Notícias

Análises

5 de setembro de 2017

Knack 2


Knack estreou-se como um dos jogos de lançamento da PS4 e exclusivos da consola. No entanto o seu sucesso não foi muito grande, o jogo era básico quando comparado com outras alternativas existentes no mercado com uma qualidade superior. Infelizmente, Knack 2 não está muito diferente do seu antecessor.

O jogo inicia-se com uma sequência de acontecimentos catastróficos no coração da cidade, onde Knack tem de ultrapassar todo o caos. Antes de começar com a análise em si, é preciso realçar que sendo o jogo da Sony, este encontra-se como já é costume, totalmente em Português, com um trabalho muito bem feito por parte da Sony Portugal. Assim que o vídeo introdutório termina temos as primeiras opções de jogo. Começa de imediato com a escolha de jogador a solo ou cooperativo. Neste caso joguei a solo, não tendo forma de poder avaliar o modo cooperativo. Após a escolha do modo de jogo foram-me apresentadas as dificuldades de jogo, onde temos à escolha o fácil, normal, difícil e muito difícil.


Os primeiros minutos de jogo servem para nós aprendermos a jogar, mas os comandos são básicos. Os botões: quadrado para o soco, círculo para o pontapé e L1 para defender. Ao longo do jogo vamos aprendendo outros ataques mais fortes, como por exemplo ficar a premir o botão círculo para um soco poderoso ou ficar a premir o botão triângulo para lançar um bumerangue. Mas voltando à parte inicial, depois de alguns pontapés e socos, aprendemos como Knack se reconstrói, ou seja, Knack tem a capacidade de atrair ou largar peças de nome relíquias. Essas relíquias representam também a sua saúde, pois se perderem todas, ditam o fim de Knack. É verdade que ele se desmonta conforme recebe danos dos seus adversários, mas por vezes temos mesmo de ser nós próprios a largar as relíquias que estão coladas ao nosso corpo para que Knack se torne pequeno. Isto porque por vezes é necessário entrar em condutas, tanto para progredir no jogo como para descobrir locais secretos com arcas de tesouros escondidos.

Quanto a estas arcas, ao todo existem cem para descobrir, será que conseguem-no fazer? A verdade é que não é muito difícil, isto porque o jogo é bastante linear. O conteúdo destes tesouros são peças que dão poderes especiais ao nosso herói, caso consigam recolher certos objetos e, com os mesmos, construir um aparelho para Knack usar, ajudando na sua aventura ao longo da campanha. Algo importante no jogo é apanhar os Indicadores de Pedras Solares. Estes cristais amarelos devem ser partidos para que possam encher o indicador que, por sua vez, irá produzir uma barreira que absorve os danos infligidos por inimigos. Mal esta barra se destrua devido aos danos sofridos, os próximos danos serão feitos ao próprio Knack perdendo as relíquias, que são as tais peças que Knack encontra ao longo da jornada e o fazem crescer. Quantas mais relíquias obtiverem, maior ficará Knack, chegando a atingir até uns dez metros de altura, aí é como se fossemos invencíveis já que o seu poder aumenta imenso.

O que também podemos e devemos recolher pelo jogo fora são as Energias de Relíquia, uma misteriosa luz azul que pode ser recolhida ao derrotar inimigos ou abrindo as tais arcas de tesouro. Sempre que recolhemos estas energias, temos a oportunidade de abrir um painel para aumentar o seu poder e com isso aprender novas habilidades. Existem quatro caminhos diferentes com várias habilidades, no entanto outro caminho será aberto quando aprenderem todas as habilidades básicas. O problema aqui é que não podemos escolher os caminhos, estamos limitados a seguir um caminho de cada vez, o que não faz de todo muito sentido.


As famosas sequências de botões mais conhecidas por "Quick Time Events" também marcam presença no jogo, mas estas igualmente básicas. Existem ainda cristais de Super Jogada que aumentam os poderes a Knack por um determinado tempo, tornando-o invencível nesse curto período. Um dos aspetos que nos dias de hoje não se justifica é o facto de não termos um botão para controlar a câmara, sendo esta totalmente fixa. O analógico direito serve apenas para se esquivarem, tal como acontece nos jogos da série God of War por exemplo.

A jogabilidade é simples e acessível para qualquer jogador. Infelizmente a sequela não aprende com os erros do primeiro jogo e demonstra uma vez mais o quão básico é o conceito de Knack. O grafismo está bom, com suporte para 4K na PS4 Pro. Nas sequências de vídeo, parece que estamos a assistir a um filme de animação 3D. A banda sonora é até, um dos aspetos mais positivos do jogo. O problema está mesmo no game design.

Em Knack 2 existe uma vertente online. Podem receber itens de amigos vossos, a arca do tesouro produz um item aleatório e no caso de estarem ligados à Playstation Network e tenham amigos que joguem Knack 2, podem ver o que eles descobriram nas suas arcas e o que alguns exploradores famosos encontraram. Podem selecionar até um desses itens. No caso de escolherem com sabedoria, talvez consigam completar um aparelho ou desbloquear um Knack especial.


Knack 2 não é um espanto, muito menos revolucionário. Com tanta oferta no mercado é difícil adorar Knack. O jogo não é mau, mas a variedade e originalidade no género é grande, Knack não oferece o suficiente para nos agarrarmos com a mesma vontade, no entanto se quiserem passar o tempo, não deixa de ser um jogo razoável e aceitável, mas não esperem rigorosamente nada de novo em Knack 2, mesmo isto sendo uma sequela e mesmo dentro do género de jogo que é.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela SIEE.