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13 de abril de 2018

The Witch and the Hundred Knight 2


A sequela do JRPG da Nippon Ichi Software apresenta-nos uma fantasia em que controlamos um boneco de trapos que ganha vida devido a uma maldição da sua proprietária. A premissa inicial deste jogo é quase tão reboscada que descrevê-la em palavras torna-se uma tarefa heroica. Reboscada mas, no entanto, não pude parar de jogar até saber o seu desenvolvimento.

Quem gosta do género está in for a treat, já que conta com tudo o que podemos esperar de um JRPG: classes de armas, elementos, combos, magia, evoluções, pontos de experiência, skill tree, etc... Tudo o que nos faz querer completar um jogo e deslindar as mecânicas complexas deste género.
Os controlos são estreitos, e permitem que jogadores habilidosos conseguem tirar partido de quick time events e causar danos colossais aos inimigos. Controlando a personagem, além da vida temos de ter atenção à nossa barra de Ability Power (as nossas capacidades mágicas) e a nossa energia, as nossas Gigacalorias.




As cutscenes são faladas e quando os diálogos in game aparecem sem retorno áudio parecem descontexualizados, fazendo-nos questionar o porquê de o diálogo continuar fora da cutscene. O início do jogo é lento, mas não em demasia. O jogador não é imerso em tutoriais e em poucos minutos já está a controlar a personagem.

O jogo tem três principais esquemas: cutscenes, exploração/combate e boss battles. Devo confessar que algumas boss battles me entretiveram durante mais tempo do que o que quero admitir — em parte porque não utilizei na sua totalidade as mecânicas do jogo. Os gráficos durante a exploração e boss battles podiam ter sido mais polidos, especialmente num sistema tão potente quanto a PlayStation 4, mesmo sendo Melhorado para a PS4 Pro.



Em aspetos técnicos, o jogo é sólido, a história é obnóxia de tal forma que nos prende e dá prazer controlar um boneco tão animado quando o nosso fiel Cavaleiro, armado até às orelhas com espadas, bastões ou lanças.

Fiquei a notar que o sistema de combo poderia ser mais explicitado, pois nem sempre era claro por que determinada arma era super effective num determinado tipo de inimigos, além do simples elemento (fogo vs água ou gelo). Os combos, no entanto, dependiam desta eficácia para empilhar. Algumas boss battles tornaram-se mais longas do que deviam pois não era fácil entender qual o meu erro no raciocínio.


No geral, um jogo muito convidativo. A história, como já disse, é tremendamente divertida. A personagem é imaginária, pelo que é fácil revermo-nos nela. Os traços de JRPG estão todos reunidos para um excelente título. É pegar no comando, desligar as notificações e explorar aquele mundo colorido. Mas atenção, cuidado com os Weisse Ritter! Não os deixem dominar o mundo (que é como quem diz, eliminar a maldição da bruxa)!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela NIS America.