Notícias

Análises

12 de março de 2014

Pokémon Link: Battle!


Os jogos de puzzle baseados em juntar peças da mesma cor já existem desde os primeiros tempos dos videojogos, mas provavelmente nunca estiveram tão populares como hoje em dia. Com a proliferação dos dispositivos móveis, veio uma enchente de jogos deste género, desde os mais originais às cópias descaradas de jogos antigos. Não é de espantar, então, que a série Pokémon regresse ao género com um novo título para a eShop da Nintendo 3DS.


O conceito de Pokémon Link: Battle é uma mistura entre os tradicionais puzzles de correspondência de cores e o universo de Pokémon. No ecrã superior da consola, irão surgir vários pokémon selvagens com uma barra de energia, que terá de ser reduzida a zeros para que a criatura seja apanhada numa pokébola, resultando assim numa "ligação" no contexto do jogo. A jogabilidade é muito simples, consistindo apenas em trocar a posição de quaisquer dois pokémon da grelha de jogo (chamada de "link box"). Ao corresponder 3 ou mais criaturas iguais, será lançado um ataque contra o pokémon selvagem, onde o encadeamento de novas correspondências irá aumentar o dano do ataque em questão.

Inicialmente, esta mecânica parece algo enfadonha, mas uma simples regra muda tudo: a partir do momento em que uma cadeia de 4 ou mais criaturas é sucedida de outra com 3 ou mais pokémon, o jogo entra em modo "link chance", onde todos os pares são eliminados e aumentam o contador de combo. Aqui, o jogador entra num frenesim de emparelhar criaturas o mais rapidamente possível, tentar limpar o ecrã e repetir o processo, para causar assim um único ataque devastador. Outra vantagem deste modo é que imobiliza a criatura selvagem, impedindo-a de atacar.


Os pokémon selvagens não são indefesos, e têm a capacidade de atacar a link box. Conforme vão enfraquecendo a caixa e reduzindo o seu HP, também podem quebrar a barreira e entrar na área de jogo, tornando-o bastante mais difícil a partir desse momento. Por este motivo, é importante derrotá-los rapidamente, utilizando as possibilidades acima referidas e tendo em atenção os elementos dos pokémon utilizados, visto que os ataques podem ser muito ou pouco efectivos. Há também criaturas especiais, como o Chansey que permite curar o HP ou o Mr. Mime que recupera a barreira da caixa.

Todos os pokémon conhecidos estão presentes no jogo e em cada nível diferente surgem outras criaturas com que jogar, o que poderá ser agradável para os fãs mais dedicados, mas confuso para quem não está familiarizado com as mais de 700 criaturas existentes. No meio de tanta diversidade (e também por culpa do estilo artístico), por vezes é difícil distinguir entre diferentes desenhos, o que dificulta a jogabilidade. Felizmente, é possível levar criaturas de suporte para o tabuleiro escolhidas pelo jogador: quando o nível é algo confuso, nada como escolher pokémon de cores bem distintas. Embora a dificuldade do jogo suba gradualmente, só quando se desbloqueia um modo de jogo mais rápido e outro "infinito" é que se distingue um jogador "hardcore" de outro mais ocasional.


Pokémon Link: Battle! é, acima de tudo, um jogo extremamente viciante, onde uma sessão de 5 minutos facilmente se estende por mais de uma hora. Provavelmente, a culpa deste vício é apenas o modo "link chance" onde a música, os efeitos gráficos e o contador de combos deixam o jogador numa espécie de transe. O jogo traz ainda um modo multijogador, que permite até quatro pessoas que tenham o jogo cooperar para passar um nível à escolha, tornando assim muito mais fácil a captura dos pokémon mais difíceis. Se forem fãs da série e também gostarem de Bejeweled ou Candy Crush Saga, então esta é uma compra obrigatória. É um jogo muito divertido e viciante mas, ainda assim, difícil de recomendar a quem não conheça as mais de 700 criaturas que podem aparecer no tabuleiro.