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18 de junho de 2018

Tennis World Tour


O desporto do momento é sem dúvida alguma o Futebol, o que facilmente tira muito do protagonismo a outros desportos. Mas entre eles o Ténis continua a ter imensos fãs, com os vários campeonatos a serem transmitidos na televisão pelo mundo fora ao longo do ano, mas ainda assim não estamos habituados a ver grandes lançamentos de videojogos dedicados, e talvez dos jogos que vem à memória de muitos ainda é Virtua Tennis ou Mario Tennis.



Neste panorama surge Tennis World Tour, um simulador que nos coloca na pele de um jogador de profissional e que tem pela frente uma carreira cheia de torneios pela frente, um personagem criado por nós. Também presentes estão 31 profissionais, entre eles figuras como Roger Federer, Stan Wawrinka, Caroline Wozniacki e ainda Andre Agassi, mas deixando de fora desportistas cujos direitos não devem ter sido assegurados, como Rafael Nadal ou as irmãs Williams. Existem também 18 campos fictícios disponíveis que exploram 5 tipos de terreno diferentes: relva, terra batida, piso duro, sintético ou madeira.

Voltando à nossa personagem a sua criação é extremamente limitada, sendo possível fazer pequenas alterações entre os 10 personagens pré-definidos existentes, para cada género. Coisas como mudar o corte de cabelo, cara ou vários detalhes estão fora de questão, mas é possível definir a altura e algumas animações como o modo de jogar, mão dominante, nível de paciência ou se grita muito (ou não) enquanto joga. Mas quando o foco do jogo é desenvolver a carreira do nosso personagem, e à partida ele é do mais genérico possível, logo à partida perde-se muito do interesse.


É quando começamos a jogar que começamos a notar os muitos, mas muitos dos problemas que o jogo traz. Em primeiro lugar os visuais bastante fracos: as figuras famosas assemelham-se aos jogadores na vida real através de texturas, e tanto eles como o nosso personagem mais parecem bonecos inexpressivos retirados de jogos com longos anos. Outro problema surge nos comentadores que parecem estar limitados a meia dúzia de frases e que as repetem durante a partida, muitas vezes repetindo a mesma frase vezes seguidas. A própria jogabilidade, ponto fundamental de qualquer jogo de desporto, deixa bastante a desejar e encontra-se também limitada a 30 frames por segundo, algo infeliz quando estamos habituados a outros simuladores a correr bem acima disso.

Os controlos são acessíveis e requerem a prática esperada para os dominar, mas muitas vezes o personagem parecia deixar de responder. Há níveis para desbloquear e também equipamento que nos preparam melhor, mas pouca diferença parecia fazer enquanto progredia no modo carreira. Outro problema surge nos modos de jogo praticamente inexistentes, que fora o modo carreira, uma lista de treinos que nos preparam melhor para o jogo, e jogar contra outra pessoa ou o computador, pouco mais há para fazer no jogo. O modo online, por exemplo, ainda não se encontra disponível, deixando a dúvida de quando afinal estará pronto.


Há toda uma quantidade de problemas no lançamento deste jogo, e ao que tudo indica este foi lançado apressadamente e muito, mas muito incompleto, deixando muito a desejar mesmo que venha ser atualizado aos poucos. Mesmo durante a análise o jogo pura e simplesmente foi-me abaixo várias vezes, sem motivo aparente. Os fãs mais convictos do desporto vão encontrar pouco interesse neste título, que por muito que tenha tido a marca de ser o sucessor espiritual de Top Spin 4, lançado em 2011, falha redondamente em trazer as memórias desse.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela Upload Distribution.