintendo teve em produzir stock suficiente para o mercado durante os primeiros meses de vida da plataforma.

Um lançamento com um grande impacto nos resultados da marca, representando um crescimento de 21% em vendas para a Nintendo em Portugal face ao ano 2016. Ano esse que, por sua vez, já havia registado um crescimento de 16% face a 2015, crescimento atribuído aos 20 anos da série Pokémon e os jogos Pokémon Sun e Pokémon Moon.


Excelentes notícias para a marca, que ontem anunciou o Nintendo Labo, uma gama de experiências interativas para a Nintendo Switch que promete apelar aos mais novos... e a muitos crescidos também.

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17 de janeiro de 2018

Nintendo Labo revelado para a Nintendo Switch!



De todos os anúncios que a Nintendo tem feito ao longo dos últimos anos, este é sem dúvida o mais "Nintendo" deles todos. Eis o Nintendo Labo!

Esta é uma nova linha de produtos interativos para a Nintendo Switch, que estará disponível a partir de 27 de abril e irá trazer experiências completamente novas e surpreendentes para esta plataforma. Cada produto desta gama irá trazer um kit com as ferramentas e o software necessário para oferecer experiências "Do It Yourself". Será possível criar um piano, uma casa, uma cana de pesca ou até mesmo um robô!

O conceito é completamente inovador e tira partido tanto da modularidade da consola como das tecnologias embutidas nos Joy-Con. Tudo começa com uma série de placas de cartão, depois é destacar, montar, personalizar... e estão criados os Toy-Con! Eis o vídeo de apresentação:


As possibilidades são imensas e o que vemos neste vídeo é apenas uma pequena amostra do que podemos esperar do Nintendo Labo.

Segue-se um excerto do comunicado oficial da Nintendo:


Nintendo Labo constitui o próximo passo da Nintendo no sentido de oferecer experiências de entretenimento inovadoras. Com cada kit Nintendo Labo, mentes inspiradas de todas as gerações terão a possibilidade de transformar folhas de cartão modulares – concebidas especialmente para interação com a consola Nintendo Switch – em criações denominadas “Toy-Con”. Desde um piano a uma mota, passando por um robô ou uma cana de pesca, cada Toy-Con ganhará vida quando combinado com a consola de formas variadas. Divirta-se a descobrir como a tecnologia funciona e a inventar novas formas de jogar com cada um dos Toy-Con!

Poderá, por exemplo, criar um piano de 13 teclas que dará vida às suas composições musicais assim que a Nintendo Switch e o Joy-Con direito forem inseridos. Ao tocar, a câmara de infravermelhos presente no Joy-Con direito deteta as teclas premidas e reproduz cada nota através dos altifalantes incorporados na consola. Os aspirantes a músicos terão também a oportunidade de fazer experiências com as suas próprias criações musicais.

Poderá ainda dirigir uma mota construindo um conjunto funcional de guiadores, com um Joy-Con inserido em cada um dos lados e a Nintendo Switch estacionada no meio. Basta premir o botão de ignição, virar o guiador direito para ativar o acelerador e depois é só ver a sua aventura de condução a desenrolar-se no ecrã da Nintendo Switch!


Nintendo Labo chega a Portugal no dia 27 de abril com dois kits, “Sortido” e “Robô”, que conterão tudo aquilo de que precisará para criar os seus Toy-Con, incluindo os materiais de construção e respetiva aplicação para a Nintendo Switch.

Kit Sortido
Com o Kit Sortido poderá criar diferentes Toy-Con, incluindo um carro telecomandado, uma cana de pesca, uma casa, uma mota e um piano.
  • Carro telecomandado: insira os Joy-Con esquerdo e direito no seu novo carro telecomandado e conduza através dos controlos por toque na Nintendo Switch. A funcionalidade de vibração em HD proporcionada pelos comandos Joy-Con provoca vibrações que movem o carro na direção que escolher.
  • Cana de pesca: construa a cana de pesca com um carretel unido por uma linha a um suporte que contém a consola Nintendo Switch. Apanhe um de inúmeros peixes exóticos que verá no ecrã da Nintendo Switch lançando a linha com a sua cana de pesca e fazendo girar o carretel para que descenda. Assim que sentir a vibração do Joy-Con inserido no carretel, terá de recolher a linha rapidamente e puxar a cana para cima de modo a concluir a captura.
  • Casa: inserindo vários blocos montados em aberturas nas partes laterais e inferior da casa pode interagir e participar em minijogos com uma criatura engraçada no ecrã da Nintendo Switch virado para a frente. Os blocos serão detetados pela câmara de infravermelhos no Joy-Con direito inserido no topo da casa.
  • Mota: insira cada Joy-Con num conjunto de guiadores para conduzir uma mota no ecrã da Nintendo Switch. Premir o botão de ignição arrancará o motor, girar o guiador direito ativará o acelerador e ao inclinar o corpo ou ao girar os guiadores direito e esquerdo controlará a mota.
  • Piano: Construa um piano de 13 teclas e insira a consola e os Joy-Con para criar a sua própria música. Terá até a possibilidade de criar novos sons e efeitos sonoros. 


Kit Robô
  • Robô: Crie um fato de robô e insira os Joy-Con direito e esquerdo nas respetivas ranhuras da mochila e do visor para assumir o controlo do robô, que será apresentado na TV quando a Nintendo Switch estiver colocada na base. Este kit permite-lhe usufruir de uma variedade de divertidas experiências, incluindo o modo Robô, no qual pode destruir edifícios e ovnis.

Para mais informações sobre o Nintendo Labo, visitehttps://www.nintendo.pt/nintendolabo
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World to the West


A Nintendo Switch é vista como uma consola de segundas oportunidades, principalmente quando a primeira aterrou na Wii U. E se repetir uma história não a torna mais engraçada só porque a ouvimos duas vezes, haverá alguém que poderá aproveitar a segunda volta.

World to the West é a segunda oferta da Rain Games, o estúdio norueguês responsável por Teslagrad e que quis criar outro jogo no mesmo mundo. Não joguei Teslagrad, não tenho meio de comparação, mas podem jogar os dois sem qualquer relação. O estilo mantém-se, é bastante querido e colorido e é aquele tiro e queda na consola certa. Com claras influências de Zelda, podem jogar se sentirem a falta de uma aventura em Hyrule. As semelhanças com Zelda não vão mais longe porque não basta ter a estética e um mapa por explorar, mas um enredo digo de esse nome. Lamento, mas não o terão aqui. Cumpre a sua tarefa, mas irão jogar World to the West (WTTW) pelos puzzles. Isto é, enquanto não se fartarem. Zelda tinha aquela característica de usar itens específicos para solucionar um determinado puzzle e aqui usamos várias personagens para abordar os mesmos.


É isso, ao longo do jogo não irão jogar com um herói, mas quatro. Cada um com a sua história, conflicto e resolução. Lumina, Teri, Knaus and Clonington acompanham o jogador nesta aventura. De início separados, mas lá acabam por se juntar. De certa forma, esta quantidade acaba por tornar a experiência um bocadito frustrante. O jogo tem fast travel e todos sabemos como funciona a mecânica, mas o que me enerva neste jogo é que só funciona quando visitam o ponto. Nada de novo, certo? Certo. O problema está que se o desbloquearem com a Lumina, por exemplo, o Clonington não o pode usar sem o visitar antes. Tal berbicacho implica bastante backtracking. Vá, algum, mas o suficiente para coçar a cabeça e pensar que o problema poderia ser facilmente resolvido. Vão passar bastante tempo a andar e, apesar de ser bastante directo, vão andar perdidos algumas vezes. De resto, é bastante formulaico. Puzzles, derrotar inimigos com as nossas habilidades e o boss da praxe. Agora, sempre que tiverem duas ou mais personagens na equipa combinem as suas habilidades para alguns efeitos engraçados e é aqui que o jogo vence: a variedade de personagens, habilidades e como combinam tão bem.


Há pontos positivos no jogo. Gostei da apresentação e a banda sonora é atmosférica e complementa bem aquele mundo.

Não gosto de usar a expressão: tem aspecto de jogo mobile. O que é um jogo mobile? A Nintendo Switch é uma consola "mobile" portanto adequa-se perfeitamente. E acredito que haja mercado e interessados. Apenas estou a escrever para saberem com o que contar. Uma aventura morna de algumas horas. Se gostaram de Teslagrad, querem apoiar o estúdio, não vejo porque não!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Rain Games.
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Assassin's Creed Origins Recebe Discovery Tour a 20 de Fevereiro


Hoje publicámos, finalmente, a nossa análise ao Assassin's Creed Origins, artigo de estreia do nosso novo colaborador Nuno João Casteleira. Uma análise tardia, mas que aprecia o melhor deste jogo mesmo a tempo da adição gratuita de um novo modo que fará dele um título ainda mais interessante!

Discovery Tour by Assassin's Creed: Ancient Egypt ficará disponível a 20 de fevereiro e é um novo modo educativo, que abdica completamente do combate e da história e missões criadas para o jogo, mas permite explorar livremente o Antigo Egito ou embarcar em visitas guiadas pelo mesmo, com a curadoria de historiadores e egiptólogos. É isso mesmo: o jogo torna-se um verdadeiro museu interativo!


Discovery Tour será uma atualização completamente gratuita para todos os detentores do Assassin's Creed Origins, mas será também disponibilizado como aquisição independente para PC Windows via Uplay ou Steam, a 20 de fevereiro.

Para quem estiver curioso, o seguinte vídeo apresenta uma amostra das visitas guiadas que ficarão disponíveis:


O mais parecido que teremos, por enquanto, com uma entrada no Animus. Mas as novidades não se ficam por aqui. Os jogadores que procuram mais conteúdo dentro do universo de Assassin's Creed Origins irão gostar de saber que o jogo vai receber o primeiro pacote de conteúdos DLC, "The Hidden Ones", no dia 23 de janeiro e o segundo, "The Curse of the Pharaohs" no dia 6 de março.
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Assassin's Creed Origins


A nova aventura open world da Ubisoft transporta-nos para a região do crescente fértil, local onde se iniciou a civilização como nós a conhecemos. Desta vez o nosso herói é Bayek, um Medjay egípcio, protetor dos residentes na região. Os vilões são uma série de intervenientes na linha principal da história, cujas recorrentes metáforas a animais e a cargos sociais remetem a narrativa para um presente bem vívido.

O rigor histórico mantém-se, sendo já uma marca da saga, que nos força a aprender História sem nós querermos ou darmos conta. As paisagens são demarcadamente populadas pelas plantações de cereais, com os afluentes do Rio Nilo, que têm um papel importante na condução da trama, como o tiveram no desenvolvimento da população na época. Outras figuras incontornáveis serão Cleópatra e Júlio César, fundamentais para a derradeira volta final no jogo.

Claro que era impossível fazer um jogo baseado no Egito que não incluísse as famosas pirâmides de Gizé. Estas podem ser inclusive exploradas, num desafiante segmento de sidequests. As diversas missões exploratórias aos marcos históricos do Egito fazem-nos querer voltar e investigar cada centímetro deste mapa gigantesco, que parece nunca mais acabar.


Em suma, a história está bem conseguida, capaz de nos transportar para a época, parecendo que estamos a assistir a uma série bem realizada e com um bom diretor de fotografia. É cativante e mantém o jogador ansioso por descobrir mais dela.

A principal mecânica incluída neste jogo é a nossa parceira águia, Senu, que está à distância de um botão. Com ela podemos ter uma vista aérea da área e procurar, encontrar e marcar locais de interesse ou objetivos de missões. A Senu, à semelhança da nossa personagem, vai evoluindo ao longo do jogo, com a conquista dos famosos Pontos de Sincronização, marca da série, que facilitam a descoberta de inimigos, marcando-os com o seu nível, animais para caçar e a sua recompensa, tesouros e a sua localização e objetivos das missões. Com o acumular de viewpoints, a nossa águia fica cada vez mais perspicaz e rápida no reconhecimento do terreno, o que nos dá um propósito para, realmente, caçarmos estes pontos estratégicos, ao contrário do que se verificava neste franchise. Bom trabalho neste aspeto, Ubisoft!

O escalonamento do progresso no jogo por níveis também é uma nova adição ao jogo, que ajuda a planear a ordem das missões, atribuindo-lhe um nível recomendado (e advindo daí, uma progressão cronológica). Com este mecanismo, não se limita o caráter exploratório do jogo, sem perder a linha contínua do jogo. Para os jogadores que gostam de maiores desafios, é ainda possível subir o nível de inimigos mais fracos, equiparando-os ao nível do jogador. As missões principais têm uma ordem clara, mas foi uma jogada inteligente para o jogador não se perder nas missões secundárias. Além disso, o jogador sente a necessidade de continuar a evoluir, querendo sempre voltar ao jogo.


Como estamos num mapa com muita água, a nossa personagem pode nadar, à superfície e na profundidade, ou ainda andar de canoa. Os controlos para estes ambientes são intuitivos. Além destes, é possível andar de cavalo, com um padrão que nos permite seguir o caminho da estrada no sentido pretendido. Neste jogo, dá gosto explorar o fundo dos cursos de água, por norma cheios de tesouros e de objetos para “roubar”.

Ainda neste campo, algumas missões incluem dirigir um barco de combate (à semelhança de jogos anteriores do franchise), cujos controlos são precisos, não fazendo com que estas missões sejam aborrecidas ou que removam o jogador da mística e do ambiente até então criado.

Relembrando que estamos num jogo de assassinos que fazem parkour, é possível chegar a qualquer lado utilizando as mecânicas de escalada, que desde o primeiro jogo da franquia cativaram o público.

Um jogo de assassinos tem, obrigatoriamente, de primar a sua faceta de combate. Estamos perante um motor sólido, que nos permite ter duas armas de combate corpo-a-corpo e duas armas à distância, dos mais variados tipos. Além disso, tem uma árvore de habilidades, que ao longo do jogo nos vai permitindo evoluir secções. Numa delas, em particular, podemos desbloquear ferramentas específicas, como dardos tranquilizantes e neurotoxinas que deixam os nossos adversários um pouco confusos, podendo inclusive aliar-se à causa dos Assassinos por breves momentos. Talvez marcado por jogos anteriores da franquia, tentei passar o jogo de modo incógnito, exceto quando estritamente necessário, como por exemplo uma personagem aliada desata à batatada em plena rua e lá o temos de ir salvar. Gostei de ser recompensado pelo combo de assassinatos incógnitos, onde o jogo mostrou valorizar os desafios que o jogador a si incita.


Sem entrar em pormenores, existe uma a árvore de habilidade é constituída por três secções, Guerreiro, Lutador e Observador, podendo o jogador adquirir mais ou menos habilidades de cada secção e pela ordem que quiser. Durante o meu tempo com o jogo, planeei com cuidado as habilidades que gostaria de adquirir e com o evoluir da personagem, fui melhorando as habilidades que mais prazer me davam. Descobri que, no fim, adquiri muitas que não contava mas que me ajudaram a ultrapassar desafios e a manter-me fiel à minha maneira de o jogar.

Uma outra função que já tem vindo a ser verificada noutros jogos semelhantes é a capacidade de tirar fotografias dentro do jogo, colocando algumas fotografias de outros jogadores no sítio onde foram tiradas no mapa in-game. Um pormenor interessante!

Um jogo à larga escala tem sempre uns pequenos glitches visuais interessantes. Não afetando diretamente o jogo, algumas hitboxes não estão definidas na totalidade dos objetos às quais estão afetos, podendo ser possível o nosso cavalo ter a cabeça a atravessar uma parede ou podermos andar no meio de um crocodilo.


Assassin’s Creed Origins é um dos jogos de mundo aberto de referência. Com a sua fidelidade gráfica capaz de suster a respiração aos jogadores, ainda para mais na sua versão para PS4 Pro, o jogo é viciante e incita o jogador a voltar, a fim de explorar todos os metros daquele mundo de fantasia que acaba sempre por nos ensinar um pouco mais de História.

Com as suas quests diárias e de eventos, os jogadores terão razões redobradas para não largarem o comando. Para terminar a história principal, o jogador contará com cerca de 35-40 horas de jogo, facilmente extensíveis para 60-80 se quiserem completar todas as missões secundárias e visitarem todos os pontos de sincronização.

Com este jogo fiquei a saber por que razão se escrevem tantos livros sobre o romance entre Cleópatra e Júlio César, por que razão houve o declínio da primeira grande potência mundial e de que maneira a nossa sociedade contemporânea continua a ser influenciada pelo passado. Assassin’s Creed Origins merece cada minuto que passamos com o jogo, sorvendo toda a cultura egípcia que ele tem para nos oferecer.

Nota: Esta análise foi efetuada com base numa cópia adquirida pelo autor do artigo, para a PlayStation 4.
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16 de janeiro de 2018

Sparkle Unleashed


Durante anos e anos que os videojogos têm sido para muitos de nós um passatempo, provavelmente nos dias de hoje a tendência de jogar algo rápido e agradável durante uma viagem do trabalho para casa ou de casa para a escola tenha aumentado imenso, isto porque as pessoas usam o seu smartphone para se divertirem com um quebra cabeças e jogos do género. No meu caso, é raro usá-lo para tal, para isso prefiro usar uma consola portátil seja ela qual for. Eis que uma vez mais, deparei-me com este jogo tal e qual aos famosos Luxor e Zuma, ou o clássico Puzz Loop, de nome Sparkle Unleashed.

Apesar de se tratar de um jogo de puzzles, Sparkle Unleashed não deixa de ter uma estória, apesar da premissa ser simples como seria de esperar. Basicamente, para evitar que a escuridão se apodere do nosso mundo, temos como objetivo destruir orbes de todo o tipo de cores e até feitos. O engraçado é que acaba por ser ligeiramente diferente dos jogos que joguei anteriormente e que usam a mesma fórmula. A estória tem um narrador com uma voz de um eremita sábio, que mais parece Gandalf a relatar os acontecimentos do Senhor dos Anéis. Há também um pequeno leque de poderes que utilizaremos a nosso favor durante a nossa jornada. Alguns destes poderes são por exemplo uns mísseis que destroem qualquer tipo de orbe, o gelo que serve para congelar o progresso dos orbes por um determinado tempo ou então a chama púrpura que é disparada contra os orbes e causa uma enorme explosão. No entanto tudo isto pode ser evoluído para os poderes se tornarem mais poderosos.


É claro que inicialmente o jogo é bastante fácil e, à medida que progredimos, a dificuldade vai aumentando. Os poderes referidos antes, apenas são desbloqueados conforme enchemos a barra apresentada num livro que conta os dias que passamos, uma espécie de diário por assim dizer, onde cada dia corresponde a cada nível. A barra está dividida em 4 partes, cada uma delas vai enchendo de acordo com a nossa progressão. Assim que esta for preenchida, temos a oportunidade de evoluir um dos 6 poderes disponíveis.

Os níveis até são variados, alguns contam túneis, outros com pontes, tudo para dificultar o lançamento dos orbes para criar então a linha de 3 ou mais orbes da mesma cor e assim, com a finalidade do costume, destruir todos os orbes existentes no ecrã. Alguns dos níveis contam com um determinado de tempo para ser concluído, ou seja, como se fosse um modo de sobrevivência, até o tempo se esgotar.

Mas nem todos os orbes são fáceis de destruir, alguns contam com correntes à sua volta, nestes casos temos de atingir 2 vezes esse orbe com o número de bolas que for necessário, ao contrário de apenas 1 só vez. São algumas das armadilhas mais recorrentes no jogo e, nada disto torna Sparkle Unleashed impossível, mas pode ser desafiante e divertido, principalmente jogado no modo Nightmare ou então passarem para o Survival mode.


A música não é má, mas também não é memorável, por isso acaba por passar despercebida. Este é o típico jogo que apesar de não ser nada do outro mundo, também não se pode dizer que é mau ou desgastante. Peca apenas por não ter grande originalidade. Não diria que seja um jogo para se jogar sentado em frente à TV, mas é um bom jogo para passarem o tempo numa viagem, além de que não precisam de usar muito a cabeça pois a ideia do jogo é básica e simples, acho que melhor para passar o tempo, só mesmo passando pelas brasas.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela 10tons.
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15 de janeiro de 2018

Puyo Puyo Tetris


Análise por Pedro M. Macedo

Poucos são aqueles que não conhecem o TETRIS, um dos videojogos mais antigos e memoráveis de sempre. Certamente se lembrarão deste jogo, nem que seja por conhecerem uma réplica existente para consolas portáteis asiáticas, a preto e branco, com 999 jogos em 1.

O que já nem todos conhecem é um outro clássico, o PuyoPuyo - sim, aquelas coisinhas em forma de... gelado, são Poy... Puyos! Apesar dos jogos originais não terem saído do Japão, estes pequeninos são igualmente famosos. Os jogadores da velha guarda muito provavelmente ainda se lembram de um rip-off com os vilões da mascote da SEGA – “Dr. Robotnik: Mean Bean Machines”.

Lançado originalmente no Japão, chega à Europa, um ano depois (abril 2017), PuyoPuyo Tetris, desenvolvido pela SEGA, numa edição especial com alguns extras que eram vendidos em separado: 3 capítulos adicionais à história, com novos desafios e batalhas contra novas personagens.


Em PuyoPuyo, o jogador deve empilhar as peças de modo a juntar 4 ou mais Puyos da mesma cor para as fazer desaparecer. Sempre que os Puyos desaparecem, as peças em cima colapsam e, caso juntem Puyos iguais, começa a ser criado um combo. O objetivo é criar o maior número de combos possíveis, de modo a atacar o adversário com peças incolores.

No Tetris, com os Tetriminos, o conceito é o mesmo, porém para atacar o adversário, deve ser feito “Tetris” (eliminar 4 linhas ao mesmo tempo) ou vários combos. Ambos os jogos requerem rapidez e estratégia já que nem sempre criar combos longos é o mais indicado, especialmente contra jogadores mais avançados.

O modo aventura de PuyoPuyo Tetris leva o jogador a acompanhar a história da colisão destes dois universos, através de batalhas, precedidas de diálogos, por vezes cliché “Quem és tu? Vamos lutar” que, como já seria de esperar neste tipo de jogos, não sendo originais, tornam-se repetitivas após pouco tempo. Neste modo são testados os conhecimentos aprendidos nos tutoriais ao longo de 10 capítulos,  num total de 100 níveis, com diferentes personagens e modos de jogo. Cada partida é classificada pela pontuação ou tempo, sendo atribuída uma classificação até 3 estrelas, recompensando o jogador com créditos, que servem para desbloquear efeitos visuais dos Puyos e Tetriminos, ou vozes alternativas das personagens.

Todos estes desafios encontram-se disponíveis para partidas mais relaxadas e personalizadas através de outros modos de jogos, desde um modo individual infinito, Swap (alternância entre PuyoPuyo e Tetris), Fusion (Puyos e Tetriminos ao mesmo tempo), entre outros igualmente divertidos e viciantes.

Em cima: Modo Fusion
As variadas  personagens têm diferentes desempenhos com Tetriminos ou Puyos. Apesar de serem equilibradas entre elas, o padrão de peças entregues ao jogador durante a partida é diferente, e isso pode prejudicar alguns jogadores menos experientes. Tal como nos jogos de luta, estas características estão ocultas, o que obriga aos jogadores experimentarem alargadamente as personagens até encontrar a ideal para o seu estilo de jogo. Portanto, nas partidas multijogador, os amigos menos habituados, muito provavelmente, vão culpar as personagens ou a própria jogabilidade do jogo, por isso, não se admirem!

PuyoPuyo Tetris encontra-se à venda por 29.99€ para PS4, XBox One e Nintendo Switch. Para os coleccionadores de troféus, o jogo incluí uma listagem completa com platina, requerendo várias horas de jogo para cumprir todos os objetivos e terminar o modo aventura com todas as estrelas.


Ignorando a linearidade da história, PuyoPuyo Tetris é um título obrigatório para amantes de Puzzles, que une dois grandes clássicos num só. Apesar das diferenças, as batalhas são equilibradas, desde que ambos os modos de jogo estejam dominados para serem executados com sucesso. O modo multijogador local, não muito frequente na PlayStation 4, estende a diversão até quatro jogadores, com vários modos de jogo e dificuldades.

Nota: Esta análise foi efetuada com base numa cópia do jogo para a PlayStation 4 comprada pelo autor do artigo.
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Dragon Ball FighterZ


A longa espera terminou, o meu fim-de-semana esteve completamente reservado e dedicado a um único jogo, pôr à prova a beta do tão aguardado Dragon Ball FighterZ que está prestes a ser lançado. Aqui ficam as minhas impressões desta beta que esteve disponível nas consolas Xbox One e PS4.

No primeiro dia foi a vez de quem teve o acesso antecipado à Beta, ou seja, aqueles que reservaram o jogo em formato digital. Aqui foi onde tive o primeiro contacto com o jogo. Sendo um fã acérrimo da série, não podia estar mais entusiasmado, as expectativas eram altíssimas. Afinal de contas, este é suposto ser o jogo da franquia DBZ que tanto esperávamos ter nas nossas mãos.

Assim que ultrapassei o ecrã inicial esfreguei as mãos de alegria como uma criança na esperança de ver algo maravilhoso. Eis que sou surpreendido com um mundo relacionado com as arenas Dragon Ball dos famosos torneios Budokai. Nesta sala é onde temos acesso aos mais variados modos do jogo, mas como é evidente, sendo isto uma versão beta, estavam disponíveis somente os modos Replay, Online e Treino.


No modo Replay é possível rever as nossas batalhas mais ferozes ou até dos lutadores com maior potencial, isto serve bem para observar as habilidades dos jogadores mais experientes. Existia também a opção de ver o Ranking, o lugar onde me situava. Estava bem longe dos cimeiros, isto a contar apenas com os lutadores do acesso antecipado. Já no domingo as coisas ficaram bem mais complicadas. O modo Treino é fundamental, num jogo que depende imenso de combinações, se vocês não treinarem no mínimo os básicos para aplicar nas lutas, bem que podem deixar sequer de imaginar em enfrentar adversários online, o jogo não é fácil quanto possa até parecer quando começam a dar os primeiros “passos”. Há aqueles jogadores que levam tempo a habituar por serem casuais e há aqueles que são experientes em jogos do género e por isso mesmo sabem perfeitamente como agir após um deslize do adversário. Depois do tutorial (modo treino), talvez estejam preparados para lutar contra os “tubarões” no online. Podem jogar pelo simples prazer de fazer umas lutas descontraídas, ou então entrar em partidas a contar para o Ranking onde encontram os adversários mais temíveis que querem chegar ao topo.

As personagens presentes nesta beta eram 11, desde Goku, Vegeta e alguns dos seus amigos, como também os famosos vilões da Saga Z, Cell, Frizer e Majin Buu entre outros. As lutas decorriam em 7 cenários diferentes, Namek e a arena do torneio criado por Cell eram alguns dos que estavam disponíveis. É claro que todos eles contavam com a devida destruição caso soltassem um poder Meteoro (nome dos ataques especiais em Dragon Ball FighterZ).


Eu sei que vocês devem estar com um sorriso de orelha a orelha por ler tanta coisa positiva, mas nada é perfeito e pelo menos a beta apresentou um problema grave. Não posso dizer com toda a certeza se o problema será da minha ligação à internet, da consola no qual joguei ou da beta se encontrar lotada de gente, mas a verdade é que foi horrível esperar cerca de 15 minutos por batalha, fosse no modo casual ou por ranking. É tal como referi, o problema pode até ser da minha conexão, não posso apontar o dedo sem ter conhecimento da experiência no geral, no entanto não foi muito agradável os longos minutos de espera para fazer uma partida. Este é sem dúvida o ponto negativo que pude indicar ao longo do fim-de-semana que passei a jogar Dragon Ball FighterZ.

No que diz respeito à jogabilidade, grafismo e até mesmo a música incluída no jogo, tudo está completamente incrível, sim, era isto que queríamos. Detalhes como alguns raios KI serem repelidos e voarem para partes do cenário como por exemplo montanhas que se encontram ao fundo de todo e ainda assim ser possível ver esse mesmo raio repelido atingir uma parte dela, são pormenores inseridos que tornam Dragon Ball FigherZ tão especial e único quando comparado com outros jogos da série, notando-se o amor que os produtores investiram nesta criação que fará com que qualquer fã delire totalmente. Melhor mesmo, só esperar pelo produto final que tem data definida para o 26 deste mês, este é provavelmente um dos candidatos a jogo do ano e possivelmente será o melhor fighting game de 2018.

Nota: Este artigo foi escrito com base na versão beta do Dragon Ball FighterZ na Xbox One.
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11 de janeiro de 2018

Apresentação Nintendo Direct Mini (Janeiro 2018)


Depois de ter incendiado as redes sociais [link] e deixado os fãs com a curiosidade em brasa, a Nintendo lançou hoje de surpresa uma apresentação Nintendo Direct Mini! Um vídeo de curta duração mas recheado de novidades para arrancar o ano 2018, começando logo com o anúncio de um remake de The World Ends With You! [podem ler a review desse clássico aqui!]


Em destaque, o lançamento de DARK SOULS: REMASTERED e os novos jogos Mario Tennis Aces e Kirby Star Allies, assim como a adaptação de Donkey Kong Country: Tropical Freeze e ainda um novo modo de jogo gratuito para Super Mario Odyssey. Tudo para a Nintendo Switch! Mas houve muito mais surpresas, por isso o melhor mesmo é ver já o vídeo:


Eis as datas de lançamento previstas para os jogos anunciados:
  • Dragon Quest Builders demo - Já disponível
  • ACA NEOGEO ART OF FIGHTING 2 - Já disponível
  • Celeste - 25 de janeiro 2018
  • Pokkén Tournament DX Battle Pack (Fase 1) – 31 de janeiro 2018 
  • Fe - 16 de fevereiro 2018
  • PAYDAY 2 - 23 de fevereiro 2018
  • Super Mario Odyssey update - Fevereiro 2018
  • Kirby Star Allies - 16 de março 2018
  • Pokkén Tournament DX Battle Pack (Fase 2) – 23 de março 2018
  • Donkey Kong Country: Tropical Freeze - 4 de maio 2018
  • DARK SOULS: REMASTERED - 25 de maio 2018
  • Mario Tennis Aces - Primavera 2018
  • Hyrule Warriors: Definitive Edition - Primavera 2018
  • Mario + Rabbids Kingdom Battle DLC pack 3 - Primavera 2018
  • Ys VIII: Lacrimosa of DANA - Verão 2018
  • SNK HEROINES Tag Team Frenzy - Verão 2018
  • The World Ends with You -Final Remix- - 2018
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10 de janeiro de 2018

Nintendo coloca o Twitter em chamas...


2018 acabou de começar, mas a verdade é que os fãs da Nintendo não têm ainda uma ideia clara do que podem esperar a nível de videojogos para este ano. A curiosidade é tanta que não têm faltado "rumores" espalhados pela internet acerca do que será apresentado na próxima Nintendo Direct, incluindo a própria data para a apresentação em si. Vários especuladores têm sugerido datas possíveis e grupos e páginas de fãs estão ao rubro.

A Nintendo sabe disto e, num jeito de brincadeira, mas de quem conhece os fãs que tem, fez uma simples publicação no Twitter com uma imagem do Chibi-Robo em chamas. Se a conversação em torno da próxima Direct já estava bem acesa, isto foi só deitar mais lenha para a fogueira, com os fãs a interrogar o que poderá tudo isto significar.

A parte divertida é que isto foi apenas o começo, pois logo a seguir juntou-se a conta do Mega Man, com a sua versão de um robô em chamas, seguindo-se outras empresas e marcas como Sonic the Hedgehog, DOOM, Assassin's Creed... Poderá ser apenas uma brincadeira das diversas marcas para aproveitar a onda, poderá significar algo mais. Seja como for, nada como manter as expectativas em banho maria, não vá depois ser uma desilusão para os fãs!







Curiosamente, umas horas antes da conta da Nintendo of America começar esta onda de fogo, já tínhamos uma publicação do Super Mario... a fugir das chamas!
Venha daí a Nintendo Direct, que isto já cheira a esturro...

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Strikers Edge ganha data de lançamento!


É já no final do mês: o muito aguardado Strikers Edge chega à PlayStation 4 no dia 30 de janeiro!

A PlayStation revelou hoje a data de lançamento para o jogo que foi o vencedor da primeira edição dos Prémios PlayStation. Segundo a marca, o jogo poderá ser adquirido na PlayStation Store e nos pontos de venda habituais.

Este é um intenso jogo de combate que, originalmente, foi pensado apenas como multijogador local, mas acabou por ganhar mais conteúdos e modos de jogo ao longo do desenvolvimento, incluindo toda uma campanha para um jogador. O jogo, que será também editado para PC, terá um modo de jogo online com cross-play entre as duas plataformas - algo raro de se encontrar na PlayStation 4.


É o final de um longo ciclo para a Fun Punch Games. Pelo caminho, marcaram presença em inúmeros eventos, incluindo a E3 e a Gamescom, e foram até nomeados para melhor jogo indie na PAX South, entre outras distinções. Agora, temos o jogo prestes a chegar-nos às mãos e mal podemos esperar para o jogar!
O jogo em representação na Gamescom, Agosto 2016
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Mom Hid My Game!


Era uma vez uma criança com uma consola de videojogos. A mãe achou que o filho estava a perder demasiado tempo a jogar e, por isso... Oh não! A mãe escondeu o jogo!

O conceito base é hilariante. Em Mom Hid My Game! somos uma criança que só quer jogar na sua consola e tem de a encontrar, mas sem ser apanhada pela mãe. Para isso, teremos de interagir com os objetos disponíveis na sala, de forma a decifrar uma maneira de chegar ao jogo. Por exemplo, utilizar um escadote permite ao miúdo chegar a um sítio mais alto, uma solução típica para um jogo típico.

Este não é, porém, um jogo típico! Os primeiros puzzles podem ser bastante lógicos, mas numa questão de minutos entramos no reino do surrealismo onde tudo é possível. Seja pela forma como o jogo está escondido ou mesmo pela forma como a mãe se esconde sempre no meio dos puzzles, à espera de apanhar o filho em flagrante. São puzzles normalmente simples, com poucas combinações de interações e onde só uma sequência leva ao sucesso, mas por vezes o mais engraçado é descobrir as diferentes formas de "perder". O melhor é não contar mais nada para não estragar a surpresa.


Originalmente lançado para dispositivos móveis, o jogo foi adaptado pela KEMCO para a Nintendo Switch e também para a Nintendo 3DS, com o cuidado de integrar algumas das funções da consola.   Embora seja um jogo bastante acessível, não é definitivamente para todos. Os puzzles não são propriamente quebra-cabeças, os gráficos são minimalistas, a banda sonora é extremamente simples e as piadas, essas, serão sempre muito subjetivas. Para quem aprecia o típico humor japonês, é quase obrigatório, pois este é mesmo para rir.

Um jogo curto, mas muito engraçado e ideal para consumir em curtas viagens no autocarro.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela KEMCO.
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The Next Penelope: Race to Odysseus


Quando era mais novo adorava jogos como Wipeout, isto porque se passavam num futuro distante, onde era possível disparar mísseis contra os adversários e as corridas eram frenéticas. Agora que eu e muitos de vocês possuem uma Switch e talvez procurem uma alternativa barata para um jogo do género, uma boa aposta é certamente The Next Penelope: Race to Odysseus.

Este indie é algo que quis destacar-se e trazer uma lufada de ar fresco a este género de jogos, ou seja, ser mais interessante e “preenchido” do que simplesmente dedicar-se em exclusivo às corridas.

É evidente que o ponto fulcral do jogo é esse, corridas ao estilo de Wipeout numa visão top-down, ao estilo Micro Machines. Mas a verdadeira diferença é a inclusão de uma história única que não só envolve as típicas corridas como inclui lutas contra bosses.


Primeiro, o que me surpreendeu foi a arte e o facto de o jogo ter uma história. O jogo é baseado na Mitologia Grega e temos como heroína Penelope, mulher de Odysseus. Penelope, desesperada por notícias do seu amor, não aguenta a espera e vai em busca do seu amante, explorando o reino intergaláctico de Ithaca na sua nave. Em Ithaca vamos encontrar muitas personagens desta mitologia grega e isso ficou deveras interessante. A arte do jogo está muito boa, os diálogos entre as personagens ficaram com grande qualidade, é um indie com uma apresentação bem acima da média.

O jogo oferece mais do que aquilo que possam imaginar inicialmente. Começamos com os tutoriais básicos: por exemplo, não existe nenhum botão para acelerar a nave, só temos de controlar para os lados e utilizar os botões de disparo ou turbo quando necessário. O ponto negativo é detetado mal começam a jogar, pois a câmara situa-se demasiado perto da nave e, quando efetuamos as curvas, já vamos tarde demais devido à velocidade que nos encontramos. Por causa disso as colisões são frequentes até conhecermos bem as pistas, o que pode deixar o jogador desiludido. Mas se derem uma oportunidade ao que está para vir, The Next Penelope: Race to Odysseus pode ser bem mais interessante do que possam imaginar.


As corridas são frenéticas. Tal como em Wipeout, temos os raios laser para atingir os adversários em pista e para além dos típicos raios, temos igualmente as marcas de velocidade que se encontram na pista, ao passarmos por cima delas ganhamos um impulso de velocidade, até aí nada de novo. O mais original é termos uma barra de impulso para ser usada em momentos cruciais, em que nos deparamos com rochas colocadas exatamente no meio da pista, ao usar esse turbo derrubamos esses obstáculos. Por vezes existem painéis que nos atiram para o outro lado da pista e, se não estivermos com uma velocidade acima da média ou até controlarmos minimamente bem a nave, caímos fora da mesma.

Ainda há mais! À medida que vamos avançado, desbloqueamos várias habilidades, uma delas é o facto de mudar de um lado para o outro da pista. Isso apenas ocorrerá mais a frente na história do jogo, mas não deixa de ser algo de original. É preciso ter em atenção que a energia vai-se esgotando, por isso é sempre preciso estar atento ao consumo feito, tanto a disparar como a usar o impulso de velocidade. Mas esta energia é reabastecida passando por cima de algumas marcas que encontramos no chão.

O modo história é realmente uma surpresa bastante satisfatória, mas se querem jogar com amigos, existe a opção para 4 jogadores em simultâneo. Mesmo terminado a história há sempre os níveis extra para completar, mas o jogo em si já é bastante difícil, por isso joguem-no no caso de desejarem um desafio extra pois provavelmente vão encontrar imensas dificuldades conseguir ultrapassar esses níveis.


Como referi anteriormente, o engraçado é o facto de o jogo não se ficar pelo básico, aqui jogamos contra adversários em pista e contra bosses, como por exemplo o Minotauro, figuras carismáticas da Mitologia Grega. Um dos momentos mais espetaculares é com um boss em que jogamos ao estilo de um Lifeforce da NES ou G-Darius da PS One. Para um suposto jogo de corridas mas com a palavra aventura como nome do meio, The Next Penelope: Race to Odysseus é realmente algo de especial e não apenas “mais um” jogo de corridas no espaço.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Plug In Digital.
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9 de janeiro de 2018

PlayerUnknown's Battlegrounds (PUBG)


Para muitos meios de comunicação e jogadores, foi um dos candidatos a jogo do ano passado. Um fenómeno de popularidade no PC que foi também uma grande conquista para a Xbox One e nos chegou recentemente às mãos para testar na consola e verificar se o “hype” é real. Deixo-vos com a minha análise de um dos jogos mais badalados de 2017, que é nada mais nada menos que PlayerUnknown's Battlegrounds, também conhecido como PUBG.

O jogo já teve o seu lançamento para PC no distante dia 23 de março, no entanto ainda numa fase embrionária ao contrário do que é agora. Este ainda está na versão Beta, mas graças a todo o alarido em torno deste título, foi colocado à venda para a Xbox One mesmo sem data prevista para uma versão "final". A verdade é que os jogadores da consola também aderiram em massa ao fenómeno.

Na versão para o Windows, as pessoas já demonstraram o quão agarradas ficaram a PUBG através de streamings, até que a versão Xbox One chegou e pouco tempo depois já eram milhões de jogadores no vício, com tendência a aumentar o número de jogadores. Se o jogo já conta com esta enorme quantidade de fãs não admira que quando este estiver na fase final as vendas cheguem a números bem superiores.


Em PUBG tudo é muito simples no que diz respeito a objetivos. São 100 jogadores que se lançam de um avião com o seu para-quedas, aterrando numa ilha inabitada para se iniciar uma Battle Royale - se já assistiram ao filme japonês com o mesmo nome, já vão perceber de onde foi inspirado. Assim que pisam o solo é o salve-se quem puder, ou seja, destes 100 jogadores apenas o último a ficar de pé sairá vitorioso com direito a um "chicken dinner".

A ideia é básica, mas a verdade é que funciona. Por vezes, muitos jogos precisam de nos carregar com objetivos para que nos dê prazer de jogar e repetir sem enjoar, mas o curioso é que em PUBG, esse enjoo não existe e esse é o segredo desta “fórmula mágica” que conquistou jogadores pelo mundo fora somente com a ideia focada na diversão.

Para que o jogo não se torne aborrecido existe uma barreira azul que vai surgindo após um determinado tempo, o que obriga o jogador a movimentar-se para o centro, enjaulando assim todos os jogadores para um confronto final com os últimos sobreviventes. Quem ficar de fora dessa barreira sofrerá danos até a saúde esgotar. Esta ideia foi muito bem concebida, se não fosse implementada alguma ferramenta do género que obrigasse os jogadores a terem um ponto de encontro provavelmente seria impossível terminar uma partida, além disso é a forma de não existirem os famosos “campers” como acontece em tantos jogos multiplayer.

Mas não é só a barreira azul que surge durante a guerra para complicar a nossa vida. De forma aleatória, haverá sempre uma zona do mapa a ser completamente bombardeada e, caso estejam nessa zona dificilmente vão escapar do bombardeamento. É preciso ter muita atenção para que não sejam atingidos.


O jogo não está completo isso já sabemos, bem longe de ser perfeito, porque de facto a versão Xbox One a qual tive o prazer de testar conta com alguns soluços, um grafismo que deixa a desejar e um menu um pouco confuso, o qual podia ser simplificado além de que não é muito intuitivo. Isto ainda está na versão beta mas mesmo assim todos jogam como se da final tratasse. Sendo a versão beta há muitas arestas por limar e o facto de por vezes caminharmos cerca de 10 minutos sem encontrar um único adversário pode tornar-se desgastante.

A ilha é enorme, mesmo com 100 jogadores, não é propriamente uma tarefa fácil encontrar alguém assim que iniciamos a partida. O jogo também nos obriga a procurar por itens importantes. Estes itens costumam estar em casas e outros complexos abandonados pela ilha fora, itens como balas, armas de fogo e até bebidas energéticas para restaurar a saúde. Para além das armas, também é possível encontrar equipamento para a nossa proteção, tal como coletes à prova de bala, capacetes e mochilas para alargar a capacidade de carregar mais itens.

Confesso que pode tornar-se bastante chato caminhar pelo mapa durante minutos a fio, mas caso tenham muita sorte, vão encontrar veículos pela ilha. O problema é a dificuldade de obter um veículo, de todas as vezes que joguei raramente conseguia adquirir um, fosse uma mota ou um buggie, o que pode tornar-se frustrante para alguns jogadores. Além disso, quem conseguir um veículo de quatro rodas, facilmente atropela quem se colocar no caminho ou mesmo se estiver num tiroteio, é muito mais fácil de escapar à situação de perigo.

PUBG pode ser jogado a solo mas também existe a possibilidade de jogarem em Duo que, como o nome sugere, é para 2 jogadores, ou então em Team que é composto por 4. Os objetivos continuam a ser os mesmos mas, como em muitos jogos que experienciei o online em equipa, ou se joga com quem conhecemos ou então levamos com gente que não sabe o significado de “Teamwork” - para isso, mais vale jogar a solo do que depender de alguém que não tem como intenção ajudar o parceiro de equipa. Isto porque nestes modos sempre que somos alvejados até à morte existe um tempo limite para sermos ressuscitados pelo companheiro de equipa. Quando os membros de equipa não estão em sintonia a experiência é, como seria de esperar, bastante fraca.


PlayerUnknown's Battlegrounds tem tudo para ser um sucesso ainda maior no futuro, esperemos que com novas atualizações o jogo consiga atingir a qualidade necessária para ser recordado como um dos jogos multiplayer mais revolucionários de sempre, embora a maior parte dos jogadores já estejam rendidos ao PUBG.
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8 de janeiro de 2018

Floor Kids


Se os jogos de ritmo são a vossa praia, eis que a Nintendo Switch recebe um que vai mexer com a vossa cabeça. Eu sempre gostei de jogos deste género, talvez não seja o maior fã do estilo, mas quando se trata de Hip Hop a história é outra. Embora Floor Kids seja mais direcionado para os amantes do breakdance, este é decididamente um jogo que fará todos terem um enorme prazer a jogar seja na TV ou no modo portátil por múltiplas razões.

Floor Kids é um indie que apostou tanto na musicalidade como na sua arte e estilo. Com isso, facilmente me conquistou, sendo eu fã do género musical e desta cultura não podia deixar de estar atento a todo o conteúdo que este jogo nos oferece. Podemos começar com o aspeto que sinceramente mais me apelou, o estilo artístico. Se o hip hop é algo que nasceu nos anos 80 mas evoluiu imenso nos 90, sendo até na minha opinião o seu auge, posso dizer que o jogo se situa exatamente nesta década tão memorável, tanto a nível de instrumentais como as roupas das personagens e a própria arte que tanto representa esta era dourada do género.


É verdade que o género não é propriamente novo, mas Floor Kids conseguiu inserir-se nesta década do hip hop na perfeição, dedicado ao breakdance, algo que nos dias de hoje pouco se vê na cultura tal como acontece com os dj’s. Nesta época as coisas eram diferentes, por isso mesmo sentimos que somos transportados para uma viagem ao passado onde os windmills, headspins e babyspins estão presentes e o público em nosso redor a desfrutar dos nossos movimentos ao som do rap da “velha guarda”.
 
Assim que iniciamos o jogo escolhemos uma personagem e fazemo-nos à vida em busca de um lugar no topo. Começamos com um pequeno tutorial onde aprendemos todos os movimentos, sejam em pé ou no chão, existem 4 estilos diferentes e apesar de serem relativamente poucos, o difícil será aperfeiçoá-los. Dependendo da vossa performance nas danças, vão recebendo estrelas e com o acumular dessas estrelas vão progredindo na campanha a solo e também desbloqueando novas personagens. Cada personagem conta com os seus movimentos únicos, por isso é sempre interessante trocarmos de personagem para conhecermos melhor os movimentos existentes neste estilo de dança tão genial.

Quanto à arte, é magnífica. O jogo conta com um grafismo que mais parece retirado de uma banda desenhada, com alguns traços por limar que nos dá a entender que todo o jogo foi desenhado e pintado à mão. E como a música não deixa de ser arte, também ela está brilhante. É como se estivéssemos a escutar um rap do Busta Rhymes, mas sem o Busta nas Rhymes.


O jogo consiste no toque dos botões ao som do beat, conforme tocamos nos botões o analógico direito também expressa os seus movimentos, ou seja, rodando o analógico enquanto pressionamos um dos botões, a personagem irá executar um spin, mas é também possível executar um freeze se direcionarmos o analógico para cima durante alguns segundos. A jogabilidade pode baralhar-nos por uns instantes, mas com o tempo habituamo-nos e até ficamos bem viciados ao jogo. É evidente que sendo um indie o jogo acaba por não ser muito longo para finalizar a campanha, mas se quiserem obter as 5 estrelas em todos os níveis vão ter de se esforçar um pouco. Se não querem perder mais tempo com isso, mas procuram uma competição, nada melhor que entrar no modo multiplayer (local) e desafiarem os vossos amigos nestas divertidíssimas batalhas.

Foi efetuada uma atualização muito recentemente que localizou o jogo na língua lusa, por isso é mais uma razão para jogarem pois esta tradução está excelente, mantendo os nomes dos truques intactos, mas com toda a campanha e menus totalmente em Português.


O mais engraçado de tudo é que qualquer jogador pode gostar de Floor Kids e, isso sim é o mais importante. Podem não ser fãs do género musical, mas certamente vão gostar e entrar “na onda” do breakdance com este jogo. É verdade que algumas músicas têm de ser decoradas para atingirmos o melhor sucesso e conseguir as 5 estrelas, mas com prática na “cena”, o jogo agarra miúdos e graúdos à Nintendo Switch estejam onde estiverem.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Community Villa.
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5 de janeiro de 2018

Os mais aguardados para 2018!


Ano Novo, Jogos Novos! Lá diz o ditado, não é?

2017 foi um ano incrível para os amantes de videojogos, mas agora é tempo de olhar para o futuro e revelar os jogos mais aguardados pela equipa do Meus Jogos! O único critério foi que o jogo teria de ser algo previamente anunciado e haver pelo menos a expetativa de o jogar em 2018. Será que vamos mesmo jogá-los este ano?


5 - Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

Lançado em 2017 no Japão para a Nintendo 3DS e PlayStation 4, ainda nada se sabe acerca de uma eventual localização do jogo para o Ocidente, além de uma vaga data de 2018. Iríamos saber mais detalhes no Outono do ano passado, mas aqui estamos nós sem mais nada saber. Além disso, é suposto existir uma versão do jogo para a Nintendo Switch, mas também ainda não vimos absolutamente nada sobre a mesma. A ansiedade é real!

4 - Fire Emblem (Nintendo Switch)

A ilustração acima fala por si: vai sair um novo Fire Emblem para a Nintendo Switch e está planeado para 2018. Nada mais se sabe acerca do jogo, mas depois de títulos épicos como Fire Emblem Awakening e Fire Emblem Fates, foi o suficiente para que entrasse diretamente para a nossa lista de jogos mais aguardados! Espera-se aqui um grandioso jogo de estratégia por turnos, com uma história forte e envolvente.



3 - Dragon Ball FighterZ

Com um grafismo que é "tal e qual" a série de animação, Dragon Ball FighterZ é provavelmente o jogo de luta mais empolgante dos últimos tempos. Mas não só os visuais nos permitirão reviver as nossas lutas favoritas e inventar uma série de outras novas, a jogabilidade promete estar à altura do entusiasmo. O que vale é que o jogo chega já no final do mês!



2 - Metroid Prime 4

Um simples logótipo foi suficiente para deixar os fãs da Nintendo em delírio. Afinal, era o jogo que muitos desejavam desde que concluíram Metroid Prime 3 em 2007. Espera-se uma épica aventura espacial, mas resta saber se o jogo estará à altura dos óculos de nostalgia sobre uma saga em que não mexemos há uma década. Venha daí o jogo para tirarmos isso a limpo!



1 - The Last of Us Part II

Esta era fácil: The Last of Us foi um dos melhores jogos que alguma vez jogámos, com uma história fantástica e imersiva. Afinal, ainda hoje é a obra-prima da Naughty Dog e deixou em nós um imaginário que nunca mais esquecemos. O jogo não necessitava de uma sequela, no sentido em que teve uma conclusão bastante satisfatória, mas será sem dúvida um imenso prazer regressar a este mundo. Mal podemos esperar!


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