Blightstone


Para sobreviverem e conseguirem destruir a Blightstone e salvar a humanidade vão precisar de muita estratégia e alguma sorte.

Korgol, um demónio do submundo, descobre um cristal com poderes que o permitem invadir a nossa dimensão e empoderar os seus terríveis lacaios. Para o impedir, Xander, um mago temporal, encontrou a solução para a vitória do bem: um cristal chamado earthglass. A nossa missão: levar o cristal até à blightstone para a destruir. Para isso contamos com uns quantos de heróis diferentes, de lutadores a magos, cada um com as suas especialidades, dentro e fora de combate. Sempre que falhamos, Xander reinicia o tempo, e temos oportunidade de nos prepararmos melhor para, eventualmente, vencer.


Os heróis começam sempre com as mesmas habilidades e com o mesmo equipamento. À medida que vamos progredindo pelo mapa, vamos recebendo novas habilidades, tanto ativas como passivas e equipamento que vai desde melhorar atributos a dar habilidades novas ou mudar outras, dando-lhes efeitos adicionais. Para além disso e muito importante também é a gestão dos vários recursos. A cada duas noites, vamos para o acampamento e precisamos de comida para cada um dos heróis e madeira para o fogo.

Também ainda para nos curarmos e usarmos as habilidades de campo e do cristal, precisamos adicionalmente dos recursos, levando a que essa gestão seja parte integral para a sobrevivência do grupo. Avançando pelo mapa leva a que sejamos lentamente corrompidos pela corrupção o que pode dar origem a eventos nefastos durante as noites.


O combate divide-se em turnos nossos e do inimigo, agimos com todos os personagens pela ordem que quisermos e quando acabado agem todos os inimigos de uma só vez. Gastamos energia tanto a movimentar como a usar habilidades então é preciso equilibrar e usar o ambiente a nosso favor. Podemos usar obstáculos como esconderijos enquanto nos aproximamos com personagens de mais curto alcance ou mesmo incendiar a cobertura de outros.

O jogo permite muitas interações interessantes com o ambiente o que torna as batalhas sempre desafiantes, uma distração pode rapidamente correr muito mal. Ao acabarmos runs, podemos dar alguns upgrades que permitem explorar outras maneiras de usar o cristal e até mais personagens, sendo difícil termos a mesma aventura duas vezes.


A banda sonora, efeitos sonoros e diálogo estão bem conseguidos, e têm um sentido de humor que torna também as conversas genéricas de fantasia engraçadas. Visualmente parece uma aventura de um livro de banda desenhada, com animações a acompanhar e que trazem uma identidade única. Pegar fogo a um campo e vê-lo a incendiar e a passar a cinzas com os turnos é muito satisfatório (para além do dano em todos os inimigos que lá estejam). Fora isso, não vai muito para além do que já existe do género, mas tudo que faz, faz bem. Os devs têm estado constantemente a atualizar o jogo e a fazer correções com base no feedback dos jogadores, o que adivinha um bom futuro até ao lançamento.


Um bom roguelike tático, com uma alma própria e a crescer muito bem.


Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo para PC, gentilmente cedido por Unfinished Pixel.

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