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7 de abril de 2014

Mario & Luigi: Superstar Saga


A Game Boy Advance teve a sua dose de jogos de Super Mario importados da Super Nintendo (e clássicos da NES da versão All-Stars), e não foi palco de títulos originais de plataformas como podemos ver nas consolas portáteis anteriores. Foi, no entanto, a consola onde surgiu uma das mais carismáticas séries de RPG dos irmãos canalizadores, que se distingue bastante de Paper Mario, embora partilhe o mesmo género de jogo.

Mario & Luigi: Superstar Saga apanhou muitos de surpresa no seu lançamento em 2003 principalmente por se tratar de mais um RPG com Mario, distinto de Paper Mario e Super Mario RPG mas utilizando vários pormenores anteriormente visto nesses jogos, principalmente na mecânica de batalha. O que nasceu daqui foi boa série que tem acompanhado as portáteis da Nintendo, como por exemplo Dream Team Bros. que foi lançado ainda ano passado na 3DS.

Esta aventura começa quando uma bruxa má rouba a voz a Princess Peach, trocando-a por… explosões! Perante este problema Bowser não se atreve a raptá-la novamente (pois colocaria em risco o seu próprio castelo) e então pede ajuda a Mario e Luigi para recuperar a voz da sua princesa, ajudando-os também a chegar ao seu destino, o Beanbean Kingdom, que é habitado por feijões.

Com uma premissa bastante simples a história está repleta de piadas que têm vindo a caracterizar esta série de RPG, onde Mario e Luigi são sempre vistos como os heróis mas sem nunca referir Luigi pelo nome (entre vários, é chamado de Bigode Verde ou Mario Verde). A história desenvolve-se ao bom método de RPG tradicional, onde cada nova cidade tem uma pequena história e nos encaminha para o desfecho do jogo, estratégia que se tem mantido firme na série.

Mas onde este jogo se destaca no género é na mecânica de batalha, que embora tenha um sistema tradicional de turnos há uma forte componente de ação que veio definir a série: Mario e Luigi têm os botões A e B dedicados, respetivamente, e temos de premir esses botões no momento certo quer para tirar melhor partido dos ataques como defender de ataques inimigos ou até mesmo contra-atacar. Para além de ataques simples quer a saltar ou usando um martelo, temos ainda ataques especiais onde temos várias ações para tirar melhor partido desses mesmos movimentos. Este sistema tem sofrido uma constante evolução a cada novo jogo, e sem fugir muito à mecânica base continua a cativar os seus jogadores.

De resto temos um reino com muito para explorar, vários quebra-cabeças a resolver para prosseguir na aventura e ações conjuntas dos irmãos. Os visuais são bastante vivos e coloridos, sempre muito animados e devidamente acompanhados com uma banda sonora que, embora seja geralmente pouco memorável consegue criar o ambiente ideal para o jogo. Para além da música surgem algumas vozes que não passam de risos, gritos ou a icónica tagalerice de Mario e Luigi, um italiano incompreensível. São muitos os personagens que aparecem e nos ajudam na aventura, ou nos dificultam a mesma como o vilão Fawful, um favorito que cativou os seus fãs devido ao seu riso e a sua famosa frase "I have fury!" (em portugês "eu tenho fúria").



É interessante voltar à origem destas aventuras que levou Mario e Luigi ao mundos dos sonhos, viagens nos tempos ou até ao interior do seu grande inimigo, e ainda se apresenta como um jogo bem interessante com visuais muito vivos e pouco datados. Temos aqui uma aventura com bastantes horas dedicadas, vários momentos de comédia e um desenvolvimento peculiar de Mario, Luigi, Bowser, Peach e até Toadsworth, que após a sua estreia em Super Mario Sunshine tem marcado presença nos Mario & Luigi.

Se são fãs de RPGs, de Super Mario ou ambos ao mesmo tempo, têm aqui uma boa aventura para considerar, onde os dois géneros se misturam num jogo que iniciou uma série alternativa às principais de plataformas, e ainda conta com bastantes fãs.