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8 de julho de 2016

Odin Sphere Leifthrasir


Até que enfim que Odin Sphere chegou às novas (e antigas) gerações! Com melhores visuais e um nome diferente, temos agora oportunidade de revisitar ou visitar pela primeira vez o mundo de Alice.
Trazer jogos da era PS2 faz todo o sentido, ainda por mais quando falamos de Odin Sphere, um jogo que ou por sermos novos ou por desconhecimento passou ao lado de muita gente! E esta remasterização é a oportunidade perfeita pois foi feita com muita dedicação e com algumas novidades, mas nada que altere a essência do jogo. Ao iniciar o jogo podem optar entre o jogo original sem alterações, mas a correr a 1080p e 60fps, e a versão remasterizada para PS3 e PS4, que parece um jogo completamente diferente.


Ora comecem Leifthrasir e desfrutem de quase trinta horas de jogo, uma história encantadora e personagens memoráveis. O jogo decorre à medida que Alice, e o gato, vai lendo os seus livros, onde cada um conta uma história diferente com personagens jogáveis diferentes. Estas cruzam-se ao longo da narrativa e havendo vários livros, há mais do que oportunidade para explorar cada personagem e dá-la a conhecer aos jogadores que acabam por se relacionar com elas e perceber o que as move. Mais personagens traduz-se em várias maneiras de jogar, com cada uma a ter movimentos e ataques diferentes, conferindo aquela diversidade ao jogo - acho que há de tudo para todos.

À semelhança do género Metroidvania, este Odin leva-nos por corredores e arenas, ao longo de vários capítulos, podemos destruir elementos do cenários para ganharmos itens ou aproveitar para descansar em algumas salas. Claro que não podiam faltar os clássicos bosses finais, com alguns bosses a meio do capítulo. Cada livro ou capítulo demora entre cinco a sete horas. Demora mais se explorarem todos os recantos, mas não mais do que isto. E quando decidirem terminar, o jogo continua, mas não irei contar como.


Um jogo simples requer mecânicas simples e não foge muito à fórmula de jogos semelhantes. Os inimigos teimam em não nos deixar em paz e para nos livrarmos dele temos vários ataques à nossa disposição: usar a nossa Psypher para atacar ou usar habilidades. Estas consomem POW ou PP. Com um cheirinho a RPG, vamos ganhando mais habilidades durante o jogo que podemos equipar como bem entendermos. Consoante o nosso estilo de jogo, podemos construir diferentes personagens: ou mais focadas para o ataque, defesa, etc. No fim, o que importa é sabermos controlar o herói e soltar cadeias de combos incríveis capazes de derrotar bosses antes de estes dizerem o nosso nome. É possível, mas têm de ser mesmo bons.

Odin Sphere recompensa bastante a exploração. Temos de procurar ingredientes para serem cozinhados que aumentam o nosso HP ou dão pontos de experiência. Aumentar de nível é uma experiência estranha através da plantação de sementes que nos permite aumentar o nível geral da personagem ou apenas algumas habilidades. A componente de Alquimia também é muito importante porque nos permite criar poções de ataque, entre outras para usar durante o jogo.


E o que dizer dos visuais do jogo? Que cores, todo o Odin Sphere é colorido, mas cores vivas que parece que saltam do ecrã – talvez seja da minha televisão ou por ter os óculos muito limpos, mas esta remasterização esmerou-se. As animações são igualmente belas sem falhas de framerate, mas ouvi dizer que em certas portáteis as coisas nem sempre correm bem. Não se preocupem, na PS3 não terão problemas maiores. Talvez desligar a consola. Já no departamento de som, alegrem-se pois poderão escolher entre vozes inglesas e japonesas. Estejam também com os ouvidos abertos porque a banda sonora do jogo é linda e ainda não parei de a ouvir.

Nem tudo é positivo, claro. Se não variarem as vossas personagens e mantiverem um percurso idêntico até ao final, poderão queixar-se de alguma repetição e monotonia. É normal. Por vezes alguns cenários repetem-se e podem cansar a vista, mas nada que faça descer a nota do jogo. Depois de tudo dito, Odin Sphere Leifthrasir é a segunda oportunidade de poderem jogar a um clássico da era PS2. Antes que se torne raro, joguem-no, vão ver que tenho razão. Apaixonem-se.


Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 3, gentilmente cedido pela NIS America. Ilustrações retiradas da versão para a PlayStation 4.