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4 de novembro de 2011

Suikoden Tierkreis


A DS tem uma biblioteca de RPGs bastante vasta, com grandes séries que apostaram no formato mais pequeno da consola, face às grandes consolas caseiras. Muito pouco conhecida, mas ainda com uma fanbase existente, Suikoden estreou-se num único jogo para a consola. Este jogo surge como um spin-off da série principal, onde até o mundo não tem uma ligação física com os restantes jogos, mas na sua essência trata-se de um jogo idêntico aos restates da série principal.


Contamos com um tradicional RPG por turnos, com 4 personagens controláveis na equipa (ao contrário das 6 presentes na série, com a excepção do 4º capítulo), com um arsenal de armas, magia e diferentes raças para explorar. Ao invés das tradicionais Runes das série, contamos com o poder das Chronicles, estas que desbloqueiam novas habilidades para todas as personagens no decorrer do jogo. São mais de 108 personagens para descobrir no total, as Star os Destiny, mantendo-se a imagem de marca do jogo, tal como a presença de um castelo que serve como base.

A história é sobre é existência de inúmeros universos paralelos, elemento este também presente no gameplay, sendo possível alugar personagens (excluindo a personagem principal) de outros jogadores através da internet, que ao regressarem mantêm a experiência que obtiveram durante a sua aventura. Todas as personagens têm voice acting em diversas alturas do jogo, que embora bastante bom encontra-se numa velocidade acelerada.


Os visuais do jogo são deslumbrantes. Modelos 3d das personagens inserem-se em cenários pré-renderizados, dos melhores que a DS teve o prazer de suportar, sempre envolvidos num mundo fantástico onde a idade média e tecnologias anciãs funcionam em perfeita harmonia. O jogo está sempre acompanhado por uma banda sonora que melhora bastante a experiência geral. Existem também desenhos das personagens durante os diálogos e até sequências em animação japonesa.


Não fosse a quantidade de RPGs excelentes que a DS teve durante a sua vida, Suikoden Tierkreis destacava-se na consola. No entanto, uma publicidade inexistente de um jogo de nicho e a má localização na Europa fez com que este jogo tenha sido esquecido. O que é uma pena, pois é uma aventura que merece ser jogada.