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21 de junho de 2018

Dillon's Dead-Heat Breakers


O Dillon é um Tatu, uma personagem anamórfica com uma armadura que lhe cobre o corpo, que tem o importante papel de proteger aldeias de uns atacantes extraterrestres que se assemelham com pedras. Só por esta frase, tudo o que eu escrever acerca do jogo vai parecer menor e irrelevante, mas o que é certo é que, após cinco anos do jogo original, o nosso armadilho continua em forma e tão desajustado socialmente como dantes.


O jogo é difícil de categorizar num só género, mas vou tentar descrever: Temos de balançar um ciclo de dias e noites, em que durante o dia temos de arrecadar moedas, trabalhando com a nossa personagem Amiimal, que irei falar mais à frente, numa série de mini-jogos desde gerir um supermercado, trabalhar na separação de resíduos domésticos ou numa série de shoot 'em up. Podemos ainda calhar em dias especiais, em que há corridas na nossa cidade e que ganhamos uma quantia choruda se formos merecedores do pódio.


À noite, saímos com o nosso justiceiro, que combina a sua armadura e velocidade para combater os Grocks, os mauzões robotizados em forma de pedra, algumas eletrificadas, que tentam aterrorizar as aldeias circundantes da nossa cidade. Para isso, temos de jogar uma de Need For Speed e derrotá-los ao mesmo tempo que corremos atrás deles, protegendo as construções fortificadas que dão emprego a gunners contratados com o dinheiro que auferimos durante o dia.


Esta gestão da economia local e pessoal é importante, pois melhores gunners trarão benefícios no campo de batalha, que por sua vez trarão benefícios em desenvolvermos as nossas armas de batalha, que por sua vez facilitarão este grind. A nossa gestora é simultaneamente a recepcionista do hotel onde estamos alojados, a simpática Rita.

Uma característica deste jogo é a nossa personagem Amiimal, que vai buscar o nosso Mii e que dá as nossas feições a um touro, que é ele que ativamente trabalha durante o dia e que gere a carreira de desportista de corridas do nosso Dillon. É um pormenor interessante, que acaba por quebrar a fourth wall, puxando-nos para dentro do jogo. É giro que as interpelações da Rita sejam dirigidas a nós pessoalmente, caso seja esse o nome do nosso Mii. Este Amiimal também tem uma função de ajuda aérea durante os combates.


O jogo é desafiante e requer estratégia de controlo de mapa e de recursos; os minijogos para ganharmos dinheiro são divertidos, embora repetitivos. Dillon's Dead-Heat Breakers talvez seja dirigido para jogadores mais novos, mas a questão da barreira linguística pode ser um problema e as longas cutscenes podem enfadar um jogador que apenas queira destruir gigantes de pedra para salvar inocentes aldeãos. A banda sonora parece que não aprendeu com o jogo original: as músicas são decentes mas são pouco cativantes e poucas; um bom trabalho de sonoplastia traria e muito a este jogo.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código de review do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.