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22 de janeiro de 2017

Nintendo Switch: As Perguntas Mais Frequentes (FAQ)

Apresentada no passado dia 13 de janeiro, a Nintendo Switch é a nova consola doméstica da Nintendo e vem com um interessante twist: a consola pode ser desacoplada da dock que a liga à TV, transformando-se numa portátil onde podemos continuar a jogar exactamente os mesmos jogos. Depois da apresentação oficial da consola (ver reportagem), muitas questões se levantaram acerca da mesma, algo normal de acontecer enquanto aguardamos pelo seu lançamento no próximo dia 3 de março. Por esse motivo, decidimos compilar algumas das questões mais frequentes que temos encontrado online e ajudar respondendo com informações oficiais.


Quanto custa e o que traz incluído na caixa?

O preço da consola não foi publicamente anunciado pela Nintendo, como aliás é prática comum, mas está a variar nas lojas portuguesas entre os 315 (em promoção) e os 330€. Por comparação, nos EUA o preço da consola é $299 sem impostos, o que seria em Portugal o equivalente a cerca de 280€ + 64,40€ de IVA a 23%. À data de lançamento, estarão disponíveis dois packs com diferente cores dos comandos Joy-Con: um com os dois comandos cinzentos, outro com um comando azul néon e um comando vermelho néon.

Também disponível com os dois Joy-Con cinzentos!
Dentro da embalagem, poderão encontrar a Consola Nintendo Switch e um par de comandos Joy-Con (L+R) nas cores já referidas, assim como a Base da Nintendo Switch para ligação à TV e o Suporte para Joy-Con "Joy-Con Grip" que permite utilizar os dois comandos como se fossem um só comando tradicional. A consola utiliza poucos cabos, trazendo um Carregador, para ligar à tomada a Base ou a Consola propriamente dita em modo portátil, e um Cabo HDMI para ligar a Base à TV. Finalmente, a embalagem inclui ainda duas correias para os Joy-Con, ideais para jogos com controlos por movimento ou que usem os botões laterais SL e SR.


Em que modos podemos utilizar a consola?

É bastante simples. No modo "TV" a consola está colocada na Base ligada à TV e permite-nos utilizar os Joy-Con nos seus diversos cenários. No modo Tabletop, a consola funciona como uma espécie de TV portátil que podemos colocar em qualquer superfície estável e jogar tal como se estivéssemos em casa. Já no modo Portátil ("Handheld") a consola funciona como qualquer outra portátil, com os Joy-Con acoplados nas laterais do ecrã. Na prática, o modo Tabletop e Portátil são semelhantes e oferecem a mesma performance, apenas têm diferentes cenários possíveis de interação.


O que são os comandos Joy-Con?

Estes pequenos comandos são a nova maravilha tecnológica da Nintendo e vêm recheados de botões e sensores, além do novo sistema de vibração "HD Rumble". O formato dos comandos foi pensado de forma a proporcionar a variedade de utilizações possíveis com a Nintendo Switch, podendo ser usados individualmente ou em conjunto como se fossem um só comando tradicional. Quando colocados no Suporte ou acoplados ao ecrã da Switch, oferecem uma configuração de botões semelhante à de consolas como a Wii U ou a Xbox One. Individualmente, podem ser utilizados na vertical como se fossem Wii Remotes ou na horizontal como se fossem comandos da SNES, mas com um analógico em vez do D-Pad.
Seja de que forma sejam utilizados, também funcionarão como sensores de movimento e acrescentar o já referido "HD Rumble". Este mecanismo de vibração permite transmitir sensações extremamente detalhadas nas mãos, equiparáveis a abanar um copo com cubos de gelo e sentir essas vibrações. Além destas caraterísticas, há algumas diferenças entre os dois comandos. O Joy-Con (L), do lado esquerdo, inclui um botão de partilha nas redes sociais. Já o do lado direito, Joy-Con (R), inclui o botão "Home" para aceder ao menu principal da consola e dois sensores adicionais, nomeadamente um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo e uma câmara de infravermelhos capaz de detetar formas e movimentos e ainda calcular a distância dos objetos.

Na fase de lançamento, os Joy-Con estarão disponíveis em cinzento, azul néon e vermelho néon, e poderão ser comprados separadamente ou em conjuntos de esquerdo + direito. Também será possível adquirir em separado as correias para os Joy-Con nas mesmas cores.


Como é que se carregam as baterias? E qual a autonomia?

Sendo esta uma consola com uma grande vertente focada na portabilidade, a autonomia e a facilidade de carregamento são questões fundamentais. Felizmente, a Nintendo Switch vem equipada com uma entrada USB-C universal que permitirá facilmente carregar a consola tanto na Base como em modo portátil. A Nintendo garante que a consola em modo Tabletop e Portátil terá uma autonomia variável entre 2,5 e 6 horas, conforme os jogos em questão. No caso do jogo Legend of Zelda: Breath of the Wild, a duração estimada da bateria é de 3 horas. Embora isto seja suficiente para uma viagem de comboio Porto-Lisboa ou de avião Lisboa-Londres, por exemplo, para sessões mais longas de jogo será ideal ter à mão um powerbank. Segundo a Nintendo, uma Switch completamente descarregada levará 3h a carregar 100% de bateria.

Sendo uma consola com comandos destacáveis e sem fios, a autonomia destes é também uma questão importante. Os Joy-Con são carregados pela própria consola quando estão acoplados à mesma, seja em modo Portátil ou com a consola colocada na Base e têm uma autonomia estimada em cerca de 20h de bateria. Bastará então deixar os Joy-Con colocados na consola quando não se estiver a jogar para não se ter preocupações com a sua bateria.
Joy-Con Grip Joy-Con Charging Grip
Embora a consola traga incluído um Suporte para Joy-Con ("Joy-Con Grip"), este será apenas uma estrutura de plástico para colocar os Joy-Con num formato mais tradicional e não lhes carregará a bateria. Quem quiser carregar os comandos mesmo enquanto joga terá à disposição um Suporte de Carregamento para Joy-Con ("Joy-Con Charging Grip"), vendido em separado. Este suporte poderá servir para quem quiser comprar comandos adicionais e quiser carregá-los enquanto joga. Tal como a consola, o suporte de carga pode ser ligado via USB-C. O mesmo pode ser dito em relação ao Pro Controller, cuja autonomia está estimada em cerca de 40h de bateria.

Uma nota importante acerca do carregamento via USB-C. Infelizmente, no que diz respeito a cabos não oficiais, nem todos são de confiança, pelo que se recomenda alguma cautela ao comprar cabos adicionais para carregar a consola e/ou os comandos - optem sempre pelos certificados!


Vale a pena comprar o Pro Controller?

O Nintendo Switch Pro Controller é um comando alternativo aos Joy-Con que se vende em separado e oferece um layout mais convencional, com um posicionamento de botões semelhante aos comandos das consolas Nintendo GameCube e da Xbox. Neste aspecto, oferece os mesmos botões que os comandos Joy-Con, mas com a diferença que os quatro botões direcionais do Joy-Con (L) são aqui substituídos por um D-Pad típico da Nintendo, o que poderá ser melhor para alguns jogos.
Este comando é bastante confortável nas mãos e tem um design interessante com um aspecto translúcido que deixa observar alguns componentes no interior. Além disso, inclui os mesmos sensores de movimento e a tecnologia de vibração "HD Rumble" presentes nos Joy-Con, assim como um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo. O comando tem uma bateria com uma autonomia estimada em 40h e pode ser carregado via USB-C, levando cerca de 6h a carregar dos 0 aos 100%.


O que é o botão de partilha?

Embora já fosse possível partilhar imagens de jogos da Wii U e da Nintendo 3DS através do browser das respetivas consolas, nunca foi uma solução prática para os fãs colocarem conteúdo dos seus jogos favoritos nas redes sociais. Desta vez, à semelhança do que acontece com a PlayStation 4, os comandos da Nintendo Switch incluem agora um botão de partilha que permitirão enviar conteúdo diretamente da consola para as redes sociais.

Numa primeira fase, será apenas possível partilhar screenshots dos jogos, permitindo personalizá-los com texto e stickers. No entanto a Nintendo já anunciou que tem planos para adicionar posteriormente a funcionalidade de partilha de vídeos através do mesmo botão. Ainda não se sabe quais as redes sociais suportadas pelo serviço, mas é de esperar que contenha as mais populares como o Facebook, Twitter e Youtube.

Por outro lado, o Miiverse, rede social da Nintendo utilizada na Wii U e 3DS, será descontinuado na Nintendo Switch embora continue disponível para os jogadores das consolas anteriores.


Region Free! E os jogos digitais?

Uma consola Nintendo Switch adquirida em qualquer parte do mundo permitirá correr jogos adquiridos em qualquer parte do mundo. Isto é óptimo para quem quiser importar jogos de diferentes regiões, especialmente no que diz respeito a lançamentos exclusivos do Japão ou dos EUA.

Já no que diz respeito à loja de conteúdos digitais, o acesso à eShop será condicionado à mesma região da Conta Nintendo associada ao utilizador. Por exemplo, se tivermos uma Conta Nintendo portuguesa, então iremos aceder aos conteúdos lançados na loja portuguesa/europeia com o peço em Euros, enquanto que se tivermos uma Conta Nintendo americana iremos aceder aos conteúdos lançados nessa região, com o preço em Dólares. A boa notícia é que a Switch irá suportar até 8 contas em simultâneo, permitindo-nos não só partilhar a consola com os familiares mas também ter contas adicionais em diferentes regiões. Está na altura de aprender japonês!


Como será o serviço online?

Ainda não se sabe muito sobre o serviço online, mas o pouco que é sabido já levantou imensas questões, principalmente porque será pago. A subscrição ficará disponível pela altura do outono de 2017, mas o preço ainda não foi revelado, assim como uma visão mais detalhada dos seus serviços. O lançamento do serviço online será feito de forma gradual à medida que a Nintendo acrescenta funcionalidades.

Todos os jogadores, quer estejam ou não subscritos, terão acesso à Nintendo eShop, possibilidade de adicionar Amigos e gerir a respetiva lista (não haverá os infames "Friend Codes"), partilhar screenshots dos jogos nas redes sociais e aceder à aplicação de gestão dos controlos parentais (ver vídeo).

Desde o lançamento da consola a 3 de março e até ao outono, decorrerá o serviço de experimentação gratuita da subscrição, que permitirá assim jogar online sem qualquer custo durante esta fase. No verão será lançada uma versão limitada da nova aplicação da Nintendo para dispositivos móveis com Online Lobby e Voice Chat, provavelmente para se utilizar com Splatoon 2. A aplicação irá permitir criar e planear sessões de jogo com amigos, assim como utilizar voice chat em jogos compatíveis, tudo a partir do smartphone. Assim, uma pessoa que transporte consigo a Switch em modo portátil poderá combinar uma sessão de jogo e dirigir-se ao hotspot Wi-Fi mais próximo para começar a jogar. O lado negativo é que, ao que tudo indica, estas funcionalidades não virão integradas na própria consola.

A partir do outono, entrará em vigor o sistema de subscrição, que poderá ser pago à mensalidade ou através de uma taxa anual, com valores ainda por definir. A subscrição será obrigatória para se poder jogar online na maioria dos jogos, assim como para utilizar a aplicação de Online Lobby e Voice Chat. Como benefícios, a Nintendo irá oferecer mensalmente acesso ao download de um jogo NES ou SNES com novas funcionalidades online integradas, que poderá jogar gratuitamente durante esse mês. No final do mês, o jogo gratuito será substituído por outro. Outro dos benefícios será o acesso a promoções exclusivas em jogos e conteúdos descarregáveis. Se a subscrição compensa ou não irá depender muito dos valores que a Nintendo pedir pela mesma.


Atualização [27/01/2017]: A Nintendo divulgou as especificações da consola na sua página oficial da Nintendo Switch!