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12 de agosto de 2013

Dillon's Rolling Western


Dillon é um verdadeiro ranger do oeste, um armadilho justiceiro cheio de coragem e energia para defender os que estão em apuros. A seu lado está sempre o seu fiel companheiro Russ, um jovem esquilo com uma queda por engenhocas que fala em vez de Dillon, pois este é um tradicional herói silencioso. 

Nas vastas planícies que este duo atravessa surge a ameaça dos Grocks, criaturas que se parecem com grandes rochas malévolas, que andam a devorar os Scrogs (que se parecem com porcos) das pequenas aldeias onde habitam toda uma variedade de personagens. É num ataque a uma aldeia em que Dillon entra em ação, munido das suas botas vermelhas, chapéu de cowboy, a sua habilidade de rebolar a grande velocidade e as suas garras.

A mecânica deste jogo tem por base o género Defesa da Torre onde o objetivo é de defender uma base, neste caso uma aldeia, de grupos de inimigos. Em cada ataque temos duas fases, uma primeira mais relaxada à luz do dia e outra quando cai a noite, repleta de inimigos traiçoeiros prontos a invadir a aldeia. Na primeira fase podemos explorar livremente a área que nos rodeia, descobrir grutas com tesouros e inimigos, adquirir materiais e apanhar Scruffles (o principal alimento dos scrogs). Esta fase é vital para melhorar as defesas da aldeia, cujos portões podem ser fortificados através dos minérios que encontramos, e ainda descobrir grutas escondidas que contêm tesouros, um elemento que nos lembra um pouco de The Legend of Zelda mas que podia ter sido muito melhor aproveitado.

Tão ou mais importante que a defesa é o ataque, e espalhadas nas planícies estão torres que servem como postos de vigia ou que podemos munir com armas, que se torna numa ajuda vital pois Dillon não consegue estar em todo o lado, pois quando cai a noite vêm os grocks e estes não são poucos! À medida que vamos avançando no jogo surgem mais inimigos e também novas criaturas para enfrentar, sempre mais difíceis e colocam a teste a nossa preparação prévia através das torres de defesa e vigilia, que são alvos dos grocks também. Quando um inimigo chega aos portões da aldeia, ferozmente atacam essas entradas e destroem as barreiras, invadindo a aldeia para comer os preciosos scrogs. Estes funcionam como os nossos pontos de vida que aumenta quando apanhamos (e oferecemos) os scruffles que encontramos na planície.

Para vencer temos de atacar os inimigos espalhados no mapa, que ao atacar entramos num modo de batalha (existindo apenas algumas excepções), onde as habilidades de rodar e atacar de Dillon destroem os grocks. Este modo é bastante interessante mesmo que simples, e para derrotar mais fácil e rapidamente os inimigos podemos comprar equipamento, melhorando o nosso desempenho para enfrentar os vários inimigos presentes, evitando que a missão se torne complicada.

O jogo é um pouco difícil, ou melhor, stressante, conseguindo oferecer um bom desafio que facilmente se pode tornar numa experiência frustrante. Dentro do modo de batalha o tempo não pára, tornando-se muito complicado em fases mais avançadas do jogo, permitindo que os inimigos invadam facilmente as aldeias, pois os recursos são poucos para construir os portões, deixando as portas quase que abertas para invasões. As torres também acabam de servir de muito pouco, e mesmo gerindo muito bem o nosso dinheiro estas tombam facilmente face aos inimigos, o que dá um pouco a sensação que "não vale a pena" investir nas torres. No entanto estas são uma ajuda vital, e atrasam muito os inimigos, mesmo que não consigamos ver pois estamos a lidar com várias coisas ao mesmo tempo.

Gestão de recursos à parte temos um jogo muito interessante, que não se torna repetitivo por oferecer cada vez mais desafio, acompanhado por um leque de personagens variadas, e Dillon juntamente com Russ têm a sua história revelada aos poucos à medida que vamos avançando no jogo. Os personagens, mesmo os secundários, são bastante carismáticos devido ao estilo artístico do jogo que conjuga bem os desenhos 2d com os modelos tridimensionais das personagens (quando aparecem). Infelizmente falta apenas uma banda sonora a condizer, que embora as músicas presentes façam um bom trabalho, são poucas e tornam-se facilmente repetitivas.


Este é um jogo para quem gosta de jogos de estratégia, mas também para quem procura géneros de jogos diferentes do habitual. Dillon's Rolling Western não requer muita tática, mas sim muita atenção, reflexos e por vezes nervos de aço. A jogabilidade simples é o suficiente para atrair qualquer um, mas cuidado pois o velho oeste está cheio de armadillhas!