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25 de maio de 2018

Little Nightmares: Complete Edition


Confesso que tenho uma ligação especial a este jogo. Tive a oportunidade de o experimentar no dia em que foi anunciado, na Gamescom 2016, e conhecer os seus criadores e a enorme paixão que manifestavam pelo projeto. Um jogo que não hesitei em comprar, mesmo tendo sido disponibilizada uma cópia de análise ao Meus Jogos - na altura recebeu um Bom com a nossa recomendação.

Little Nightmares chega agora à Nintendo Switch numa "Complete Edition" onde podemos encontrar todo o conteúdo do jogo original e ainda todo o DLC de história lançado entretanto, pelo que é possível jogar tanto a história da Six como do Kid e assim explorar os segredos do The Maw. Mas será este um jogo ideal para esta consola?

Com a transição para a Nintendo Switch, alguns sacrifícios tiveram de ser feitos, mas em geral podemos considerá-la uma boa adaptação. Ao jogar no modo TV, comparando com a versão para PS4, perdemos alguns efeitos visuais mas nada de significativo, em geral o jogo traduz o mesmo ambiente, o que é o mais importante. Já no modo portátil o caso muda de figura, sendo fácil de notar uma perda de resolução e qualidade na imagem. Não estraga a experiência, mas a diferença é notória. Por outro lado, é no modo portátil que podemos ter uma das melhores experiências de jogo: na cama, com as luzes apagadas.


Little Nightmares é um jogo de terror onde controlamos a pequena Six (ou o pequeno Kid, conforme a história em causa) por uma câmara de horrores conhecida como The Maw. Não é um terror de "jump scares" mas sim de ambiente, com situações de elevada tensão ao virar de cada esquina. As personagens são minúsculas e indefesas num cenário hostil e recheado de puzzles que exigem uma observação atenta enquanto exploramos. Um terror que subverte o imaginário das crianças, levando esse contexto para os piores pesadelos. Dificilmente alguém irá esquecer algumas das situações apresentadas no jogo. Há muitas formas de morrer, mas felizmente o jogo conta com bastantes pontos de recuperação em caso de morte. É uma pena, porém, que o tempo de carregamento não seja mais rápido.

Embora sejam duas histórias relativamente curtas, esta edição completa oferece bom conteúdo para o valor pedido. Embora não tenha quaisquer falas ou explicações, a narrativa do jogo desenvolve-se visualmente e de forma subtil, deixado uma grande margem para o jogador dar asas à sua imaginação. Quem são estas crianças? O que são estes monstros? Afinal, o que é The Maw e o que acontece neste lugar? O jogo brinca com o medo, deixa-nos a imaginar o que estará por detrás daquela porta que não se consegue abrir. Também a sonoplastia ajuda imenso neste aspecto, com todo o tipo de ruídos a preencher o silêncio que se faz ouvir por toda a parte. Um bom título para jogar com headphones e às escuras, sem dúvida.


Nunca será o jogo de anúncio da Switch para jogar na esplanada (até porque não se iria ver nada, pois o jogo é bastante escuro), mas está bastante bem adaptado ao sistema, incluindo até a funcionalidade de HD Rumble dos comandos. Um jogo que vive muito do seu ambiente de terror e suspense e, por isso, irá deliciar os amantes do género.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Bandai Namco Entertainment.