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Análises

28 de junho de 2018

Slime-San: Superslime Edition


Tenho feito análises a uma data de jogos de plataformas com a dificuldade acrescida, isto porque sempre gostei deste género e quanto maior a dificuldade, mais vontade dá para jogar pois eu gosto sempre de um bom desafio. No passado fiquei apaixonado por um jogo de plataformas que fez um enorme sucesso mesmo tendo uma dificuldade agressiva, Super Meat Boy. Por muito que o jogador perca, nunca faz com que as pessoas parem de jogar pois o jogo é assim tão divertido e viciante.

Slime-San segue a mesma vertente e, por isso mesmo, foi uma excelente surpresa! A grande diferença é que controlamos um Slime em vez de um pedaço de carne. É como se fosse o irmão mais novo, apenas com gráficos ao estilo de 8 bits.

Apesar da nossa personagem ser uma lesma, é bastante veloz e ainda tem as habilidades de saltar e atravessar paredes de gosma, ou até dar um pequeno sprint para ultrapassar uma data de obstáculos. Até aqui, pode apenas parecer uma imitação de Super Meat Boy, mas não é nada disso. Apesar de inicialmente parecerem despidos, os níveis estão muito originais e como é evidente, ao progredir as coisas começam a ficar complicadas e a paciência e estratégia vem ao de cima para completar os níveis.

Existem vários níveis em cada mundo e cada um tem vários segmentos, até se chegar à meta onde temos Slime-San a dizer “Boa” com o seu polegar erguido. Os níveis têm tempo para serem completados, por isso é preciso sublinhar a palavra eficácia. Depois de vários níveis, existe um confronto originalíssimo com um boss. Basta jogar o primeiro boss para entender o quão original este jogo está. De referir que há a possibilidade de colecionar uns itens que podem ser usados na loja para por exemplo, comprar uma espécie de passe geral para passar à frente alguns níveis, o que não torna desafiante, mas isso também é opcional e também desbloquear mini níveis.


Todos estes níveis e mundos contam com caminhos alternativos que dão acesso a salas com personagens bizarras e com um sentido de humor aguçado, recordo-me por exemplo de falar com um pato de óculos de sol de nome Duck Norris. As referências à cultura Pop são imensas, isso são sempre pormenores que na minha opinião ficam geniais. A música, com o seu tom NES, é excelente pois adequa-se ao estilo de jogo para além de não aborrecer o jogador, pois normalmente neste tipo de jogos, se a música for repetitiva torna-se cansativa ao ponto de o jogador querer tirar o som (já me aconteceu isso sim).

Pois bem, quanto a tudo que há por desbloquear, existem adereços para o nosso Slime, paredes de fundo, avatares personalizáveis e até mini jogos tais como o velho clássico da Atari Pong ou até um jogo à semelhança de Mario Kart, algo que serve para relaxar da viscosidade de Slime e deixar os nervos um pouco de lado até recuperar as forças para continuar a aventura.


Slime-San: Super Slime Edition inclui as três campanhas principais de Slime-San, lançadas previamente no Steam e ainda alguns bónus. Os jogadores vão morrer vezes sem conta: se não for por causa do tempo é por causa da velocidade que querem terminar os níveis. Embora tenha uma jogabilidade ao estilo do Super Meat Boy, está longe de ser uma imitação: está aqui um jogo que é tão bom ou ainda melhor. Ainda me perguntaram se o hype em torno disto se justificava. No fim da análise eu deixei a resposta em letras maiúsculas.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Xbox One, gentilmente cedido pela Headup Games.