Notícias

Análises

2 de abril de 2018

World of Warriors


Alguém ainda se lembra de jogar Power Stone Collection? Um jogo que colocava 4 lutadores numa arena e apenas um poderia sair vencedor? Pois World of Warriors consiste exatamente no mesmo, mas será tão bom como o jogo lançado na Sega Dreamcast, ou é apenas um rip-off?

World of Warriors é um jogo bem semelhante a esse clássico, no entanto existem muitos “mas” que tornam World of Warriors um jogo sem grande interesse, o que é uma pena porque tinha potencial para ser algo mesmo fantástico.

Para começar, vamos ter um pequeno resumo acerca da ideia do jogo, que tal como o nome indica, o jogo inclui todo o tipo de guerreiros que passaram pelo nosso planeta, desde guerreiros do velho Império Romano aos guerreiros do Antigo Egipto como Samurais. A primeira coisa que fazemos é invocar um guerreiro aleatório que um velho sábio nos permite obter através de uma esmeralda. Para desbloquear mais guerreiros (sempre aleatórios) vão ter de colecionar várias esmeraldas ao longo do jogo. Cada um destes guerreiros tem os seus atributos e obviamente o seu espaço temporal.


Existe um modo história mas que apenas se foca em derrotar inimigos em arenas consecutivas até chegar a um boss, e assim sucessivamente. Existem batalhas onde jogamos com um só guerreiro como existem arenas em que escolhemos dois. De realçar que algumas arenas onde só é possível escolher um guerreiro, têm de enfrentar uma dúzia de outros guerreiros numa battle royale e sobreviver à onda de adversários.

Talvez o mais interessante em World of Warriors é o facto de cada personagem ter as suas características e cada uma tem as suas habilidades especiais. Tal como acontece nos RPG, cada um tem um elemento especial, uns usam o fogo que será eficaz contra o gelo, uns usam a agua que será eficaz ao fogo e assim sucessivamente. Embora não tenha encontrado um desequilíbrio muito grande pois consegui sempre derrotar bem os adversários fosse qual fosse o elemento. Para além destes elementos, cada um deles tem um ataque especial que como é óbvio, vai aumentar os golpes e os danos serão maiores.

Até aqui, tudo bem. O problema é quando começamos a jogar, que na verdade até parece um bom jogo mas, após um tempo a jogar nos apercebemos de que é lento, os itens que vão surgindo nas arenas são básicos e acaba por nunca ser realmente divertido. O grafismo é engraçado e apelativo mas não se sente emoção nenhuma e começa a aborrecer após um determinado tempo pois as lutas acabam por ser repetitivas e o interesse desvanece.


Sinceramente, quem nunca jogou um Power Stone até poderá apreciar este título, mas é impossível adorar um jogo que é inferior. Apesar de tentar realmente ser algo de especial e criar o mesmo conceito que se viu num passado distante, não conseguir realizar o mesmo objetivo.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela SIEE.