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27 de março de 2018

Riftstar Raiders


Hoje venho-vos falar da mais recente proposta dos Climax Studios, nomeadamente da sua versão Steam, embora o jogo em si esteja disponível noutras plataformas, com vem sendo a norma actual dos jogos digitais.

Riftstar Raiders é um jogo que nos coloca na figura de um protagonista sem nome, um Raider, que luta para salvar a galáxia da invasão das Warswarms, criaturas mecânicas com um A.I interligado como se de uma verdadeira colmeia se tratassem. Cabe-nos a nós parar os violentos ataques que os Warswarms estão a levar a cabo contra a Federação Galáctica.

Pelo caminho, e ao bom estilo de mercenários espaciais como Han Solo (Star Wars) ou Corsair (Starjammers), também podemos ir fazendo lucro com o muito loot espalhado pelos cenários devastados após a passagem da colmeia robótica. Em suma, os Raiders, originários da base orbital de Arcádia, são uma espécie de anti-heróis. Heróicos na mesma, mas sem os níveis de altruísmo que podem ser vislumbrados noutros caçadores de prémios e mercenários do universo dos jogos de vídeo (ex: Samus Aran).


Esta é a história que serve de base para um jogo bastante interessante e desafiante, onde a curva de aprendizagem não poderia ser mais elevada. Não quero por isto dizer que se trata de um jogo impossível, mas antes um título no qual vamos melhorando à medida que formos jogando (e perdendo). Um jogo onde a memorização dos níveis é a chave para uma missão bem sucedida.

À primeira vista este parecerá um mero shooter espacial como tantos outros, mas de facto não o é. Existe aqui um a forte componente estratégica. A forma como abordamos os níveis é importante. Se procuram um jogo onde possam adoptar uma postura berserk, este não é o mais aconselhável. Há que saber explorar os extensos níveis, procurando sempre por atalhos que nos permitam evitar lutas desnecessárias, pois o número de adversários é grande e estes são insistentes, perseguindo-nos até serem destruídos. A chave essencial para ter sucesso em Riftstar passa por evitar grandes ajuntamentos de inimigos e as sempre mortíferas minas espaciais... mas disso falaremos mais à frente.

Primeiro atentemos ao gameplay. A nave controla bem, embora exija prática sobretudo durante as lutas. A nossa nave está equipada com um escudo que nos protege durante algum tempo dos ataques inimigos. Contudo, quando o escudo cair, a nave ficará perigosamente exposta a danos. O que vale é que o dito escudo pode ser reparado usando loot azul ou aguardando alguns segundos (depois disso ele reinicia). Existem três tipos de escudos disponíveis logo de início, sendo que o que neles varia é a área afectada e certos efeitos. A nossa barra vital não sobe como a do escudo e só pode ser restaurada através da obtenção de loot vermelho que, tal como o azul e os créditos (usados para comprar upgrades em Arcádia), podem ser encontrados em caixas espalhadas pelos níveis ou através de inimigos que tenhamos destruído.  A nível de armamento, a nossa nave tem dois tipos. Armas de longo alcance, normalmente mais rápidas, e armas de curto alcance, mais poderosas. Ambas não podem ser usadas non-stop e necessitam volta e meia de uns segundos para arrefecerem e poderem ser usadas novamente. O que nos vale é o facto das munições serem infinitas. Existem quatro tipos de armas disponíveis de início.


Outro ponto importante relativamente à nossa nave assenta no mecanismo de aceleração. Este dá à nave maior velocidade e agilidade. No entanto, partilha da fraqueza das armas. A necessidade de arrefecer uns segundos a cada utilização. Temos dois tipos de mecanismo de aceleração à escolha de início. Por último, temos o Grappling Ray. Um utensílio muito útil usado para abrir caixas, puxar objectos e resolver puzzles práticos. Sim, Riftstar Raiders está cheio de puzzles práticos que necessitamos efectuar de forma a progredir nas missões.

O número e a variedade de inimigos é grande. Temos naves pequenas, grandes, minas, misséis de calor, radares, entre muitos outros obstáculos. Os níveis estão muito bem trabalhados e não poderiam ser mais desafiantes, com a música e os gráficos a deixarem-nos no espírito que uma aventura no espaço sideral necessita.


Para além do modo história (que conta com um tutorial opcional), temos ainda o Loadout, que é onde podemos fazer as nossas compras e reforçar a nossa nave antes das missões, e o modo multijogador. Em jeito de conclusão, Riftstar Raiders é um título bastante promissor e a ter em conta para fãs do género.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para PC via Steam, gentilmente cedido pela ICO Media.