Notícias

Análises

19 de abril de 2018

Owlboy


Originalmente lançado em 2016 para PC, chega agora às consolas da atualidade um indie fabuloso de nome Owlboy. Um puro clássico! Por isso mesmo, vamos embarcar nesta viagem ao conhecimento do pequeno e fofo Otus.

Otus é a nossa personagem principal, que voa, rebola, salta e agarra qualquer objeto com as patas, mas… Não fala! Ao contrário de Link, Otus é de facto mudo e, para além disso, nada na vida lhe corre bem… É triste e o próprio jogador irá sentir essa tristeza assim que inicia a aventura. Tudo aquilo que Otus faz no tutorial estará mal feito e o professor lá estará a chamar-lhe de fracassado. Otus expressa as suas emoções ao jogador de forma tão convincente que é impossível não entender aquilo que ele sente. É claro que isso tudo vai mudar no futuro, no qual desempenhará um papel importante e que o tornará alguém a ser respeitado.


Quanto ao visual de Owlboy, é fascinante, é belíssimo! Recheado de cores vivas, cenários profundos, detalhados e envolventes, o design é uma obra de arte e os sprites das personagens são completamente geniais, impossível não ficar apaixonado pelo mundo de Owlboy e as suas personagens. Os diálogos estão igualmente marcantes, perfeitamente percetíveis, engraçados e por vezes sérios, até porque os temas apresentados representam muito e bem, o que é por vezes ser rejeitado e olhado com desdém. Estes diálogos vão surgindo de uma forma quase perfeita, dando um curto intervalo na ação do jogo.

Por falar em ação, já referi que Otus salta, rebola e voa, até agarra itens como pedras que servem para atirar contra paredes quebráveis, nuvens que servem para espremer para escorrer água, frutos para recuperar saúde... Mas o que Otus fará na maior parte das vezes é carregar os aliados e com eles disparar os vários tipos de armas, pois cada personagem traz uma arma diferente com características únicas. Umas armas servem para derrotar inimigos, outras para estoirar com paredes e por aí adiante. As personagens são desbloqueadas no progresso do jogo, o mais interessante é que para além de um novo aliado, Otus terá uma nova arma que terá o propósito de abrir outras portas que antes estavam bloqueadas.


Os níveis em Owlboy são ao estilo Metroidvania, onde Otus passa de cenário em cenário sem qualquer carregamento de ecrã. É um mundo aberto com um aspeto fabuloso, seja noite ou seja dia, os cenários são lindos, as grutas as quais vamos visitando também têm as suas únicas características e isso torna Owlboy refrescante e não repetitivo, porque todas partes que Otus visita têm as suas diferenças e variedade de inimigos, cada um com formas específicas de derrotar. Até os bosses são bastante originais, enquanto que os puzzles, apesar de serem simples, não deixam de ser bastante originais e até esboçamos um sorriso quando o completamos como se uma grande conquista tratasse.

A banda sonora é outro dos pontos fortes de Owlboy, é encantadora e charmosa. Assim que se inicia o jogo, aquele tema inicial é simplesmente de tatuar na memória de qualquer pessoa. Sem falar na banda sonora no geral, que é realmente maravilhosa. Também pelo jogo fora existem colecionáveis que podem ser recolhidos em qualquer ordem ou apenas fazendo um backtracking após adquirir um aliado que consiga de alguma forma abrir a porta/obstáculo que estiver a bloquear. Moedas que são recolhidas servem para adquirir um aumento da barra de saúde ou simples acessórios para Otus.


Apesar do jogo ter sido lançado em 2016, eu só tive a oportunidade de o jogar este ano na Xbox One e, posso garantir que já é um dos meus jogos indie favoritos deste ano. Para quem gostar de aventuras memoráveis e de sentir prazer a jogar algo de inicio ao fim, Owlboy é um jogo a ter na biblioteca de 2018 e em qualquer plataforma!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Xbox One, gentilmente cedido pela D-Pad Studio.