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20 de maio de 2013

Retrospectiva F-Zero – Parte II

Ilustração: Joel Sousa (joelchan.deviantart.com)
Em colaboração com Ivo Silva, já vosso conhecido do nosso Especial Fire Emblem, partilhamos aqui uma excelente coluna do seu blog Art'in (culturaeartepop.blogspot.pt), dedicada à série de jogos de corridas futuristas F-Zero. Esta é a segunda parte de uma retrospectiva acompanhada pelo Meus Jogos DS e coincide com o mais recente projecto de Shiryu Music intitulado "F-ZERO GO FAST!" – o segundo volume "Age of N64" já se encontra disponível para download aqui.


A vinda para a N64

Depois de ter saído a 14 de Julho de 1998, no Japão, o terceiro jogo da série, apelidado de F-Zero X (originalmente conhecido como F-Zero 64) chegaria a terras ocidentais também nesse ano. Nomeadamente a 26 de Outubro, para a Europa e a 6 de Novembro, para os EUA. Este título seria ainda relançado em 2007 para a Virtual Console, da Wii e para o sistema chinês, Inque Player, em 2004. Como muitos dos jogos lançados para a nova máquina da Nintendo, a N64, também F-Zero disponha de gráficos totalmente em 3D. Com um gameplay bastante similar ao do original, esta nova entrada tinha uma elevada curva de aprendizagem. Os seus cenários estavam, agora, repletos de colinas, loops, tuneis e canos. O percurso estava repleto de obstáculos e as curvas, mais apertadas, exigiam uma maior perícia ao jogador.

Algumas inovações vão ser feitas ao gameplay, nomeadamente, a possibilidade de se atacar outros jogadores, durante a corrida. A existência de uma vida extra, também permitia ao jogador reiniciar a corrida, sem ter que forçosamente ter que reiniciar o jogo. A história do jogo passa-se diversos anos após a suspensão da competição, por ter sido considerada demasiado perigosa. A prova regressa, com a segurança reforçada, e com um total de trinta concorrentes. Regressam os quatro originais e surgem vinte e seis novos participantes.


  
Destaque para a aparição de futuros fan favorites como Super Arrow, Zoda, Black Shadow ou Blood Falcon. Para além dos modos já existentes e que regressam em X, são introduzidos o Death Race e a X Cup. Se o tradicional Grand Prix assentava na simples vitória nas corridas e a consequente conquista da Taça, o Death Race era totalmente diferente. Aqui, para vencer, precisávamos de ser, literalmente, o último jogador em pista. Numa pista em linha recta, a corrida só terminava quando só houvesse um. Devíamos aniquilar os restantes concorrentes para vencer. A X Cup, por sua vez, vem permitir criar um set de pistas, as quais serão sempre diferentes de cada vez que se joga. O jogo conta, ainda, com o regresso dos Modos Time Attack e Pratice. Existem um total de cinco taças para disputar, sendo que quatro delas têm seis pistas cada e uma apenas cinco. Ostentando nomes de cartas, de início apenas três taças estão disponíveis. (as taças Jack, Queen e King)
A vitória nas três permitirá desbloquear a quarta, a taça Joker.  A consequente vitória nesta, vai abrir a X Cup, de que já falamos e a Master Class. Os níveis de dificuldade vão variar desde o Novice (fácil), passando para o Expert.(muito difícil) F-Zero X foi o primeiro jogo a correr a 60 frames por segundo, enquanto processava 30 carros no ecrã, simultaneamente. Isto, no entanto, fez-se às custas dos detalhes nas pistas e nos próprios veículos. Com a música a alternar entre o rock pesado e o remix, X teve dois Cds lançados. O primeiro, a banda sonora original, a 18 de Setembro de 1998.
O segundo, com arranjos de guitarra, a 27 de Janeiro de 1999. Ambos são compostos por Taro Bando e Hajime Wakai. X era compatível com o desastre comercial da Nintendo, a malfadada 64DD. Uma expansão para X foi, inclusive, lançada a 21 de Abril de 2000, no Japão. Todavia exigia o cartucho original, da N64, para puder correr na 64DD. Esta expansão funcionava, basicamente, como um designer de pistas. O F-Zero X Expansion Kit para além do editor de pistas permitia construir carros através da escolha de três componentes (body,-> cokcpit <-, engine), método que acabou por ser reutilizado no F-Zero GX.
Mundialmente, o jogo foi bem aceite e recebeu boas notas. Os únicos aspectos negativos eram a falta de detalhe evidenciada nos cenários. Alguns elementos deste jogo encontraram caminho para outros jogos da Nintendo. Nomeadamente, a Raibow Bridge, que foi introduzida como pista no Mario Kart 64.

Aqui fica, mais uma música de Shiryu, vinda do seu segundo volume dedicado ao F-Zero.
Para mais, consulte os seguintes links:

Mute City Endless Chiptune