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4 de julho de 2017

Antevisão: Super Mario Odyssey


Passados 15 anos desde Super Mario Sunshine, a Nintendo decide levar Super Mario de volta ao formato sandbox com que o canalizador mais famoso do mundo dos videojogos se havia estreado na Nintendo 64. A convite da Nintendo, tive ontem a oportunidade de experimentar em primeira mão todas as novidades de Super Mario Odyssey através da mesma demo jogável que estava disponível na E3, em Los Angeles.

A demo incluía dois dos mundos que estarão disponíveis na versão final do jogo: o reino Metro onde se encontra New Donk City, a cidade onde no passado Mario havia resgatado Pauline das garras do Donkey Kong, e o reino Sand, onde encontramos o deserto Tostarena que recentemente congelou de forma misteriosa. Uma coisa que saltou rapidamente à vista foi a enorme diferença entre estilos artísticos. Não é defeito, mas feitio! Pelo que temos visto deste Mario Odyssey, não só iremos visitar diferentes àreas do mundo, mas também explorar estilos artísticos bastante distintos de mundo para mundo.

Dos cerca de 30 minutos que passei com o jogo, foi fácil de perceber que este está desenhado para surpreender constantemente o jogador. Em cada nova interação há uma descoberta, seja pelo que os cenários oferecem, seja por via de atirar o chapéu para capturar objetos / inimigos / personagens, a mecânica central deste jogo. Por exemplo, mal tinha chegado a New Donk City quando atirei o chapéu a um personagem que controlava um carrinho telecomandado. De um momento para o outro, o meu comando tornou-se no comando do personagem e podia ser eu a controlar o carrinho. Não muito longe, duas senhoras adultas brincavam com uma corda para saltar (melhor nem questionar) e, claro, bastou ir para lá saltar com o Mario para dar início a um novo minijogo. Já no deserto Tostarena, ao passar por um cano pixelizado, o Mario entra também num mini nível 2D desenhado na parede.

Uma particularidade do jogo é a utilização de controlos por movimento quando se joga com os comandos Joy-Con separados. Normalmente servem para o Mario atirar o chapéu, algo equivalente ao "Spin Attack" em Super Mario Galaxy, mas em diferentes contextos terão uma diferente utilidade. Por exemplo, ao capturar um Bill Bala, agitar o comando irá fazê-lo acelerar. Pareceu-me ser geralmente o mesmo que se pode fazer com o botão Y, pelo que a sua utilização será uma questão de preferência do jogador.


Em cada mundo há uma série de luas para colecionar, algumas que fazem parte de missões que consistem na história do nível ou correspondem a desafios relativamente evidentes, embora não necessariamente fáceis, como chegar a uma certa localização, outras que se escondem por trás de missões secretas. E se todas estas luas não fossem o suficiente, há ainda um conjunto de moedas específicas de cada mundo para colecionar e gastar nas respetivas lojas. Falar com todos os personagens e explorar todos os cantos do mapa será fundamental para quem quiser fazer os 100% neste jogo. Mario Odyssey apela ao coleccionismo, pelo que não há como negar a frustração de cada demo ser limitada a apenas 10 minutos. Como dividir o tempo entre a ânsia de ver o mais possível de cada cenário e a vontade de vasculhar cada canto e colecionar todas as moedas?

Explorar é a palavra-chave, não fosse esta uma odisseia por mundos nunca antes explorados pelos jogadores. Sendo este jogo um verdadeiro sandbox, a exploração passa também muito pela interação com o mundo. A mecânica de captura é realmente interessante, pois nunca se sabe o que poderá ser controlado pelo Mario graças ao chapeú. Podemos controlar tanto inimigos como personagens amigáveis desde que não estejam a usar um chapéu, mas há também inúmeros objetos que podem ser controlados. Quem esperaria capturar uma tampa de esgoto em New Donk City? Eis que, ao fazê-lo, encontramos o caminho para mais uma lua escondida neste mundo.

Outra coisa que me impressionou bastante foram os gráficos e as animações. O nível de detalhe que a Nintendo parece ter dedicado é incrível, desde o Mario ficar chamuscado quando se queima, à ferrugem em alguns dos famosos canos verdes. E se a cidade do reino Metro parece cinzenta e sombria, o reino Sand assegura-nos que cor não irá faltar neste jogo. Não se sabe ainda quantos mundos haverá para explorar, mas com base no que já foi mostrado a diversidade parece estar assegurada!


Trinta minutos é muito pouco para se desfrutar realmente deste jogo. Os primeiros servem apenas para se aprender os comandos e as interações mais simples com o mundo e depois, quando se está completamente imerso no jogo, o tempo parece voar. Que voe, então, o tempo que falta até ao lançamento deste jogo, para que o possa jogar e oferecer aos leitores uma boa análise do seu conteúdo. Super Mario Odyssey estará disponível a 27 de outubro de 2017.