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3 de julho de 2018

The Lost Child


Confesso que nunca joguei muitos dungeon crawlers, o único que joguei e gostei imenso foi o Persona Q: Shadows of Labyrinth, muito por já ser fã da série principal. The Lost Child é do mesmo género, com sequências em anime e personagens tipicamente japonesas. O jogo chegou recentemente à Nintendo Switch e suscitou bastante o meu interesse, mas será assim tão bom?

The Lost Child começa com questões filosóficas acerca da nossa existência e o convívio entre seres do outro mundo. O tema não é novo, mas não deixa de ser interessante. O protagonista é um jornalista que escreve artigos acerca de seres do outro mundo, fenómenos paranormais por assim dizer. Hayato é escolhido por deus para eliminar todos os demónios e anjos caídos, para travar uma guerra entre o paraíso e o inferno. Acompanhado por um anjo, Hayato tem de viajar pelo Japão e conversar com várias personagens para ter informação de acontecimentos bizarros tal como sucede no inicio do jogo, onde pessoas têm-se atirado para a linha do metro sem razão aparente. Estes demónios têm como objetivo eliminar Deus, por isso a missão de Hayato é investigar e descobrir quem está por detrás de toda esta conspiração.


Quanto à jogabilidade, tal como habitual no género, é em primeira pessoa, explorando salas e percorrendo corredores até que do nada se aciona uma batalha. As batalhas são tal como um rpg típico, mas sempre com a perspetiva na primeira pessoa. Os inimigos encontram-se no ecrã, o jogador só tem de executar os ataques, magias, itens e outros comandos que tem ao seu dispor para derrotar os inimigos. E assim, a progressão e exploração é feita em The Lost Child, até chegar ao final e enfrentar um boss. Para sobreviver a estas masmorras Hayato terá o nosso anjo e reforços, estes reforços são capturados como se de um jogo Pokémon tratasse. Nas lutas é necessário enfraquecer o inimigo, assim que ele estiver fraco o suficiente, é possível capturar com um a arma especial de Deus que fará do demónio um aliado. É preciso purificar os demónios com Karma. Existem três tipos de Karma. O Karma por discurso, o bom Karma através da derrota de anjos caídos e o Karma negativo que é ganho através da derrota de demónios. Este Karma também serve para aumentar as estatísticas dos aliados e não só isso como também para comprar itens. Por fim, caso Hayato seja derrotado, é possível usar o Karma para ressuscitar o protagonista e continuar a aventura, se não houver Karma, o jogador será corrido para o último ponto de gravação.

A música é boa, os visuais são bastante apelativos e o jogo tem uma dificuldade agradável para aqueles que como eu não estão tão habituados ao estilo de jogo e até têm interesse em jogar um dungeon crawler que seja interessante. Além de tudo isso, os diálogos são bons e a existência de optar pelas vozes originais japonesas ou inglesas é sempre um ponto positivo na minha opinião como purista neste tipo de jogos.


Em geral, The Lost Child não foge muito aos restantes do mesmo género e nesse aspeto pode ser difícil de se destacar. Não tendo muita experiência com o género, posso dizer que a experiência que tive com o jogo foi bastante agradável, mas em nada me pareceu muito original. Mesmo assim, vale a pena jogar, gostei da jogabilidade, o grafismo que pouco tem de 3D, sendo ele maioritariamente reproduzido em imagens estáticas com apenas alguns movimentos de personagens nos diálogos e combates.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela NIS America.