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21 de março de 2018

Old Man's Journey


O que seria de nós se todos os jogos fossem iguais? Se se focassem ação, explosões, espadas, pistolas, violência etc… Enquanto gamer e apreciando praticamente todo o género de videojogos existente na indústria, não posso deixar de lado jogos que me façam sentir um ser humano, jogos em que se vive mais a história do que propriamente a jogabilidade ou o grafismo. Old Man’s Journey é como um pequeno filme, neste caso, diria uma curta metragem.

Um jogo mobile que foi adaptado para a Nintendo Switch e que atinge o nosso coração, Old Man’s Journey é uma narrativa visual. Não existe qualquer diálogo neste videojogo, a jogabilidade é extremamente simples mas, pela história, acho que qualquer pessoa o poderia jogar. De certa forma é parecido ao Night in the Woods, embora nesse os diálogos sejam constantes, já aqui a história é contada por sequências de animação e nada mais.


Sem querer deixar spoilers, o jogo começa com um carteiro que chega a casa deste senhor de barba branca anónimo. Assim que este senhor reformado, com ar de estar no seus 70, acaba de ler a carta, decide fazer uma mala e caminhar até ao seu destino. Não temos noção de para onde vai ou quer ir, ou sequer a natureza da carta recebida, apenas conseguimos perceber que a carta misteriosa tinha uma mensagem urgente e por isso mesmo o nosso protagonista faz-se à vida.

Um ponto interessante é a jogabilidade pois existem duas formas de jogar Old Man’s Journey. Uma delas, jogando no modo portátil, é possível jogar com os dedos (touch screen) para mover o nosso velho protagonista ou então, jogando na TV, usando um dos Joy-Con, como se estivéssemos a jogar Wii, belas lembranças confesso. Apontamos o comando à TV para mover a personagem e erguer ou baixar montanhas. O jogo é extremamente simples, porque é apenas isso que vão fazer até ao fim do jogo. Para o nosso idoso protagonista se mover de montanha em montanha ou de vale em vale, apenas têm de alinhar os cenários que se encontram no ecrã amontoados. Estando em linha, conseguimos progredir até chegar a um certo momento em que o nosso “Old Man” se senta e tem flashbacks, depois disso, voltamos ao mesmo e, assim será até ao final do jogo. Os puzzles são igualmente repetitivos e simples, por vezes temos ovelhas para mover dum lado para o outro para que possamos atravessar pelos cenários ou então desfazer muros com rodas de madeira as quais precisam de um equilíbrio para que ganhe velocidade e desfaça o muro, para além disso, não se vai fazer muito mais.


O grafismo, ou diria o seu visual, é lindíssimo. O jogo parece pintado à mão, com paisagens belíssimas, é de longe um dos seus pontos mais fortes, tal como sucede com a música, que se encaixa perfeitamente. Faz-me lembrar de um jogo como Tengami, que joguei anteriormente na Wii U.

Se vale o dinheiro? É muito caro para um jogo que se passa em uma hora e meia e no qual pouco se “joga”. Mas se a narrativa é boa? É genial, uma das histórias que mais me bateu no fundo, mas que viagem! É realmente único e após terminarem e verem os créditos a passar, vão refletir sobre as opções que tomam na vida, que isto não está nada longe do que podemos no futuro viver. A pouca longevidade é o maior problema, talvez compense aguardar por uma promoção.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Broken Rules